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O custo para o SUS no tratamento de doenças oriundas do lixo é de US$ 500 por pessoa, diz especialista
Aterro do Gramacho, Rio de Janeiro. (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Aterro do Gramacho, Rio de Janeiro. (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil)

US$ 370 milhões por ano. Esse é o prejuízo que o descarte inadequado do lixo causa ao sistema de saúde pública do país. A informação é de um estudo realizado pela International Solid Waste Association (ISWA), em parceria com o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana e com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza, que avaliou o impacto dos mais de três mil lixões existentes no Brasil.

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No país onde o gestor pede para economizar água e energia e, em seguida, eleva as tarifas para manter a “estrutura”, cabe ao cidadão fazer a diferença

sustentabilidade

Por Marcos Scotti – O conceito de sustentabilidade diz que o termo significa dar suporte a alguma condição, a algo ou alguém em algum processo ou tarefa.

Etimologicamente, a palavra sustentável tem origem no latim “sustentare”, que significa sustentar, apoiar e conservar. O conceito de sustentabilidade está normalmente relacionado com uma mentalidade, atitude ou estratégia que é ecologicamente correta e viável no âmbito econômico, socialmente justa e com uma diversificação cultural.

Com relação ao meio ambiente, se trata do bom uso dos recursos naturais da Terra, como a água, as florestas, o solo…

Mas o que dizer de um país onde a gestão publica deixa a desejar? Como ser sustentável  num território que condena seus cidadãos à humilhação do desemprego, a uma realidade onde a boa politica perde para a politicagem e a picaretagem se sobrepõe ao ser sustentável por uma administração nem um pouco sustentável? Onde a experiência adquirida, o conhecimento acumulado em anos de estudo e o profissionalismo são descartados em uma vala comum?

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”

“Vamos colocar milhares de famílias na classe media”, diz o gestor, para, no momento seguinte, deixá-las com uma carga de impostos absurda que fazem pensar se não seria melhor ainda estar no anonimato face aos desvios e falcatruas praticadas.

“Economize água e energia”, diz o gestor. Sim, uma atitude sustentável, sem duvida, em tempos de reservatórios secos, para no momento seguinte subir o preço cobrado pela água e pela energia. Onde estão os investimentos no controle do desmatamento, na proteção das florestas e nascentes? Onde está o dinheiro da geração e transmissão de energia? Onde estão as linhas de crédito para o cidadão aproveitar a água da chuva e dotar sua casa de fontes alternativas de energia?

Onde realmente está o incentivo à sustentabilidade? Quem deveria dar o exemplo, deixa a desejar.

Cabe ao cidadão, consciente da importância do ser sustentável, fazer, cobrar e exigir que também o gestor seja sustentável.

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Segundo o Tribunal de Contas, é preciso retirar a taxa de risco da adoção do ônibus híbrido para uma tarifa menor. Eficiência dos veículos foi comprovada
O hibribus, em Curitiba. (Imagem divulgaçao)
O hibribus, em Curitiba. (Imagem divulgaçao)

Se depender do Tribunal de Contas do Estado do Parana a tarifa do transporte publico na capital so pode ser reduzida se a experiência com os veículos de combustível hibrido que vem sendo realizada em Curitiba desde 2012 seja interrompida e os 30 ônibus sejam retirados de circulação.

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A cidade sustentável nasceu na Província de Kanagawa, depois que o Japão foi duramente atingido pelo terremoto e tsunami de 2011
Na Província de Kanagawa, a cidade foi construída com tecnologia limpa.
Na Província de Kanagawa, a cidade foi construída com tecnologia limpa.

Em dezembro de 2014, uma das áreas devastadas pelo terremoto e tsunami no Japão ganhou uma nova paisagem. Na Província de Kanagawa, em uma área de 180 mil metros quadrados, foi construída uma cidade sustentável, fruto do projeto da Fujisawa Sustainable Smart Town. Antes do desastre, o local era uma fábrica de televisores, ventiladores e geladeiras da Panasonic.

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UrbanTec Brasil é um evento internacional sobre as melhores estratégias de planejamento, gerenciamento e modelos de financiamento para um desenvolvimento urbano sustentável e inteligente
O exemplo que vem do Japão. Uma cidade sustentável construída depois do tsunami.
O exemplo que vem do Japão. Uma cidade sustentável construída depois do tsunami.

Globalmente, mais pessoas habitam áreas urbanas do que áreas rurais. Até 2050, a previsão é que 66% da população mundial viva em cidades. Hoje, as regiões mais urbanizadas incluem América do Norte, Europa, América Latina e Caribe. No entanto, espera-se que todas as regiões tornem-se cada vez mais urbanizadas ao longo das próximas décadas. As cidades e as regiões metropolitanas em todo o mundo estão enfrentando grandes e similares desafios nas áreas de mobilidade, infraestrutura, águas residuais, gestão de lixo, habitação e energia.

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Entre 2003 a 2014, a geração de lixo aumentou 29%, índice cinco vezes maior que taxa de crescimento populacional do mesmo período, que foi de 6%
Aterro do Gramacho, Rio de Janeiro, que será fechado este ano. (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Aterro do Gramacho, Rio de Janeiro. (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil)

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) divulgou, na ultima semana de julho,  um estudo de 2014 que traz dados alarmantes sobre a situação da gestão de resíduos sólidos no Brasil.

