Acordo do clima vai ficar mais uma vez nas intenções

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Realidade das mudanças climáticas não muda atitude de governos. Temperatura vai continuar subindo

verao

“As partes têm o objetivo de alcançar o pico das emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível”.

Resumidamente esse deve ser o resultado final da Conferência do Clima, numa tradução para todo mundo entender. Em que pese terem acontecido alguns avanços em relação a última conferência, esperava-se mais, dada a seriedade da questão.

A primeira versão do acordo que se pretendia na COP21, colocava como opção atingir o pico das emissões o mais cedo possível e cortá-las entre 40% a 70% ou entre 70% e 90% até 2050, em relação aos níveis de 2010. Foi retirada na segunda versão do documento. A proposta de que a primeira rodada de revisão obrigatória das promessas de corte das emissões ficou para 2023, quando se pretendia encontros mais frequentes para avaliar e analisar o que está sendo feito.

Ao final do encontro, os líderes mundiais devem afirmar que “o aumento da temperatura média global será mantido bem abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais” e que irão “prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C, reconhecendo que isso reduziria significativamente os riscos e impactos das mudanças climáticas”.

Cientistas e pesquisadores afirmam
que este acordo projeta um aumento
médio da temperatura global em 2,7%.

Por outro lado, o ponto positivo da COP21 fica por conta do financiamento da desaceleração do aquecimento. Os países ricos se comprometem com a conta advinda das ações de redução de emissões e de adaptação em países em desenvolvimento antes de 2020, e neste sentido os países desenvolvidos teriam que aumentar seus níveis de financiamento com um organograma concreto para que se chegue à meta previamente acordada de US$ 100 bilhões por ano até 2020.

No entanto, Relatório da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico apontou a transferência de US$ 61,8 bilhões (R$ 234 bilhões) em financiamentos do clima de países do norte para o sul em 2014. Já em 2013, o total dos fluxos financeiros teriam representado US$ 52,2 bilhões (R$ 198 bilhões). E os números de 2014 estariam duplicados segundo o grupo Basic, formado por Brasil, África do Sul, Índia e China, que apontam falta de transparência nas doações.

A meta estipulada na Conferência é chegar a 2020 ao valor de US$ 100 bilhões.

Enquanto isso, vamos convivendo com o clima, cada vez mais extremo.

(Com informações do UOL)

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