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Iniciativas sustentáveis na administração pública são premiadas em Brasília

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Um novo sistema de controle de incêndios, um ônibus elétrico, uma rede de sustentabilidade, a gincana escolar, plantio de árvores nativas em áreas degradadas, viveiro de mudas mantido por detentos de presídio. Essas e outras iniciativas concorreram ao 6º Prêmio de Boas Práticas na Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P). A premiação acontece hoje (26/10), no auditório do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

A premiação, que ocorre a cada dois anos, tem por objetivo reconhecer e dar visibilidade aos projetos implementados pelos órgãos.

Segundo o jornal francês Les Echos, são jogados fora 4,7 bilhões de copos de plástico por ano. Para piorar, só 1% de tudo isso tem a reciclagem como destino.

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A França se tornará o primeiro país do mundo a banir a venda de copos, pratos e talheres de plástico descartáveis, em uma lei que entrará em vigor em 2020. Serão aceitas exceções para produtos fabricados com pelo menos 50% de materiais biodegradáveis, que aumentará para 60% em janeiro de 2025. Segundo o jornal francês Les Echos, são jogados fora 4,7 bilhões de copos de plástico por ano. Para piorar, só 1% de tudo isso tem a reciclagem como destino.

Aprovada na Câmara Federal e prestes a passar pela votação do Senado, a Medida Provisória 735 do governo Temer estabelece um programa de incentivo a usinas termelétricas a carvão.
Usina termoelétrica de Candiota. (Imagem: Agência Brasil).
Usina termoelétrica de Candiota. (Imagem: Agência Brasil).

De acordo com Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, a inserção silenciosa desta emenda teve como objetivo deixar desapercebida uma medida que vai claramente contra os objetivos do país no combate às mudanças climáticas e ao que se comprometeu na ratificação do acordo para o clima. As usinas a carvão são responsáveis por 46% dos gases de efeito estufa emitidos por uso de energia no planeta, mas há uma tendência internacional contrária a este movimento.

A ideia é desafogar o trânsito e melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos que moram na capital paulista.
Ciclovia em São Paulo. (Imagem: Agência Brasil).
Ciclovia em São Paulo. (Imagem: Agência Brasil).

A partir do dia 1º de janeiro de 2017, quem usar a bicicleta como meio de transporte na cidade de São Paulo poderá trocar suas pedaladas por créditos.

O programa Bike SP nasce do Projeto de Lei 147/2016, aprovado recentemente pelo Executivo municipal. O crédito será pago através do Bilhete Modalidade (uma expansão do Bilhete Único), utilizado na cidade no transporte público.

O foco é desafogar o sistema de transporte público, hoje totalmente saturado, e diminuir o número de carros nas ruas, melhorando a mobilidade urbana. A estimativa é de que pelo menos 20% dos moradores da cidade abracem essa ideia.

O projeto funcionará de maneira objetiva: cada viagem de bicicleta valerá R$ 1,91 – valor que a prefeitura deixará de pagar às empresas de São Paulo por usuário – e o crédito poderá ser usado no Bilhete Único mensal, em serviços, para o pagamento de serviços públicos ou até para a compra de uma bicicleta nova. As maiores informações sobre como o monitoramento será realizado serão apresentadas em até 90 dias.

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Radar do Inpe vai ajudar a reduzir o número de mortes causadas por deslizamentos de terra e inundações.
Balneário Camboriú, quando da passagem do Catarina
Balneário Camboriú, quando da passagem do Catarina

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desenvolveram uma tecnologia inédita para fazer a previsão imediata de tempestades. A ferramenta SOS Chuva vai fornecer para a população informações sobre a ocorrência de raios, rajadas de vento e chuvas de granizo, incluindo o tamanho das pedras.

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, o ideal é que para cada habitante de uma cidade exista de 12 a 15 metros quadrados de área verde.
"Seo" Zaias, plantando para o futuro. (imagem: M. Scotti).
“Seo” Zaias, plantando para o futuro. (imagem: M. Scotti).

O que você diria ao passar por uma praça e visse uma pessoa cavando um buraco para nele colocar uma muda de árvore?

