França vai banir copos, pratos e talheres de plástico

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Segundo o jornal francês Les Echos, são jogados fora 4,7 bilhões de copos de plástico por ano. Para piorar, só 1% de tudo isso tem a reciclagem como destino.

copos

A França se tornará o primeiro país do mundo a banir a venda de copos, pratos e talheres de plástico descartáveis, em uma lei que entrará em vigor em 2020. Serão aceitas exceções para produtos fabricados com pelo menos 50% de materiais biodegradáveis, que aumentará para 60% em janeiro de 2025. Segundo o jornal francês Les Echos, são jogados fora 4,7 bilhões de copos de plástico por ano. Para piorar, só 1% de tudo isso tem a reciclagem como destino.

O país já tinha tomado a decisão de banir também as sacolinhas plásticas. A medida, válida desde o dia 1º de julho, leva em conta todos os tipos de sacolas com capacidades menores que 10 litros e com espessura inferior a 50 micrômetros – ou seja, as sacolas comuns, incluindo as biodegradáveis -, e vai, em 2017, se estender a sacolas superfinas usadas para embalar frutas e vegetais, segundo o site eCycle.

Os fabricantes de produtos descartáveis terão que oferecer alternativas que devem ser degradadas em composteiras domésticas. A maioria dos bioplásticos que serve de matéria-prima para sacolas só é plenamente degradada em composteiras municipais, que têm temperaturas elevadíssimas.

A decisão contou com resistência, principalmente por parte da indústria de embalagens, que considerou a nova lei como uma violação dos tratados europeus de livre comércio. A medida está de acordo com a decisão do Acordo de Paris de reduzir o nível das emissões atuais de CO2 – gás que causa o efeito estufa e contribui para o aquecimento global e as Mudanças Climáticas Planetárias.

Tanto políticas públicas como campanhas de educação para os cidadãos feitas por instituições não governamentais são muito importantes para o combate da poluição ambiental e o combate às alterações climáticas no mundo. A solução do problema passa pelo consumo consciente, que considera importante planejar as compras, para adquirir apenas o necessário, reduzindo a geração de lixo e mantendo, ainda, a preocupação com o destino final dos resíduos.

(Fonte: Instituto Akatu)

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