Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, o ideal é que para cada habitante de uma cidade exista de 12 a 15 metros quadrados de área verde.
"Seo" Zaias, plantando para o futuro. (imagem: M. Scotti).
“Seo” Zaias, plantando para o futuro. (imagem: M. Scotti).

O que você diria ao passar por uma praça e visse uma pessoa cavando um buraco para nele colocar uma muda de árvore?

  •                 – não adianta plantar, vão arrancar.
  •                 – é maluco, não tem mais nada pra fazer.
  •                 – que exemplo pra todo mundo, acho que todos deveriam plantar uma árvore.
  •                 – legal, logo teremos mais sombra e frutos na cidade.
  •                 – não pode, é proibido.

“Alguns passam e perguntam: pra que plantar? E eu digo que pode ser que eu não esteja aqui para ver, mas meu neto vai olhar isso um dia e vai comer uma frutinha e dizer: meu avô plantou essa árvore. E quem sabe ele também não plante outra”.

As ecovilas integram ambiente urbano e natural, sempre buscando soluções ecológicas para assegurar a sustentabilidade.
Projeto de ecovila na holanda. (Imagem: divulgação).
Projeto de ecovila na holanda. (Imagem: divulgação).

Ecovila pode ser um bairro na cidade, um conjunto habitacional ou uma comunidade instalada em uma chácara no interior do município. Na verdade, não importa onde. Importa a função.

Quem mora em uma comunidade como essa compartilha dos mesmo objetivos de qualidade de vida das outras pessoas que também vivem ali. É um sentimento comum. Viver socialmente e preservar e conservar é possível.

As ecovilas integram ambiente urbano e natural, sempre buscando soluções ecológicas para assegurar a sustentabilidade.

Para isso, algumas práticas são fundamentais.

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Uma das mais belas áreas verdes de Curitiba precisa de cuidados, manutenção e segurança para voltar a ser frequentado pela população
Parque Náutico do Boqueirão: o abandono espantou a população. (Imagem: M. Scotti).
Parque Náutico do Boqueirão: o abandono espantou a população. (Imagem: M. Scotti).

Por Marcos Scotti – Criado na década de 80, o Setor Náutico do Parque Iguaçu era promessa de mais um espaço público em Curitiba com infraestrutura para o lazer e prática de esportes náuticos e, o que é melhor, com preservação ambiental.

São 2.300.000 metros quadrados de área onde foram instalados uma sede administrativa, cais/ancoradouro, garagem de barcos, sanitários, lanchonete, mirante, raias, arquibancada lateral, torre de cronometragem para canoagem, e pista para caminhada. O Parque Náutico do Boqueirão, como ficou conhecido, prometia ser um dos melhores lugares da capital para se passar um dia ao ar livre.

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O lodo que resulta da decomposição do esgoto libera biogás, combustível que pode ser aproveitado na geração de energia
O aproveitamento do biogás na geração de energia reduz a emissão de CO2. (Imagem: divulgação)
O aproveitamento do biogás na geração de energia reduz a emissão de CO2. (Imagem: divulgação)

O biogás produzido durante o processo de tratamento de esgoto vai ser usado pela Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do estado, para a produção de energia. De quebra, a promessa é eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário, que chega a 500 toneladas por dia.

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Um aquário para os peixes? Hortaliças cultivadas no sistema hidropônico? É as duas coisas. Peixes e hortaliças num mesmo espaço.
A aquaponia ganhou espaço como uma maneira de transformar o topo dos prédios para produzir alimentos. (Imagem: divulgação)
A aquaponia ganhou espaço como uma maneira de transformar o topo dos prédios para produzir alimentos. (Imagem: divulgação)

O projeto nasceu na Suiça, na Basiléia, e foi apresentado aos brasileiros na Virada Sustentável de 2015, em São Paulo, pelo fundador da UrbanFarmers, Roman Gaus, e na Semana do Meio Ambiente do MMA em 2016, pelo casal Talita Campoi (29 anos, relações públicas) e Daniel Pacheco (38 anos, engenheiro químico).

Na aquaponia, peixes e hortaliças ocupam o mesmo espaço, formando um ecossistema onde as plantas filtram a água dos peixes, limpando-a, enquanto os dejetos dos peixes servem de adubo para as plantas. Nesse sistema, 90% da água utilizada é reaproveitada. E o que é melhor, o sistema de cultivo não utiliza agrotóxicos e o desperdício é menor.

Como funciona.
Como funciona.

Hortaliças cultivadas nesse sistema ainda tem o prazo de validade ampliado, alem da qualidade elevada.

