Estudo mostra os efeitos das mudanças do clima nas cidades

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Segunda etapa do projeto Rios Urbanos no Colégio Santos Dumont ajuda a identificar a influência do clima sobre as plantas

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De que forma a mudança do clima se manifesta no dia a dia? E o que isso pode influenciar na vida de cada ser vivo?

Para responder a estas perguntas aos alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental, a segunda etapa do projeto Rios Urbanos, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Educação Ambiental – INEAM, levou ao Colégio Estadual Santos Dumont, no Guaíra, em Curitiba, os professores Dr. Germano Bruno Afonso, graduado em física pela UFPR, mestre em Ciências Geodésicas, doutor em Astronomia, orientador do Mestrado da Uninter e um apaixonado pela cultura indígena, e a professora Kátia Regina de Almeida Foggiatto, pedagoga pela UFPR, pós-graduada em Educação Infantil e mestranda em Educação e Novas Tecnologias com ênfase em educação ambiental.

Segundo o professor Germano, a sabedoria indígena nos ensina a entender as fases da vida sobre a Terra e permite antever mudanças no comportamento da natureza.

Para o professor, essas mudanças não dizem respeito somente ao gelo que derrete nos polos e geleiras, mas a todos os ambientes do Planeta. “As mudanças no clima podem ser vistas aqui, perto de nós”, diz Germano.

Segundo Kátia, professora do ensino fundamental na prefeitura de Curitiba, somente com atitude é possível fazer frente às mudanças que estão acontecendo, ao menos para torna-las mais brandas. “Que atitudes nós podemos estar tomando para reverter a situação em nosso Planeta?”, pergunta Kátia.

A resposta vem dos estudantes:

Como identificar as mudanças no clima

Um trabalho de observação das plantas realizado junto ao Instituto Ambiental do Paraná pela professora para o seu trabalho de mestrado, serviu para ilustrar a maneira como as mudanças no clima agem sobre a natureza.

Citando algumas espécies de plantas encontradas no Brasil, Kátia registrou as alterações ocorridas quanto à época de floração e o nascimento de frutos, por exemplo com o jasmin, o ipê amarelo, copo de leite, petúnia, hortênsia,  entre outras.

De uma maneira geral, segundo a professora, a maioria das plantas está florescendo antes do tempo, abrindo suas flores no inverno, quando o normal seria na primavera. “Algumas, como o caso da hortênsia, chegaram a adiantar esse ciclo em pelo menos quatro meses”, observa Kátia.

O mesmo acontece com relação às frutas. “Se a florada é antecipada, automaticamente os frutos também vão nascer antes”, explica Kátia. Acontece com os pessegueiros, figueiras e muitas outras fruteiras que encontramos nas cidades. Teoricamente isso não seria tão ruim, afinal, fruta é fruta. No entanto, os efeitos dessa maturação antecipada é visível na qualidade dos frutos, diz a professora.

O efeito é o mesmo sobre as sementes das árvores. Com o clima desregulado, a tendência é que as sementes caiam antes do tempo, o que também significa que estas sementes podem não germinar, colocando em risco a sobrevivência de algumas espécies.

“Por estar tudo fora de época”, conta Kátia, “também os pássaros são afetados.

Educação ambiental

As próximas etapas do projeto Rios Urbanos no Colégio Estadual Santos Dumont preveem uma oficina de contação de história e a elaboração de um roteiro para o documentário que será produzido pelos alunos da escola com o apoio do INEAM. “Nas próximas três semanas ainda estaremos indo ao colégio e oferecendo subsídios teóricos e práticos para que eles, os alunos, possam contar a história de como entendem e encaram o meio ambiente urbano e ainda dar voz às suas propostas para o equilíbrio da vida”, completa Marcos Scotti, idealizador do projeto.

(Imagens: Sebastião Freitas e Marcos Scotti)

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