0 1617
UrbanTec Brasil é um evento internacional sobre as melhores estratégias de planejamento, gerenciamento e modelos de financiamento para um desenvolvimento urbano sustentável e inteligente
O exemplo que vem do Japão. Uma cidade sustentável construída depois do tsunami.
O exemplo que vem do Japão. Uma cidade sustentável construída depois do tsunami.

Globalmente, mais pessoas habitam áreas urbanas do que áreas rurais. Até 2050, a previsão é que 66% da população mundial viva em cidades. Hoje, as regiões mais urbanizadas incluem América do Norte, Europa, América Latina e Caribe. No entanto, espera-se que todas as regiões tornem-se cada vez mais urbanizadas ao longo das próximas décadas. As cidades e as regiões metropolitanas em todo o mundo estão enfrentando grandes e similares desafios nas áreas de mobilidade, infraestrutura, águas residuais, gestão de lixo, habitação e energia.

0 1155
Entre 2003 a 2014, a geração de lixo aumentou 29%, índice cinco vezes maior que taxa de crescimento populacional do mesmo período, que foi de 6%
Aterro do Gramacho, Rio de Janeiro, que será fechado este ano. (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Aterro do Gramacho, Rio de Janeiro. (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil)

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) divulgou, na ultima semana de julho,  um estudo de 2014 que traz dados alarmantes sobre a situação da gestão de resíduos sólidos no Brasil.

De acordo com a publicação, das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos geradas em 2014, 29,6 milhões de toneladas foram dispostas em lixões e aterros controlados, locais considerados inadequados e que oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde. Isso significa que mais de 78 milhões de brasileiros – o equivalente a 38,5% da população total do país – não têm acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos.

Além disso, mais de 20 milhões de pessoas – o equivalente a mais do que a população toda da Grande São Paulo, maior metrópole do Brasil – sequer contam com a coleta regular de lixo, já que cerca de 10% dos materiais gerados nas cidades não são sequer coletados.

“Apesar de estar em vigor desde 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pouco contribuiu para mudar o cenário da gestão de resíduos no Brasil. Vencidos, em 2014, os prazos finais estipulados pela lei, o país ainda enfrenta dificuldades para lidar com uma gestão integrada de resíduos sólidos de maneira adequada, o que nos leva a uma situação de emergência ambiental e de saúde pública”, alerta o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

O prazo para que as cidades acabem com os lixões foram prorrogados. Capitais e municípios de região metropolitana terão até 31/07/2018 para acabar com os lixões, enquanto nos pequenos municípios com menos de 50 mil habitantes, o que significa dizer que 90% dos municípios brasileiros de acordo com dados do IBGE, o prazo foi prorrogado até 31/07/2021.

Mais lixo

Entre 2003 a 2014, a geração de lixo aumentou 29%, índice cinco vezes maior que taxa de crescimento populacional do mesmo período, que foi de 6%;

Apesar desse aumento significativo na geração, a quantidade de resíduos que tem destinação final adequada praticamente não se alterou, passando de uma cobertura de 57,6%, em 2010, para 58,4%, em 2014. Isso é consequência dos 3.334 municípios brasileiros que ainda dispõem seus resíduos em lixões e aterros controlados.

Coleta seletiva

Em se tratando de reciclagem, a evolução também foi muito pequena.

Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Fogo no lixo acumulado incendeia carro. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Fogo no lixo acumulado incendeia carro. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva em 2014, ao passo que, em 2010, esse número era de 57,6%.

E, mesmo com todos os estímulos, os índices de reciclagem dos principais materiais permanecem estagnados há quatro anos.

No entanto, este número esconde algumas disparidades importantes entre cada uma das regiões brasileiras. Por exemplo, dentro dos municípios pesquisados, 84,7% da região Sul indicam ter desenvolvido uma iniciativa de coleta seletiva enquanto esta taxa diminui para 42,8% na região Nordeste ou até 37,5% na região Centro-Oeste.

(Fonte: WWF Brasil)

0 527
“Não podemos separar o cuidado do meio ambiente do cuidado com a humanidade. O cuidado com o meio ambiente é um ato social”. Papa Francisco
seca

As mudanças climáticas estão batendo às portas de todo mundo, mostrando suas garras com mais frequência e violência.

Segundo a Nasa, a Agência Meteorológica do Japão e o NOAA, o órgão do governo americano que cuida dos oceanos e atmosfera do país, afirmaram que o planeta, este ano (2015), teve o mês de junho com a maior média de temperatura de todos os tempos.

A média de temperatura global em toda superfície terrestre no mês passado ultrapassou a média do século XX em 1,26 graus Celsius. Nove das últimas 10 maiores diferenças entre uma média mensal e do século passado aconteceram desde maio de 2014.

0 3044
Aprenda a montar um sistema de captação de água da chuva para ser usada para lavar calçadas, carro e até mesmo na descarga do banheiro
cisterna

Usar conscientemente e de forma inteligente a água que temos. Nunca foi tão necessário e urgente se pensar na água que consumimos quanto nos últimos tempos.

