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Moradores de um bairro na cidade de Freiburg, na Alemanha, repensaram o lugar onde moram em busca de qualidade de vida.

 

Vauban, uma comunidade sustentável. (Imagem: divulgação)
Vauban, uma comunidade sustentável. (Imagem: divulgação)

Imagine uma cidade onde os carros praticamente não circulam, o lixo é reduzido, reutilizado e reciclado, a água é racionalmente utilizada, a energia é limpa e a convivência entre as pessoas é interativa e enriquecedora. Uma cidade onde a distância entre ricos e pobres praticamente não existe e onde a qualidade de vida é o primeiro item de uma pauta comum a todos. Utopia?

Arquitetura sustentável é aquela que atende as necessidades das pessoas, respeita o planeta e é viável economicamente.
Escola sustentável em Bangladesh. (Imagem: divulgação)
Escola sustentável em Bangladesh. (Imagem: divulgação)

Por Alessandra Barassi – O significado da palavra “sustentabilidade” ainda não está muito claro no inconsciente coletivo. Então, para não complicar muito, aí vai a explicação clássica: sustentabilidade = pessoas, planeta e viabilidade econômica! Ao falarmos de arquitetura sustentável, estamos falando daquela que atende as necessidades das pessoas, respeita o planeta e é viável economicamente.

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No aniversário da Lei 11.445, estudo realizado pela ABES sobre situação do saneamento no país, com base na PNAD 2015, mostra avanços tímidos. “O Brasil precisa urgentemente colocar o saneamento como prioridade. Saneamento deve ser prioridade de Estado e não de governo”, afirma o presidente da ABES, Roberval Tavares de Souza.
Rio urbano, fonte de proliferação de agentes transmissores de doenças. (Imagem: MS)
Rio urbano, fonte de proliferação de agentes transmissores de doenças. (Imagem: MS)

A Lei 11.445, conhecida como a Lei do Saneamento Básico, completou 10 anos neste janeiro com pouco a comemorar: estudo realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES demonstra que houve melhora na situação do saneamento no país, porém, movida por avanços tímidos em algumas regiões. O instrumento estabelece as diretrizes nacionais e a política federal para o setor. Seu advento gerou grandes expectativas quanto à melhoria da prestação e gestão desses serviços e a tão desejada universalização. Dez anos depois, os indicadores monitorados anualmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios) apontam um grande contingente de pessoas ainda sem acesso aos serviços.

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A exemplo de outras cidades, Curitiba pode aderir às multas para deixar a cidade mais limpa.

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O curitibano que jogar no lixo na rua poderá ser multado. O valor previsto em um projeto de lei na Câmara Municipal é de até R$ 980. O projeto, de autoria do vereador Felipe Braga Cortes (PSD), será reapresentado na Câmara neste ano. A proposta estava disponível para votação em plenário desde outubro de 2013. No entanto, como não foi votada até dezembro do ano passado, a iniciativa acabou sendo arquivada com o fim da legislatura em 2016.

Equilíbrio ambiental é responsável pela redução de mosquitos transmissores de doenças em São Paulo.

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A natureza mostra o problema e dá a solução. É assim que funciona no meio ambiente.

O desequilíbrio que o desenvolvimento trouxe e o abismo econômico entre os mais ricos e os mais pobres contribuem com a proliferação de agentes transmissores de doenças, entre eles os mosquitos.

Dengue, chikungunha, febre amarela, entre outras, todas doenças transmitidas por mosquitos, tiram a tranquilidade e provocam medo. Afinal, a quantidade de mosquitos e focos das doenças, só faz aumentar. E aumentam por que o descaso com o meio ambiente é rotina: lixo jogado fora de qualquer jeito, saneamento inexistente, rios poluídos e predadores naturais eliminados.

Em São Paulo, a comunidade que vive nas vizinhanças da Praça da Nascente (Praça Romero Pompeia), na Pompeia, entendeu isso e se uniu para dar uma mãozinha ao equilíbrio ambiental.

