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O saneamento básico deficiente e o desmatamento das matas ciliares e das matas das nascentes e cabeceiras são os principais responsáveis pela poluição
Rio Jauru, no Pantanal: águas turvas pelo desmatamento e falta de saneamento.
Rio Jauru, no Pantanal: águas turvas pelo desmatamento e falta de saneamento.

Uma pesquisa realizada em 2015 pelo WWF-Brasil  e o Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC) e o HSBC Brasil, revelou que os níveis de turbidez – quando a água perde a transparência – e de quantidade de sólidos dissolvidos nos rios Jauru, Sepotuba e alto-Paraguai (região das cabeceiras do Pantanal) vem aumentando. O saneamento básico deficiente e o desmatamento das matas ciliares e das matas das nascentes e cabeceiras são os principais responsáveis pela poluição desses três rios, responsáveis pelo fornecimento de 30% das águas que mantém o pulso de inundação – processo anual de cheia e seca – da planície pantaneira no Mato Grosso.

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“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Artigo 225 da Constituição Federal.
Barco recolhe o lixo na raia olímpica. (Imagem: Tomaz Silva/ Agência Brasil).
Barco recolhe o lixo na raia olímpica. (Imagem: Tomaz Silva/ Agência Brasil).

Segundo os dicionários de língua portuguesa, legado é algo deixado para alguém em testamento. É a transmissão de algum bem, seja ele monetário ou não, para outra pessoa de livre e espontânea vontade. Assim, o legado pode ser histórico, cultural, patrimonial ou ambiental.

Em se falando de meio ambiente, o legado possível de se deixar para alguém passa pela manutenção das florestas, água limpa, ar respirável, ecossistemas equilibrados, sistemas educacionais que transmitam sustentabilidade e até mesmo cidades saudáveis.

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Um aquário para os peixes? Hortaliças cultivadas no sistema hidropônico? É as duas coisas. Peixes e hortaliças num mesmo espaço.
A aquaponia ganhou espaço como uma maneira de transformar o topo dos prédios para produzir alimentos. (Imagem: divulgação)
A aquaponia ganhou espaço como uma maneira de transformar o topo dos prédios para produzir alimentos. (Imagem: divulgação)

O projeto nasceu na Suiça, na Basiléia, e foi apresentado aos brasileiros na Virada Sustentável de 2015, em São Paulo, pelo fundador da UrbanFarmers, Roman Gaus, e na Semana do Meio Ambiente do MMA em 2016, pelo casal Talita Campoi (29 anos, relações públicas) e Daniel Pacheco (38 anos, engenheiro químico).

Na aquaponia, peixes e hortaliças ocupam o mesmo espaço, formando um ecossistema onde as plantas filtram a água dos peixes, limpando-a, enquanto os dejetos dos peixes servem de adubo para as plantas. Nesse sistema, 90% da água utilizada é reaproveitada. E o que é melhor, o sistema de cultivo não utiliza agrotóxicos e o desperdício é menor.

Como funciona.
Como funciona.

Hortaliças cultivadas nesse sistema ainda tem o prazo de validade ampliado, alem da qualidade elevada.

Na Basiléia, a aquaponia gera, anualmente, cinco toneladas de vegetais e 850 kg de peixes em uma fazenda de 250 metros quadrados. Os produtos serão vendidos para supermercados, hotéis e restaurantes.

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    Finlandês cria ducha infinita com apenas 10 litros de água
    O chuveiro sustentável em exposição. (Imagem: divulgação).
    O chuveiro sustentável em exposição. (Imagem: divulgação).

    Um dos momentos mais esperados do dia para muitos é o banho. Hora de relaxar, tirar a poeira, “lavar a alma”… Mas…

    Um chuveiro aberto por 10 minutos faz jorrar 100 litros de água. É o que gastamos normalmente tomando banho. Agora imagine uma família de 3 pessoas tomando banho todo dia durante um mês.

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    Cientistas, educadores e cidadãos comuns com acesso à internet podem acompanhar em tempo real o que acontece nos Oceanos Atlântico e Pacífico.

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    No Atlântico e no Pacífico existem 83 plataformas e sensores monitorados a distância pela Iniciativa de Observatórios Oceânicos – OOI, na sigla em inglês – criada pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos.

