Gerar a própria energia é um bom negócio

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    Nos últimos dois anos, o número de consumidores que aderiram à geração compartilhada quadriplicou

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    O consumidor brasileiro que gera sua própria energia elétrica já pode enviar o excedente à concessionária, abater o valor da próxima conta ou até mesmo compensar a diferença de consumo em outro imóvel de sua escolha. A opção está prevista na Resolução Normativa nº 687/2015, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A medida, que entrou em vigor esta semana, atualiza as regras do setor e deve ampliar a oferta de energia no país tornado a geração doméstica de eletricidade mais atraente.

    O modelo já está testado – e aprovado – em outros países. No Brasil, as primeiras adesões ao sistema de geração distribuída começaram em 2012 e crescem a cada dia. Nos últimos dois anos, o número de consumidores que aderiram à geração compartilhada quadriplicou, e já passa de 1900 em 2016, conforme a Aneel.

    “Isso mostra o interesse das pessoas, que, mesmo com regulamentações pouco atrativas de antes têm optado por gerar sua própria energia”, comenta o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Mario Barroso.  Para ele, a alta da energia elétrica ajudou a aumentar esse número, que deve ser ainda mais expressivo com as novas regras.

    Fora isso, Barroso aponta os benefícios ambientais que esse processo pode trazer. Entre eles, a diminuição de compra de energia vinda de termelétricas e menos emissões de gases de efeito estufa, além de economia dos investimentos em transmissão e redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica.

    O WWF-Brasil foi uma das organizações que participou da consulta pública para mudanças de regras na resolução e tem defendido fortemente a questão de mini e microgeração distribuída. “No ano passado, lançamos estudos que mostram o grande potencial que o Brasil tem no desenvolvimento de energias alternativas renováveis. Para nós, essas mudanças representam um grande avanço e um passo importante para o desenvolvimento sustentável do país”, afirma Mário Barroso.

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