Ekôa, um parque particular para aproximar pessoas da natureza

Em Morretes, no litoral do Paraná, uma propriedade particular foi transformada em parque ecológico, onde é possível conhecer, aprender e conviver com a natureza.
Localizado ao pé da Serra do Mar paranaense, o Ekôa é um ótimo lugar para entender a relação do homem com a natureza. (Imagem: divulgação).

Localizado na Estrada da Graciosa, o Parque Ecológico Ekôa foi inaugurado no dia 3 de março de 2018 e conta com uma área de 238 hectares, sendo que 95% do território faz parte da floresta primária da Mata Atlântica.

O objetivo é encantar, promover e propagar o amor pela natureza. O parque foi idealizado há quatro anos pela publicitária, Tatiana Perim. A área que é privada e tem licenciamento ambiental junto as autoridades, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), trabalha conteúdos de biologia, ecossistemas e interações ecológicas de formas diferentes. O investimento feito foi de R$ 5 milhões.

“Esta é uma propriedade privada da minha família. Teve uma época que a gente pensou em vender, porque mesmo estando sobre tutela privada e sendo uma Área de Preservação Permanente (APP) nos gerava muito gastos. Isso tudo me doeu profundamente. Além de ser uma área de 238 hectares, aqui está registrada a maior faixa contínua da Mata Atlântica que existe no Brasil”, explicou Tatiana.

Para não vender o terreno, a publicitária conta que teve a ideia de desenvolver um projeto de parque ecológico no local, que unisse tanto os conceitos de conservação florestal, como do entretenimento. “A gente queria minimizar o impacto na terra, mas de uma forma divertida e leve. A nossa missão não é acusar ninguém, mas conscientizar que fazemos parte de natureza. As nossas atividades buscam trabalhar essa sensibilização, por meio de várias facetas, como através do sentidos, do inusitado e do conteúdo. Trabalhamos com esse fim”, comentou a proprietária.

Antes de ser inaugurado, o local precisou passar por várias adaptações, mas muito dos espaços foram reaprovados. “Antes aqui era um casa privada, de veraneio. Quando pensei no parque, precisei fazer algumas apropriações, mas utilizamos várias estruturas já existentes. Abrimos trilhas e criamos conceitos para elas. Todas possuem um conceito pedagógico”, ressaltou.

Público

Atualmente a capacidade do espaço é para 200 pessoas. Como o parque é recém-inaugurado, o objetivo é melhorar o serviço para atrair e receber mais visitantes.

“Hoje temos uma trava de 200 pessoas. A gente acabou de abrir, por isso o serviço é tudo. Muita das vezes temos um lugar com uma estrutura incrível, mas se o serviço for péssimo, você não volta. Uma estrutura meia-boca e o serviço incrível, você recomenda para todo mundo. A gente não pode pecar nisso”, diz.

A proprietária também comenta que a procura pelo local tem sido “enorme”, por isso a ideia é aumentar a capacidade do parque ecológico. “Isso será aumentado em breve. A equipe já está super a vontade com a operação. A gente atingiu lotação nos dois primeiros fins de semana. A procura tem sido enorme”, ressaltou.

Segundo Tatiana, os funcionários estão sendo treinados para realizarem um melhor atendimento. Muitos deles são antigos roceiros que atuavam na cidade de Morretes, no Paraná. “Todos os colaboradores estão sendo treinados e entrando agora na vibe do atendimento. A maioria eram roçadores e agora foram contratados. Antes eles tinham uma perspectiva diferente, agora possuem outra. Eles estão se saindo super bem”, afirmou a proprietária, acrescentando que a equipe é formada por 23 pessoas.

Atrativos

Os turistas podem conhecer quatro trilhas durante visita ao parque. A primeira dela é chamada “Peabiru”, que conta a história de uma área aberta pelos índios tupi-guarani ao chegarem no Peru. “A trilha conta a história por meio de painéis de vidros adesivados. É uma cena, uma ilustração enorme, mas que está inserido na cenografia original da trilha”, explica Tatiana.

Utilizando instalações cenográficas, a Trilha da Mata fala sobre interações ecológicas. A terceira do local, denominada Trilha das Aves, foi feita para a observação dos animais. Com uma torre de 25 metros de altura, os visitantes conseguem enxergar parte da flora e fauna da área.

“Ao total, são quatro trilhas. Elas são lindas de morrer, porque foram abertas buscando essas belezas. As pessoas conseguem ver uma figueira que cresceu por cima de uma pedra, pedras com formatos e tamanhos inusitados, além de outra pedra com um formato de kiwi. As únicas interferências na natureza que fizemos aqui foram as trilhas”, relata.

Na última trilha, chamada “Corredor dos Sentidos” os turistas conseguem apreciar obras do artista paranaense, Tony Reis. No caminho, é possível encontrar árvores em formatos de mesas e cadeiras. “As intervenções que puxam algo da natureza fiz em parceria com o Tony. A gente sentou e tivemos uma noite inspirada, cheia de ideias malucas”, contou Tatiana.

Pesquisa de mercado

A inspiração para a criação do empreendimento veio do maior museu a céu aberto mundo, o Instituto de Arte Contemporânea Inhotim, localizado no Estado de Minas Gerais. “A inspiração para criar o Ekôa veio demais do Inhotim. O que eles fazem pela arte queremos fazer um dia pela natureza. Não oferecemos hospedagem”, comentou.

Valores

Para entrar no Parque e participar da maioria das atividades, o valor é de R$ 60 reais. Este pacote só não incluiu o arvorismo, tirolesa e bolha humana.

Crianças de até 3 anos não pagam. Estudantes, professores, doadores de sangue e moradores da cidade de Morretes, pagam meia entrada.

Quem quiser fazer atividades de aventura, como voo e rapel de calão cativo, pode fechar um pacote de R$ 120. Mais informações podem ser conferidas no site ekoapark.com.br. (Fonte: A Critica)