Na Basiléia, a aquaponia gera, anualmente, cinco toneladas de vegetais e 850 kg de peixes em uma fazenda de 250 metros quadrados. Os produtos serão vendidos para supermercados, hotéis e restaurantes.

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A sacada de um prédio, uma pequena faixa de terra em frente a um sobrado, jardins e quintais de todos os tamanhos podem transformar-se em áreas importantes para a conservação de espécies nativas e da qualidade ambiental.
Quaresmeira, uma planta  para os jardins de Curitiba. (Imagem: arquivo)
Quaresmeira, uma planta para os jardins de Curitiba. (Imagem: arquivo)

A qualidade da vida nas cidades é um assunto cada vez mais discutido entre a população urbana e tema cada vez mais freqüente no planejamento público.

É fato que a concentração de pessoas e a urbanização acelerada comprometem o meio ambiente e a biodiversidade, influenciando diretamente a qualidade de vida das pessoas. Os primeiros sinais dessa degradação estão na contaminação dos rios urbanos e dos sistemas que abastecem as cidades com água. Junte-se a isso a contribuição que os aglomerados urbanos dão ao aquecimento do planeta, uma vez que formam ilhas de calor justamente em função da menor concentração de áreas verdes e do aumento da poluição atmosférica.

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Desenvolvido através de um projeto de pesquisana Escola de Arquitetura do Sul da Califórnia, o Block’Hood lança o desafio da ecoarquitetura.
(Imagem: divulgação).
(Imagem: divulgação).

Um novo game chegou ao mercado chamando a atenção dos aficionados por jogos com temas voltados para a sustentabilidade. Trata-se do Block’Hood, um game que traz o desafio da ecoarquitetura.

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Química utilizada em transformadores polui o meio ambiente e pode causar câncer. Brasil tem até 2028 para eliminar os PCBs.

transformador

O Brasil terá de correr para cumprir os prazos dados pela Convenção de Estocolmo para eliminar as bifenilaspolicloradas (PCBs), uma substância poluidora usada em todo o sistema elétrico dos transformadores. “Trata-se de um problema de solução complexa. Temos até 2028 para resolver ou resolver”, disse Letícia Carvalho, diretora do Departamento de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, durante o wokshop de apresentação de um modelo de gestão de áreas contaminadas por PCBs. Estimativas indicam que por volta de 90 mil toneladas do produto ainda estejam em uso no Brasil.

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É considerada arquitetura sustentável toda forma de arquitetura que leva em consideração formas de prevenir o impacto ambiental que uma construção pode gerar.
Uma construção sustentável leva em conta materiais alternativos, uso racional de energia e água, entre outros fatores. (Imagem: banco de imagens).
Uma construção sustentável leva em conta materiais alternativos, uso racional de energia e água, entre outros fatores. (Imagem: banco de imagens).

Surgida pelos anos de 1970, a arquitetura sustentável preconiza que uma construção deve alterar minimamente o meio ambiente em que está inserida. Utilizando a maior quantidade possível de elementos de origem natural e garantindo um aproveitamento racional dos recursos necessários para iluminar e ventilar os ambientes; de forma a reduzir os desperdícios nessas áreas. Além disso, a arquitetura sustentável deve preocupar-se com o uso de materiais certificados e que venham de fornecedores legalmente estabelecidos e que professem as mesmas crenças em relação a diminuição dos impactos ambientais e das emissões de gases poluentes. É também freqüente o uso de materiais considerados ecologicamente correto como os reciclados ou os oriundos de projetos sociais. Depois de tudo; ainda há um estudo detalhado de como se portará a construção e de como serão tratados os resíduos gerados por ela; de forma a não afetar (ou reduzir drasticamente esse efeito) no ambiente que circunda o imóvel.

Além de multar o fumante que joga bitucas de cigarro no chão, o Rio de Janeiro quer mandar para a reciclagem o lixo dos viciados em tabaco
Papéis obtidos através da reciclagem dos restos de cigarro. (Imagem: UnB).
Papéis obtidos através da reciclagem dos restos de cigarro. (Imagem: UnB).

Fumar faz mal à saúde e ao meio ambiente. Isso todo mundo sabe, mas muita gente continua fumando e jogando as bitucas de cigarro pelo chão.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o programa Lixo Zero implantado em 2013, já aplicou 30 mil multas relacionadas ao descarte irregular de bitucas nas ruas, segundo a Comlurb, companhia de limpeza urbana da cidade. O valor total das infrações soma R$ 5,1 milhões. Em todo o estado do Rio de Janeiro, mais de dois milhões de pessoas fumam em média 20 cigarros por dia. Ou seja, são 42 milhões de filtros descartados diariamente.