Acordo de Kigali quer acabar com 80% das emissões de HFCs

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O corte na emissão desses gases de efeito estufa minimizaria o aquecimento do planeta em 0,5 grau Celsius.

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Um passo a mais para que a Terra esquente menos foi dado dia 15 de outubro, com o Acordo de Kigali (capital de Ruanda, no leste da África), que pretende cortar cerca de 80% das emissões dos gases HFCs em todo o mundo, o que minimizaria o aquecimento global em 0,5 grau Celsius neste século.

Os efeitos desse acordo selado pelas nações do mundo, no entanto, só começarão a ser colocados em prática em 2019, começando com os países desenvolvidos, depois com países em desenvolvimento como Brasil e China em 2024 e finalmente com a Índia, o Paquistão e as nações do golfo Pérsico em 2028.

Os cortes nas emissões de HFCs (ou hidrofluorcarbonos, usados em refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado, entre outros produtos), serão feitos gradualmente para chegar à metade desse século com 80% menos emissões.

O vilão

As moléculas de clorofluorcarbonos, ou CFCs, desencadeiam reações capazes de “quebrar” os componentes da camada de ozônio, proteção natural da Terra contra os raios ultravioleta do Sol. Entre outros efeitos, o ozônio contribui na prevenção, por exemplo, de casos de câncer de pele.

Para sanar o problema, a indústria passou a trocar os CFCs pelos HFCs, que não têm o mesmo efeito nocivo sobre o “filtro solar” da Terra. O rombo na camada de ozônio parou de crescer.

No entanto, os HFCs, por sua vez, são poderosos gases de efeito estufa.

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