Estudo projeta NY, Rio de Janeiro e Tóquio submersas com 2ºC a mais nos termômetros

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Modelo desenvolvido pelo Climate Center, o maior e mais conceituado centro de estudos do clima do mundo, mostra que dois graus a mais coloca 280 milhões de pessoas fora de suas casas.
Mumbai, na Índia: à esquerda, nível do mar com 4°C de aquecimento; à direita, depois de 2°C. (Imagem: Climate Central/Divulgação)
Mumbai, na Índia: à esquerda, nível do mar com 4°C de aquecimento; à direita, depois de 2°C. (Imagem: Climate Central/Divulgação)

Xangai, Bombaim e Hong Kong vão desaparecer.

Hong Kong, Calcutá, Dacca, Jacarta, Hanói, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova Iorque e Tóquio, terão seu litoral drasticamente reduzido.

280 milhões de pessoas serão desalojadas de suas casas ou estabelecimentos comerciais.

A previsão catastrófica é resultado de um estudo do Instituto Climate Central, divulgado este mês (novembro), como um recado à Conferência do Clima das Nações Unidas. Se nada for feito e a temperatura da Terra continuar subindo, as águas dos oceanos poderão afetar cerca de 600 milhões de pessoas.

“Um aquecimento de 2ºC representa uma ameaça à existência, a longo prazo, muitas grandes cidades e regiões costeiras”, disse Ben Strauss, um dos autores do estudo.

Se o aumento na temperatura for de 4ºC, o fenômeno vai ameaçar 600 milhões de habitantes.

Segundo o estudo do instituto, se as emissões de gases de efeito de estufa continuarem a aumentar, levando a um aquecimento de 4ºC, o nível das águas subirá, em média, 8,9 metros, mostra o estudo.

Com um aquecimento de 3ºC, o nível da água do mar subirá 6,4 metros, cobrindo áreas com mais de 400 milhões de habitantes.

Com 2ºC, o mar subiria 4,7 metros, mas ainda assim causando algum impacto. Com uma elevação de 1,5°C na temperatura – objetivo exigido pelas nações mais vulneráveis como os pequenos Estados insulares, as águas subiriam 2,9 metros e a população afetada ficaria em torno de 137 milhões de pessoas.

A China será o país mais afetado: com 4ºC, a subida das águas afetará uma área onde vivem atualmente 145 milhões de pessoas, de acordo com este estudo que não avalia a evolução demográfica, nem a construção de infraestruturas, como diques.

Outros países serão particularmente afetados: Índia, Bangladesh, Vietnã, Indonésia, Japão, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Brasil, Tailândia, Birmânia e Holanda.

O estudo

As projeções do Climate Central levam em consideração a dilatação do oceano quando aquecido, o degelo de geleiras e a degradação das calotas polares da Groelândia e da Antártida, irreversível a partir de um determinado ponto. O estudo baseia-se em dados de satélites sobre o nível dos oceânicos.

Essa elevação será diferente em cada uma das regiões. “Na maioria dos casos, ela pode traduzir-se num centímetro por século, mas os deltas e as zonas urbanas” são mais vulneráveis, especificamente, porque estão menos protegidos pelos sedimentos.

A temperatura do planeta subiu, desde a Revolução Industrial, 0,8ºC, um ritmo inédito provocado pela emissão de gases de efeito estufa.

(Fonte: Instituto Climate Central)

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