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Descoberta durante um levantamento da Secretaria do Meio Ambiente, a área conserva espécies que não eram encontradas na capital há mais de 50 anos.
A estação conserva espécies que remontam à época da colinização da cidade. (Imagem: Sema)
A estação conserva espécies que remontam à época da colinização da cidade. (Imagem: Sema)

270 mil metros quadrados de uma área vizinha ao zoológico de Curitiba, onde já foram identificadas em torno de 200 espécies vegetais específicas dos campos de altitude da capital paranaense – 170 delas inéditas, além de dezenas de espécies arbóreas, é a mais nova área de preservação do estado.

Batizada de Estação Ecológica Campos Naturais de Curitiba Tereza Urban, homenagem  à jornalista, escritora e ambientalista curitibana, a área é de grande valor científico, ecológico, histórico e cultural, já que remonta aos primórdios da região, num período muito anterior à ocupação humana. Segundo o biólogo, José Tadeu Motta, do Museu Botânico de Curitiba, foram encontradas espécies que não eram coletadas no Paraná desde a década de 60, como as Solanaceae e Polygalaceae, além de espécies em extinção como o Xaxim e as Araucárias.

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Programa da empresa Tetra Pak seleciona cooperativas e doa equipamentos para incentivar a cadeia da reciclagem no Brasil.
Usina de reciclagem. (Imagem: Tetra Pak).
Usina de reciclagem. (Imagem: Tetra Pak).

Prensa, balança, esteira de triagem e empilhadeira são equipamentos utilizados na triagem de materiais recicláveis e que podem ser pleiteados por cooperativas de catadores de todo Brasil através de um programa desenvolvido pela Tetra Pak que contribui para modernizar e incentivar a cadeia da reciclagem no Brasil.

Para se inscrever no programa de cessão de equipamentos da empresa, as entidades interessadas devem entrar em contato pelo email falecom.meioambiente@tetrapak.com.

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Uma cidade que constrói rodovias e ruas terá mais carros circulando. Se forem ciclovias, serão mais bicicletas.
Margens do rio Sena, em Paris, foram transformadas em local de lazer para a população.
Margens do rio Sena, em Paris, foram transformadas em local de lazer para a população.

Em 15 anos, a capital francesa reduziu em 28% o número de carros que circulam pelas ruas e cerca de um milhão de pessoas utilizam diariamente o transporte público. Paris mudou graças às políticas públicas adotadas pela administração municipal e a campanhas de conscientização e incentivo ao uso de meios alternativos de transporte, entre eles a bicicleta.

Com isso, o ar de Paris também mudou.

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O plantio de uma espécie errada para esse ambiente é certeza de dor de cabeça no futuro.
Dê preferência a espécies nativas quando for plantar uma árvore. (Imagem: M. Scotti).
Dê preferência a espécies nativas quando for plantar uma árvore. (Imagem: M. Scotti).

Um dos problemas mais sérios das cidades é a impermeabilização do solo. A cobertura de concreto que facilita o deslocamento das pessoas e dos veículos também traz consequências para o meio ambiente e para os próprios habitantes da cidade. A concentração de concreto eleva a temperatura, reduz a possibilidade de infiltração da água prejudicando o abastecimento do lençol freático e causa sérios danos nos casos de chuvas torrenciais.

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Morador de Curitiba transforma jardim com árvores nativas.
Árvores na cidade contribuem para melhorar o meio ambiente urbano. (Imagem: M. Scotti).
Árvores na cidade contribuem para melhorar o meio ambiente urbano. (Imagem: M. Scotti).

A contribuição de cada um para o meio ambiente mais saudável é sempre muito bem vinda. É o caso por exemplo do plantio de árvores na cidade. Gaúcho, morador do bairro Cajuru, em Curitiba, que o diga: “Plantar uma árvore é uma forma de ajudar a natureza a seguir o seu caminho”.

Gaúcho mora e tem um comércio no bairro desde 1992 e plantou quase uma bosque no jardim em frente à sua casa. “Aqui tem guatambu, aroeira, araucária e outras espécies mais”, conta ele, que procurou árvores nativas para plantar. “Elas precisam ser espécies adaptadas, para não darem problema depois”, ensina o comerciante.

O exemplo de Gaúcho é para ser seguido. Ele conta que com as árvores não precisa de ar condicionado, tem um ambiente mais fresco, tem sombra e ar puro e ainda em dias de muita chuva, a água penetra na terra mais facilmente.