De acordo com a publicação, das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos geradas em 2014, 29,6 milhões de toneladas foram dispostas em lixões e aterros controlados, locais considerados inadequados e que oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde. Isso significa que mais de 78 milhões de brasileiros – o equivalente a 38,5% da população total do país – não têm acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos.

Além disso, mais de 20 milhões de pessoas – o equivalente a mais do que a população toda da Grande São Paulo, maior metrópole do Brasil – sequer contam com a coleta regular de lixo, já que cerca de 10% dos materiais gerados nas cidades não são sequer coletados.

“Apesar de estar em vigor desde 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pouco contribuiu para mudar o cenário da gestão de resíduos no Brasil. Vencidos, em 2014, os prazos finais estipulados pela lei, o país ainda enfrenta dificuldades para lidar com uma gestão integrada de resíduos sólidos de maneira adequada, o que nos leva a uma situação de emergência ambiental e de saúde pública”, alerta o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

O prazo para que as cidades acabem com os lixões foram prorrogados. Capitais e municípios de região metropolitana terão até 31/07/2018 para acabar com os lixões, enquanto nos pequenos municípios com menos de 50 mil habitantes, o que significa dizer que 90% dos municípios brasileiros de acordo com dados do IBGE, o prazo foi prorrogado até 31/07/2021.

Mais lixo

Entre 2003 a 2014, a geração de lixo aumentou 29%, índice cinco vezes maior que taxa de crescimento populacional do mesmo período, que foi de 6%;

Apesar desse aumento significativo na geração, a quantidade de resíduos que tem destinação final adequada praticamente não se alterou, passando de uma cobertura de 57,6%, em 2010, para 58,4%, em 2014. Isso é consequência dos 3.334 municípios brasileiros que ainda dispõem seus resíduos em lixões e aterros controlados.

Coleta seletiva

Em se tratando de reciclagem, a evolução também foi muito pequena.

Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Fogo no lixo acumulado incendeia carro. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Fogo no lixo acumulado incendeia carro. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva em 2014, ao passo que, em 2010, esse número era de 57,6%.

E, mesmo com todos os estímulos, os índices de reciclagem dos principais materiais permanecem estagnados há quatro anos.

No entanto, este número esconde algumas disparidades importantes entre cada uma das regiões brasileiras. Por exemplo, dentro dos municípios pesquisados, 84,7% da região Sul indicam ter desenvolvido uma iniciativa de coleta seletiva enquanto esta taxa diminui para 42,8% na região Nordeste ou até 37,5% na região Centro-Oeste.

(Fonte: WWF Brasil)

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“Não podemos separar o cuidado do meio ambiente do cuidado com a humanidade. O cuidado com o meio ambiente é um ato social”. Papa Francisco
seca

As mudanças climáticas estão batendo às portas de todo mundo, mostrando suas garras com mais frequência e violência.

Segundo a Nasa, a Agência Meteorológica do Japão e o NOAA, o órgão do governo americano que cuida dos oceanos e atmosfera do país, afirmaram que o planeta, este ano (2015), teve o mês de junho com a maior média de temperatura de todos os tempos.

A média de temperatura global em toda superfície terrestre no mês passado ultrapassou a média do século XX em 1,26 graus Celsius. Nove das últimas 10 maiores diferenças entre uma média mensal e do século passado aconteceram desde maio de 2014.

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Aprenda a montar um sistema de captação de água da chuva para ser usada para lavar calçadas, carro e até mesmo na descarga do banheiro
cisterna

Usar conscientemente e de forma inteligente a água que temos. Nunca foi tão necessário e urgente se pensar na água que consumimos quanto nos últimos tempos.

Apesar de vivermos num Planeta coberto pela água, menos de 2% dela é aproveitável para o consumo e seu tratamento é caro. Mais caro ainda quando esta água está poluída. É justo se pensar em maneiras de reutilização e captação de água da chuva, não só pela economia, mas principalmente pelo futuro da vida.

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A saúde em uma cidade envolve questões maiores do que a saúde do próprio corpo: acesso a habitação, transporte, saneamento e lazer são influências indiretas na sustentabilidade de um ambiente urbano

A urbanização é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores desafios do século 21 para a área da saúde. Em um contexto no qual mais da metade da população mundial vive em cidades – no Brasil esse número atinge 84% –, é importante que esteja claro quais são os impactos visíveis e invisíveis que o modo de vida urbano traz à vida de seus habitantes.

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Entenda as diferenças entre gestão e planejamento urbano

gestaourbana

O processo de desenvolvimento sustentado precisa ser entendido como um caminho para a qualidade vida. Assim sendo, em se falando de cidades, passa necessariamente pelo planejamento e pela gestão do espaço urbano.

Mas afinal, o que é planejamento urbano e o que é gestão urbana?

Planejamento é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro. Trata-se de um processo cíclico e prático das determinações do plano, garantindo continuidade, realimentação de informações, propostas, resultados e soluções. O planejamento precisa ser dinâmico, multidisciplinar e interativo.

Gestão urbana por sua vez, é a administração ou governança, é a pratica e a ação do planejamento, na ciência administrativa, relaciona-se com o conjunto de recursos e a aplicação de atividades destinadas ao ato de gerir.

Deriva do latim gestio, gestionis, de gerere (dirigir, administrar), significando a administração ou gerência de algo.