Como reduzir o desmatamento

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Ações de fomento a atividades produtivas sustentáveis são arma contra a derrubada da floresta
(Imagem: Observatório Florestal)
(Imagem: Observatório Florestal)

O Brasil desembarcou em Paris para a COP21 – a conferência mundial do clima, com o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, e em 43% até 2030. Para atingir a meta, o país pretende zerar o desmatamento na Amazônia Legal e restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, uma área equivalente ao território da Inglaterra.

Mas como reduzir o desmatamento? Que ferramentas usar para que cesse a derrubada de árvores? Como conciliar desenvolvimento e preservação?

O Ministério do Meio Ambiente mantem uma lista negra do desmatamento, atualizada todos os anos, com um ranking do desmatamento nos municípios amazônicos. Ao ser incluído, o município sofre algumas sanções econômicas, como, por exemplo, acesso dificultado a linhas de créditos e proibição de venda de determinados produtos oriundos de áreas desmatadas. O objetivo da lista é forçar as administrações municipais a adotar medidas e soluções para o desmatamento.

Daí surgem ações de fomento a atividades produtivas sustentáveis, como saída para evitar a derrubada da floresta.

Entre as ferramentas para acabar com o desmatamento estão a construção de alianças, o fortalecimento da gestão ambiental municipal e a aplicação do Cadastro Ambiental Rural – criado pela Lei 12.651/12, que nada mais é do que um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais.

As parcerias construídas com instituições e organismos trazem efeito na medida em que educam, transmitem conhecimento e soluções e fortalecem  comunidades, proporcionando a troca de atividades predatórias por iniciativas sustentáveis, que geram renda e conservam os ecossistemas.

A estruturação de um plano de gestão ambiental no município, com a participação da sociedade e a capacitação de gestores e técnicos, é outra ferramenta fundamental para o município.

A aplicação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) é outro fator apontado pelos especialistas como muito importante para ajudar os municípios na promoção de atividades sustentáveis. Ele auxilia no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, trazendo dados como a delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), de Reserva Legal (RL), de remanescentes de vegetação nativa, de área rural consolidada e áreas de interesse social e de utilidade pública – como nascentes de rios.

(Com informações do MMA)

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