Estudo realizado pela Universidade das Nações Unidas em conjunto com a União Internacional das Telecomunicações, somente em 2017 foram gerados 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico e a previsão é de que até 2021 esse número deve crescer 17%.

Um problemão para empresas, governos e sociedade.

Mas, quais danos esse tipo de lixo causa ao meio ambiente?

De maneira geral, os principais danos causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente podem ser divididos em três grandes grupos:

– Redução do tempo de vida útil dos aterros sanitários: equipamentos eletrônicos como computadores e celulares têm em sua composição grandes quantidades de materiais que demoram muito tempo para se decompor naturalmente, como o vidro e o plástico. Quando descartados em aterros sanitários, esses materiais aumentam o volume do lixo no local e reduzem seu tempo de vida útil, causando ainda mais impacto ambiental.

“Nossa parceria visa o fortalecimento da educação ambiental não só em Guaxupé, mas em todo o país. A educação transforma. A educação traz qualidade de vida”.

A declaração é de Arley Gonçalves, coprodutor do programa Comunitária News, que vai ao ar todos os sábados pela 87 FM, Rádio Comunitária de Guaxupé, em Minas Gerais. O Instituto Nacional de Educação Ambiental – Ineam produz o boletim “Guaxupé Sustentável”, na voz do jornalista e ambientalista Marcos Scotti.

Arley esteve em Curitiba essa semana e fez uma visita à sede do Ineam que funciona junto à CTR Informática, empresa parceira da educação ambiental em Curitiba. Em breve a Rádio Comunitária estará sorteando entre seus ouvintes  camisetas do Instituto como forma de incentivar a proliferação da consciência ambiental naquela cidade mineira.

O programa Comunitária News  do último final de semana podew ser acessado no link http://www.87fm.com.br/feliz-dia-do-jornalismo/.

Até 2050, segundo projeções da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), menos de 10% da superfície terrestre estará livre dos impactos causados pelas atividades humanas.
Rio Doce. (Imagem: ABr)

“Apenas algumas regiões nos polos, desertos e as partes mais inacessíveis das florestas tropicais permanecem intactas”, afirmou o sul-africano Robert Scholes, um dos coordenadores do relatório temático sobre Degradação e Restauração de Terras Degradadas divulgado pela IPBES na última semana de março, em Medellín, na Colômbia.

Três quartos dos recifes de corais do mundo estão sob risco. Foto: pixabay/marcelokato (CC)

O braço da ONU para o meio ambiente identificou algumas ameaças que precisam da atenção dos governos do mundo e dos cidadãos preocupados com o equilíbrio ambiental. Entre elas, estão os danos provocados nos recifes de corais, a poluição por plástico dos mares e oceanos e a extinção dos grandes felinos. Confira :

  1. Recifes de coral

Com três quartos dos recifes de corais do mundo já sob risco — devido a ameaças que vão desde espécies invasivas à acidificação do oceano e poluição por protetores solares — a hora da ação é agora. A Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral escolheu 2018 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral. As ações já começaram em Fiji, com o anúncio governamental de importantes locais de preservação. A ONU Meio Ambiente já começou uma análise detalhada da situação dos recifes de coral no Pacífico. Aguarde mais notícias e ações sobre o tema durante o ano.

  1. Poluição por plástico

Com base no impulso gerado pela Assembleia Ambiental da ONU do ano passado, um grande foco será dado este ano no sentido de combater a poluição por plástico — eliminando as sacolas descartáveis, banindo os microbeads (micropartículas de plásticos) nos cosméticos e promovendo o uso de alternativas sustentáveis. A expectativa é de que haja mais notícias e importantes anúncios sobre este tema, incluindo de companhias multinacionais, em 2018.

  1. Meio ambiente e migração

Em dezembro, a comunidade internacional irá se reunir nos Marrocos para tentar fechar um novo pacto para migrantes e refugiados. As mudanças climáticas e a degradação ambiental já foram oficialmente reconhecidas como impulsionadores da migração — um fato que, corroborado pelos desastres relacionados ao clima, continuam a gerar manchetes na imprensa.