    A rede de sensores rastreia propriedades físicas, químicas, geológicas e biológicas do fundo e da superfície do mar e gera dados em tempo real. O projeto inclui robótica submarina, cabos de fibra ótica e instrumentação especializada. Cada plataforma tem uma combinação de aparelhos que geram milhares de informações científicas, como temperatura e salinidade, entre muitas outras. A OOI instalou um observatório no chão tectonicamente ativo no norte do Pacífico, outros próximos às costas leste e oeste dos EUA e quatro em locais de alta latitude, perto da Groenlândia, do Alasca, da Argentina e do Chile.

    Agora, essas informações podem ser acessadas por qualquer pessoa em tempo real.

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    Agência Nacional de Águas prevê intervenções na bacia do rio Doce durante seis anos para a recuperação da qualidade da água.
    Enquanto isso, a lama continua vazando. (Imagem: Ibama)
    Enquanto isso, a lama continua vazando. (Imagem: Ibama)

    Desde 28 de março, data da publicação no Diário Oficial da União, está em vigor o acordo de cooperação técnica para estimular a formação de profissionais que auxiliem na recuperação da bacia hidrográfica do rio Doce, em função do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Samarco em Mariana (MG).

    As águas de São Lourenço, em Minas Gerais, são procuradas por milhares de turistas que buscam uma vida saudável.
    Pilares de São Lourenço Processo de desobstrução e energização através  de três processos em granito: 1 – Captar a energia do cosmo e direcioná-la para o interior da terra (Parque II) 2 – Captar a energia do interior da terra e direcioná-la para o cosmo (Fonte Oriente) 3 – Canalizar as duas energias para manter o equilíbrio da região (Monjolo) (Imagem: M.Scotti).
    Pilares de São Lourenço
    Processo de desobstrução e energização através de três processos em granito:
    1 – Captar a energia do cosmo e direcioná-la para o interior da terra (Parque II)
    2 – Captar a energia do interior da terra e direcioná-la para o cosmo (Fonte Oriente)
    3 – Canalizar as duas energias para manter o equilíbrio da região (Monjolo)
    (Imagem: M.Scotti).

     

    Por Marcos Scotti – Há lugares no Brasil onde vida saudável é sinônimo de gente feliz. São Lourenço, a 393 quilômetros de Belo Horizonte, em Minas Gerais, é um destes lugares.

    É difícil resumir o que é esta cidade mineira que faz parte do Circuito das Águas, mas, ao abrir a varanda de uma pousada no alto da colina ou a janela de casa no entardecer e ver uma paisagem de montes, montanhas, matas ainda preservadas e uma cidade esparramada entre o que sobrou da mata atlântica mineira, se começa a entender um pouco mais do que é viver com paz e tranquilidade, do jeito mineiro de ser.

    Sossegado, quieto, hospitaleiro, de bem com a vida e com a natureza. É contagiante. Em pouco tempo você acaba se sentindo mineiro também.

    Quem vai a São Lourenço encontra uma cidade que cresceu em torno de fontes hidrominerais, que deram sustentabilidade econômica ao município e o fizeram destino do turismo saudável.

    A cidade das águas é particularmente procurada pela terceira idade, às centenas, em função das propriedades terapêuticas das fontes que brotam na região. E não são poucas. O Parque das Águas – cartão de visitas da cidade -, projetado, construído e administrado por uma empresa do ramo alimentício, por força de um compromisso assumido entre a empresa e a população e administração pública, quando a companhia comprou a marca de água envasada “São Lourenço” e se instalou na cidade, recebe diariamente centenas de pessoas em busca de saúde.

    Águas sulfurosas, alcalinas, ferruginosas, cada qual indicada para um determinado fim (veja lista das indicações), além dos banhos e massagens terapêuticos que, ali mesmo no parque podem ser desfrutados, fazem de São Lourenço um paraíso.

    Principal pólo comercial do circuito (são dez as cidades mineiras que fazem parte do Circuito das Águas, onde está a maior concentração de águas minerais do Planeta), São Lourenço tem o segundo maior parque hoteleiro do estado.

    Do jeito mineiro
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    Os saguis andam soltos no Parque das Águas, em São Lourenço. (Imagem: M.Scotti).

    Mas a cidade não tem só água e excelentes pousadas e hotéis para se hospedar. A incomparável comida mineira, passeios a cavalo nas fazendas, a boa prosa, trilhas ecológicas e até vôo de balão, fazem dessa cidade um lugar para se voltar sempre.

    No trem, puxado por uma locomotiva de 1928, um passeio que leva o visitante a uma viagem que serpenteia entre a Mata Atlântica e o Rio Verde, o principal curso d’água da região.

