Brasil tem 500 imóveis com sistemas de geração de energia

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Burocracia, alto custo e falta de incentivo estão entre os fatores que impedem crescimento. Apesar disso, o Brasil quer chegar a 2024 com 700 mil mini ou microgeradores instalados, segundo a Aneel

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Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, o Brasil tem hoje apenas 500 imóveis com sistemas instalados de mini e microgeradores gerando energia limpa, a maioria deles através de células fotovoltaicas.

Entre os fatores que impedem o crescimento está a burocracia, a falta de incentivos, os altos custos de investimento e até mesmo a falta de conhecimento técnico no aproveitamento da energia produzida por geradores solares ou eólicos.

Na opinião de especialistas, fora dos grandes centros é difícil encontrar mão de obra especializada quando o assunto é energia alternativa.

Para o cidadão que pretende aproveitar a energia do sol ou dos ventos, embora o governo tenha planos para chegar a 2024 com 700 mil imóveis gerando energia, segundo a Aneel, o incentivo é escasso. Não existe linha de financiamento específica para esse tipo de investimento e todos os riscos ficam por conta do consumidor.

Também não existe seguro.  Embora os painéis fotovoltáicos instalados em residências sejam resistentes e durem, em média, 30 anos, qualquer dano ou problema que venha a acontecer é de responsabilidade exclusiva do dono do imóvel. Na rede elétrica operada pela concessionária, os problemas são solucionados pela concessionária, sem custos para o consumidor.

No que diz respeito ao investimento para a instalação de um sistema de geração de energia alternativa, no Brasil ainda é bastante alto. Uma casa média ocupada por quatro a cinco pessoas precisa de um investimento de cerca de R$ 45 mil reais. Na Alemanha, por exemplo, esse custo é de 40% menos.

As vantagens

Economia na conta de energia e para o meio ambiente. Produzindo a própria energia, se consome menos recursos naturais.

No entanto, o investimento leva cerca de oito anos para se pagar.

Outra vantagem está em vender a energia gerada em excesso para a concessionária. Isso não significa dizer que a operadora do sistema local vai lhe pagar pela energia, mas vai conceder créditos em energia para serem consumidos quando o sistema de geração do imóvel estiver inativo. Esses créditos valem por 36 meses.

Segundo a Aneel, há duas formas de usar esse crédito. Uma é utilizá-lo para cobrir a “tarifa de pico” – quando o valor por kilowatt é mais caro em função da maior demanda por energia – entre 18h e 21h, por exemplo. Outra é utilizar o crédito na fatura do mês seguinte.

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