  1. Cidades e mudanças climáticas

Um importante tema de 2018 será como as cidades do mundo podem liderar a redução da emissão de gases do efeito estufa e desenvolver formas inovadoras de se adaptar às mudanças climáticas. Momentos importantes nessa frente será a Conferência de Cidades Resilientes que ocorre em abril em Bonn, na Alemanha, e a Cúpula de Ação Global para o Clima, que será realizada em setembro em São Francisco, nos Estados Unidos.

  1. Grandes felinos

No último século, o mundo perdeu 95% de sua população de tigres. Em apenas 20 anos, a população de leões na África caiu mais de 40%. Leopardos da neve, onças e espécies similares também estão em perigo devido à perda de seus habitats, à caça e outros tipos de ameaças. Em 2018, a expectativa é de que haja novas iniciativas para proteger os grandes felinos do mundo.

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Guaxupé Sustentável é o boletim com informações ambientais para a qualidade de vida que o jornalista Marcos Scotti e o Ineam estão produzindo para a Rádio Comunitária de Guaxupé (MG) – 87 FM.

A parceria entre o Ineam e o programa Comunitária News acontece todos os sábados, a partir das 10 horas. O boletim leva à comunidade informações, dicas sobre alimentação saudável e qualidade de vida e conscientiza sobre a necessidade da educação ambiental como caminho para o equilíbrio e a qualidade de vida.

O programa da 87FM pode ser acessado pelo endereço  http://www.87fm.com.br/nea-nucleo-de-educacao-ambiental/ ou na página da rádio no facebook.

O texto foi construído com a participação de especialistas e diversas ONGs

Parque Nacional de Fernando de Noronha. (Imagem: divulgação).A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar), conhecida como Lei do Mar. A aprovação dessa proposta é considerada uma vitória pelas organizações ambientalistas, principalmente pelo momento político atual em que diversas pautas de retrocessos socioambientais estão em curso no Congresso.

Estudo do fórum internacional de transportes mostra que compartilhar o transporte melhora o trânsito nas cidades e reduziria a emissão de gases em mais de 60%.

 

O trânsito nas grandes cidades poderia ser reduzido em pelo menos 50% se as pessoas compartilhassem caronas ou se utilizassem de um serviço de mobilidade compartilhada. Quem diz isso é um estudo da International Transport Forum (ITF) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Os ganhos ambientais seriam maiores: uma redução de 62% na emissão de CO2.

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Profissionais serão distribuídos em 52 brigadas, localizadas em 17 estados e no Distrito Federal, onde protegerão áreas federais, unidades de conservação, terras indígenas, projetos de assentamento e áreas quilombolas em todo o País

Em 2014, as queimadas, acidentais ou criminosas, destruíram 8.500 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. (Imagem: divulgação/ICMBio).O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) prevê contratar, temporariamente, até setembro, 886 brigadistas florestais – 666 atuarão no combate a incêndios florestais, 138 serão chefes de esquadrão, 56 assumirão a chefia de brigadas, 23 terão a função de gerentes do fogo estaduais e três serão gerentes federais.

As contratações ocorrem nos estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, de Goiás, do Maranhão, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, do Pará, do Piauí, do Rio de Janeiro, de Rondônia, de Tocantins e do Distrito Federal.

Além desses temporários, o órgão conta com servidores do corpo técnico do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e os bombeiros para controle dos incêndios.

Contratação

Para a contratação dos temporários, o Ministério do Meio Ambiente precisa decretar situação de emergência no início do ano para determinados períodos e regiões. “Há um estudo com histórico de focos de calor com dados cruzados com a área de vegetação nativa para determinar quantidade de brigadistas e de áreas”, explica o chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Gabriel Zacarias.