  •                 – não adianta plantar, vão arrancar.
  •                 – é maluco, não tem mais nada pra fazer.
  •                 – que exemplo pra todo mundo, acho que todos deveriam plantar uma árvore.
  •                 – legal, logo teremos mais sombra e frutos na cidade.
  •                 – não pode, é proibido.

“Alguns passam e perguntam: pra que plantar? E eu digo que pode ser que eu não esteja aqui para ver, mas meu neto vai olhar isso um dia e vai comer uma frutinha e dizer: meu avô plantou essa árvore. E quem sabe ele também não plante outra”.

As ecovilas integram ambiente urbano e natural, sempre buscando soluções ecológicas para assegurar a sustentabilidade.
Projeto de ecovila na holanda. (Imagem: divulgação).
Projeto de ecovila na holanda. (Imagem: divulgação).

Ecovila pode ser um bairro na cidade, um conjunto habitacional ou uma comunidade instalada em uma chácara no interior do município. Na verdade, não importa onde. Importa a função.

Quem mora em uma comunidade como essa compartilha dos mesmo objetivos de qualidade de vida das outras pessoas que também vivem ali. É um sentimento comum. Viver socialmente e preservar e conservar é possível.

As ecovilas integram ambiente urbano e natural, sempre buscando soluções ecológicas para assegurar a sustentabilidade.

Para isso, algumas práticas são fundamentais.

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Uma das mais belas áreas verdes de Curitiba precisa de cuidados, manutenção e segurança para voltar a ser frequentado pela população
Parque Náutico do Boqueirão: o abandono espantou a população. (Imagem: M. Scotti).
Parque Náutico do Boqueirão: o abandono espantou a população. (Imagem: M. Scotti).

Por Marcos Scotti – Criado na década de 80, o Setor Náutico do Parque Iguaçu era promessa de mais um espaço público em Curitiba com infraestrutura para o lazer e prática de esportes náuticos e, o que é melhor, com preservação ambiental.

São 2.300.000 metros quadrados de área onde foram instalados uma sede administrativa, cais/ancoradouro, garagem de barcos, sanitários, lanchonete, mirante, raias, arquibancada lateral, torre de cronometragem para canoagem, e pista para caminhada. O Parque Náutico do Boqueirão, como ficou conhecido, prometia ser um dos melhores lugares da capital para se passar um dia ao ar livre.

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O lodo que resulta da decomposição do esgoto libera biogás, combustível que pode ser aproveitado na geração de energia
O aproveitamento do biogás na geração de energia reduz a emissão de CO2. (Imagem: divulgação)
O aproveitamento do biogás na geração de energia reduz a emissão de CO2. (Imagem: divulgação)

O biogás produzido durante o processo de tratamento de esgoto vai ser usado pela Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do estado, para a produção de energia. De quebra, a promessa é eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário, que chega a 500 toneladas por dia.

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Um aquário para os peixes? Hortaliças cultivadas no sistema hidropônico? É as duas coisas. Peixes e hortaliças num mesmo espaço.
A aquaponia ganhou espaço como uma maneira de transformar o topo dos prédios para produzir alimentos. (Imagem: divulgação)
A aquaponia ganhou espaço como uma maneira de transformar o topo dos prédios para produzir alimentos. (Imagem: divulgação)

O projeto nasceu na Suiça, na Basiléia, e foi apresentado aos brasileiros na Virada Sustentável de 2015, em São Paulo, pelo fundador da UrbanFarmers, Roman Gaus, e na Semana do Meio Ambiente do MMA em 2016, pelo casal Talita Campoi (29 anos, relações públicas) e Daniel Pacheco (38 anos, engenheiro químico).

Na aquaponia, peixes e hortaliças ocupam o mesmo espaço, formando um ecossistema onde as plantas filtram a água dos peixes, limpando-a, enquanto os dejetos dos peixes servem de adubo para as plantas. Nesse sistema, 90% da água utilizada é reaproveitada. E o que é melhor, o sistema de cultivo não utiliza agrotóxicos e o desperdício é menor.

Como funciona.
Como funciona.

Hortaliças cultivadas nesse sistema ainda tem o prazo de validade ampliado, alem da qualidade elevada.

Na Basiléia, a aquaponia gera, anualmente, cinco toneladas de vegetais e 850 kg de peixes em uma fazenda de 250 metros quadrados. Os produtos serão vendidos para supermercados, hotéis e restaurantes.