Corte de araucárias é contestado pelo Ministério Público

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Espécie ameaçada de extinção, a araucária foi liberada para corte pelo Instituto Ambiental do Paraná
(Imagem: Sema PR)
(Imagem: Sema PR)

É no mínimo contraditório. A araucária, árvore símbolo do Paraná, que fazia parte da paisagem natural em todo o estado e foi reduzida a menos de 1% de todas as árvores que estavam em pé, quer pelo seu valor econômico ou para abrir caminho para o agronegócio, e foi alvo de campanhas pela sua preservação, volta à lista das espécies ameaçadas de extinção.

Liberada para corte pelo Instituto Ambiental do Paraná, a decisão foi contestada por entidades ambientalistas que entraram na Justiça contra a medida e fez com que o Ministério Público do Paraná recomendasse a suspensão das autorizações de corte por um ano com o objetivo de garantir a proteção da espécie. O IAP acatou, mas somente por 60 dias, até que o Instituto faça “uma avaliação jurídica” do caso.

Um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica mostra que entre 2014 e 2015, quase dois mil hectares de florestas desapareceram no Paraná, considerando derrubadas maiores que três hectares, o que não abrange o chamado desmate seletivo, em que somente as espécies mais rentáveis são cortadas.

Os cortes só vão ser autorizados em casos bastante específicos, como quando as árvores representam riscos para a população. Até essa decisão o corte de Araucárias era permitido em outras situações, mesmo sendo uma espécie ameaçada de extinção.

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