Para tornar a ação mais eficiente, os brigadistas são contratados da própria cidade, local onde vivem. “São pessoas que conhecem a região, os motivos dos incêndios florestais, os caminhos e a própria população. Com isso, as atividades de educação são facilitadas. Isso traz uma empatia maior de ajuda às brigadas”, conta.

 Zacarias alerta ainda que combater as queimadas gera gasto de dinheiro público que deveria ser investido em outras áreas, como em educação e em saúde. “Pedimos aos proprietários de terra e produtores que façam uso consciente do fogo, que diminuam o uso quando não tiver segurança e evitem os horários críticos, entre 10h e 16h. É preciso que a comunidade faça a sua parte.”

(Fonte: Ibama)

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O relatório das Nações Unidas mostra a realidade em um levantamento inédito sobre água, saneamento básico e higiene.

O documento foi divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Esta é a primeira vez que as agências fazem um levantamento global sobre água, saneamento básico e higiene, informou à Rádio ONU.

O número de pessoas sem acesso a saneamento básico, gerenciado de forma segura, é de 4,5 bilhões. Já a quantidade de moradores do planeta com algum saneamento básico é de 2,3 bilhões. A maioria dessas pessoas vive em áreas rurais.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que água potável encanada, saneamento e higiene não deveriam ser privilégios apenas daqueles que vivem em centros urbanos e em áreas ricas. Para o chefe da agência, os governos são responsáveis por assegurar que todos tenham acesso a esses serviços.

Desde 2000, quando foi lançada a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), bilhões de pessoas ganharam acesso à água potável e saneamento, mas esses serviços não garantem necessariamente o saneamento seguro, aquele que é ligado a uma rede de esgoto tratado e à água potável.

Crianças

Esse quadro gera doenças que podem ser mortais para crianças com menos de cinco anos de idade. Todos os anos, mais de 360 mil menores morrem de diarreia, uma doença evitável. Já o saneamento mal feito causa cólera, disenteria, hepatite A e febre tifoide entre outros problemas.

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que ao melhorar esses serviços para todos, o mundo dará às crianças a chance de um futuro melhor.

Em 90 países, o avanço na área de saneamento básico é muito lento, o que leva a crer que a cobertura universal não será alcançada até 2030, quando encerra o prazo para a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável.

Lares

Dos 4,5 bilhões de pessoas sem acesso a esgoto tratado, 600 milhões têm que compartilhar um toalete ou uma latrina com outros lares. Já o número de pessoas que defecam a céu aberto é de 892 milhões. Devido ao aumento da população, essa situação tem crescido na África Subsaariana e na Oceania.

O relatório indica ainda que em países que passam por conflitos, as crianças têm quatro vezes menos chance de usar serviços de abastecimento de água, e duas vezes menos saneamento básico que crianças de outros países.

Os serviços de água potável, saneamento básico e higiene são essenciais para que o mundo alcance o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 3 sobre assegurar vidas saudáveis e a promoção do bem-estar em todas as faixas etárias.

(Fonte: Rádio ONU)

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Mudanças climáticas estão derretendo o solo no ártico e liberando antigos vírus e bactérias que, depois de ficarem tanto tempo “dormentes”, voltam à vida

Equipe do Ministério de Emergência da Rússia identifica antraz em rena que descongelou no ártico. (Imagem: Min. da Rússia).Seres humanos, bactérias e vírus têm coexistido ao longo da história. Da peste bubônica à varíola, nós evoluímos para resistir a eles, e em resposta eles desenvolveram novas maneiras de nos infectar.

Já faz mais de um século que temos os antibióticos, desde que Alexander Fleming descobriu a penicilina. Mas as bactérias não deixaram por menos: elas responderam evoluindo sua resistência aos antibióticos. A batalha parece sem fim: nós passamos tanto tempo com patógenos, que às vezes desenvolvemos um tipo de impasse natural.

No entanto, o que aconteceria se nós, de repente, ficássemos expostos a bactérias e vírus mortais que ficaram ausentes por milhares de anos – ou então que nunca vimos antes?