A ameaça que vem dos EUA

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O que Trump e o patriotismo americano têm a ver com o meio ambiente.

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Por Marcos Scotti – Em menos de dez dias o novo e retrógrado presidente dos Estados Unidos colocou o Acordo de Paris sobre aquecimento global em xeque, tirou da gaveta projetos de extração de combustíveis fósseis, tornou o licenciamento ambiental nos EUA uma mera formalidade e mandou apagar todas as informações referentes ao aquecimento global que estavam na página virtual da Agência de Proteção Ambiental americana.

Na contramão da sustentabilidade e sob a bandeira do exacerbado patriotismo americano, Trump levou para o seu governo empresários do petróleo e a indisfarçável ditadura do capitalismo, literalmente declarando guerra às minorias, à globalização e à sustentabilidade.

Para sua equipe de governo, Donald Trump nomeou o procurador-geral de Oklahoma, Scott Pruitt, que possui 14 processos da Agência de Proteção Ambiental contra ele, como administrador da própria agência e Rex Tillerson, secretário de Estado, que até dezembro presidia a maior empresa de petróleo do mundo, entre outros megaempresários bairristas como ele.

No dia da posse, o 45º presidente americano praticamente anulou os avanços e conquistas de Barack Obama no que diz respeito à questão ambiental, cancelando o Plano de Energia Limpa de seu antecessor sob o pretexto de “eliminar políticas danosas e desnecessárias” à ambição americana.

Um retrocesso sem igual. E Trump está só começando. No futuro sombrio norte-americano ainda tem espaço para um muro na fronteira com o México, a deportação de imigrantes e de descontentes que são contra a sua política e, quem sabe, o isolamento de quem se opor ao megalomaníaco sonho americano de Donald Trump.

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