Apesar de vivermos num Planeta coberto pela água, menos de 2% dela é aproveitável para o consumo e seu tratamento é caro. Mais caro ainda quando esta água está poluída. É justo se pensar em maneiras de reutilização e captação de água da chuva, não só pela economia, mas principalmente pelo futuro da vida.

1 642
A saúde em uma cidade envolve questões maiores do que a saúde do próprio corpo: acesso a habitação, transporte, saneamento e lazer são influências indiretas na sustentabilidade de um ambiente urbano

A urbanização é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores desafios do século 21 para a área da saúde. Em um contexto no qual mais da metade da população mundial vive em cidades – no Brasil esse número atinge 84% –, é importante que esteja claro quais são os impactos visíveis e invisíveis que o modo de vida urbano traz à vida de seus habitantes.

0 1455
Entenda as diferenças entre gestão e planejamento urbano

gestaourbana

O processo de desenvolvimento sustentado precisa ser entendido como um caminho para a qualidade vida. Assim sendo, em se falando de cidades, passa necessariamente pelo planejamento e pela gestão do espaço urbano.

Mas afinal, o que é planejamento urbano e o que é gestão urbana?

Planejamento é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro. Trata-se de um processo cíclico e prático das determinações do plano, garantindo continuidade, realimentação de informações, propostas, resultados e soluções. O planejamento precisa ser dinâmico, multidisciplinar e interativo.

Gestão urbana por sua vez, é a administração ou governança, é a pratica e a ação do planejamento, na ciência administrativa, relaciona-se com o conjunto de recursos e a aplicação de atividades destinadas ao ato de gerir.

Deriva do latim gestio, gestionis, de gerere (dirigir, administrar), significando a administração ou gerência de algo.

 

Jogo gratuito destaca a importância de instrumentos de gestão de recursos hídricos, como a outorga de direito de uso e a cobrança pelo uso da água.
Reprodução do ambiente do Água em Jogo.
Reprodução do ambiente do Água em Jogo.

Imagine-se responsável pelas águas de um rio que abastece de água potável a uma cidade. Indústrias, plantações, comércio, novas moradias, população em constante crescimento…

Diante deste cenário, você deve fazer a gestão dos recursos hídricos. Seu objetivo é ofertar água em quantidade e qualidade para atender a todas essas necessidades, além de garantir água às futuras gerações.

0 887
Cadê o Plano de Mobilidade Urbana? O seu município já tem?
Estacionamento para bicicletas em Amsterdam, cidade considerada exemplo em mobilidade. (Banco de imagens)
Estacionamento para bicicletas em Amsterdam, cidade considerada exemplo em mobilidade. (Banco de imagens)

O setor de transportes é o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do Brasil. Grande parte dessas emissões (49%) decorre do uso diário e em larga escala do carro e de outros meios individuais motorizados. Esses gases causam o aumento da temperatura global, levando a eventos climáticos extremos e à intensificação dos desastres naturais.

Uma mobilidade baseada no uso de meios de deslocamento não motorizados e coletivos é essencial para reduzir a utilização diária do automóvel e, consequentemente, as emissões do setor.

0 1166

Tecnologia e recursos digitais ajudam a melhorar a qualidade de vida do cidadão

 

Visão estratégica para uma cidade inteligente (fonte: IBM)
Visão estratégica para uma cidade inteligente (fonte: IBM)

Também conhecidas como Smart Cities, as cidades inteligentes utilizam a tecnologia e recursos digitais para melhorar o desempenho, reduzir custos e consumo de recursos e se envolverem de forma mais eficaz e ativa com seus cidadãos a fim de melhorar qualidade de vida da população. Uma cidade inteligente deve ser capaz de responder mais rapidamente aos problemas e desafios globais e ter uma relação com os habitantes, onde todos possam ser agentes transformadores, causando uma verdadeira revolução social através da informação.

0 1672
Projeto da Universidade Livre do Meio Ambiente chega aos bairros de Curitiba para estimular professores, alunos e moradores a pensar no meio ambiente

meubiobairro01

Para educar e mobilizar os cidadãos da capital paranaense sobre os temas ambientais, nasceu, na Universidade Livre do Meio Ambiente o projeto Meu BioBairro.

Partindo do princípio de que é preciso conhecer para mudar a realidade, o projeto remete o cidadão à reflexão das condições ambientais do bairro onde mora, estimulando a participação da comunidade no desenvolvimento de redes sociais de mobilização ambiental.

O projeto é voltado para alunos, professores, agentes de saúde e membros da comunidade em geral.

O BioBairro remete à uma atitude ambiental urbana sustentável e integrada nas áreas de resíduos sólidos, arborização e áreas verdes, conservação da água, adaptação climática e mobilidade urbana.

O suporte da Unilivre vem através de atividades de educação ambiental, redes de comunicação e mobilização junto à escolas, associações e outras comunidades, buscando o engajamento de professores professores e alunos, lideranças comunitárias e outras pessoas, sempre na tentativa de torná-los agentes de sustentabilidade ambiental urbana local.

Mais informações http://unilivre.org.br/index.php/projetos/acesso-a-projetos/96-projeto-meu-biobairro