    São Lourenço, entre os montes de Minas. (Imagem: M.Scotti)
    São Lourenço, entre os montes de Minas. (Imagem: M.Scotti)

    É bem verdade que turista aqui, quando próximo aos pontos mais visitados da cidade, esbarra com um prestativo “charreteiro”, o que, aliás, é um dos charmes de São Lourenço. É de lei: passear de charrete pela cidade é como relembrar os tempos passados. De charrete se é conduzido aos principais pontos turísticos da cidade – a antiga estação de trem, o teleférico, a cidade dos doces, onde foram gravadas locações da novela “Chocolate com Pimenta” e as principais ruas, ainda calçadas com nostálgicos paralelepípedos.

    Para que finalidade é usada a água
    • Águas Carbonatadas: Indicadas na dispepsia, gastrites, úlceras gastroduodenais, hepatites, diabetes e moléstias da nutrição.
    • Águas Cabogasosas: Apropriadas no combate a moléstias dos rins, do fígado, cálculo renal e vesicular além de serem diuréticas.
    • Águas Bicarbonatadas Mistas: Podem tratar moléstias gastrointestinais,
      hepatite, dispepsia e mólestias renais.
    • Águas Iodadas: Indicadas nas arteriosclerose, reumatismo, insuficiência tireoidiana, bócio e mólestias do fígado e do rins.
    • Águas Sulfurosas: Apropriadas para as moléstias alérgicas, eczemas, artrites e reumatismo
    • Águas Ferruginosas: Podem tratar anemias ferroprivas e estimular o metabolismo.
    • Águas Cloretadas: Indicadas nas moléstias gastrointestinais, gastrites, pancreatites, hepatites e moléstias renais.
    • Águas Bicarbonatadas Cloretadas: Apropriada para tratar moléstias gastrointestinais, gastrites, pancreatites, hepatites e moléstias renais.
    • Àguas Bicarbonatadas Cloro-sulfatadas: Podem tratar moléstias do aparelho digestivo, de nutrição, artritismo e eczemas por conterem bicarbonato, cloretos e sulfatos alcalinos.
    • Águas Sufurosas Bicarbonatadas: Indicadas para moléstias de pele, nas afecções reumáticas de fundo alérgico e atua como estimulante das funções gastrointestinais.
    • Águas Sulfurosas-bicarbonatadas e Sulfatadas: Indicadas no combate ao artritismo, gastrite e moléstias de pele, por serem bastante alcalinas.
    • Águas Sulfurosas-bicarbonatadas e Cloro-sulfatadas: Podem tratar pacientes com reumatismo crônico, dispepsias, afecções hepáticas e atuar como estimulante do metabolismo.
    • Águas Ferruginosas-bicarbonatadas: Indicadas no tratamento de anemias ferroprivas.

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    Economia para o cidadão e menor risco de inundações no espaço urbano são algumas das vantagens do armazenamento da água
    Sistema de aproveitamento de água da chuva.
    Sistema de aproveitamento de água da chuva.

    Florianópolis, capital de Santa Catarina, é mais uma das cidades brasileiras a se preocupar com o aproveitamento da água da chuva.

    A Câmara Municipal da capital catarinense aprovou no início deste ano o projeto de lei 1.231/2013 que diz que todas as edificações comerciais e residenciais com área acima de 200 metros quadrados construídas a partir de agora deverão ter captação de água da chuva para reuso.

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    Pescadores que sobrevivem da pesca na baia querem planejamento e mapeamento do território pesqueiro

    Um dos ecossistemas marinhos mais importantes do litoral sul brasileiro, berçário de peixes, caranguejos e mariscos, a Baia da Babitonga, no extremo norte de Santa Catarina, garante a sobrevivência e a segurança alimentar de centenas de famílias de pescadores artesanais.

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    O Programa de Proteção de Nascentes resgata a obrigação do cidadão, seja ele do meio rural ou urbano, de conservar as fontes que abastecem a sustentabilidade da atividade rural e a população

    nascente

    Uma iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar, quer proteger mil nascentes localizadas em áreas rurais do Brasil até o final de 2016.

    O Programa Especial Proteção de Nascentes resgata a obrigação de toda a população de conservar o berço das águas de forma orientada, uma vez que as nascentes são protegidas por lei e são necessárias para garantir a sustentabilidade da atividade rural no Brasil.