Ecovilas, uma solução para o lixo plástico que vai parar no mar

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Um projeto futurista e inusitado: arquiteto belga propõe a construção de ecovilas marinhas a partir do plástico descartado
Maquete da Ecovila tendo como cenário o Rio de Janeiro. (Imagem: Vincent Callebaut Architectures)
Maquete da Ecovila tendo como cenário o Rio de Janeiro. (Imagem: Vincent Callebaut Architectures)

O que fazer com o lixo plástico que se acumula nos oceanos?

Segundo especialistas, todos os anos são jogados no mar cerca de oito milhões de toneladas de plásticos de todas as formas que se acumulam em regiões específicas dos oceanos – a principal delas está entre o continente americano e as ilhas do Havaí, no Oceano Pacífico. O que fazer com esse lixo ainda é uma questão sem resposta para pesquisadores e ambientalistas.

Para o arquiteto belga Vicent Callebaut a solução pode estar na construção de cidades submarinas autossuficientes, as chamadas Aequorea, ou ecovilas.

Callebaut idealizou o projeto das ecovilas usando como cenário a costa do Rio de Janeiro. As imagens-conceito mostram arranha-céus flutuantes inspirados em águas-vivas, que seriam produzidos com impressão 3D a partir de um tipo ainda inédito de material, o “algoplast”.

Sua forma semelhante à de águas-vivas não foi escolhida por acaso. Ela foi pensada para dar estabilidade a estas estruturas mesmo diante da força de correntes marítimas e outros fenômenos

Esse material seria obtido a partir da mistura do plástico encontrado hoje na Grande Porção de Lixo do Pacífico – área oceânica de milhares de quilômetros quadrados coberta por resíduos – e algas. Suas estruturas desceriam em espiral rumo ao fundo do oceano. Em seus 250 andares e 1 km de extensão, as construções abrigariam não só espaços para moradia, mas também laboratórios, escritórios, hotéis, escolas, áreas para a prática de esportes e fazendas.

Essas ecovilas compostas por mil arranha-céus abrigariam 20 mil pessoas cada uma. Seriam autossuficientes e não gerariam prejuízos ao meio ambiente. Para ser bebida, a água do mar teria de ser dessalinizada e o lixo orgânico seria reciclado com o auxílio de algas.

Segundo o projeto, tampouco seria necessária eletricidade para iluminar seu interior: a bioluminescência natural de organismos marinhos se encarregaria disso. O oxigênio seria renovado por meio de dutos que chegariam até a superfície. E, como a pressão na água aumenta quanto maior for a profundidade, suas estruturas externas teriam de reforçadas.

O projeto exigiria gastos de cerca de R$ 11 bilhões para tirar o Aequorea (nome dado a uma espécie de água viva) do papel, segundo sites especializados em arquitetura. Cada metro quadrado das ecovilas custaria cerca de dois mil euros.

(Fonte: BBC)

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