Hidrelétricas podem acabar com a biodiversidade nos rios

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Estudo desenvolvido por cientistas mostra que fluxo migratório dos peixes é comprometido com a construção de barragens
Canteiro de obras da usina de Belo Monte. (Imagem: Abr)
Canteiro de obras da usina de Belo Monte. (Imagem: Abr)

Cientistas dos EUA, Alemanha, Cambodja, Canadá e Brasil, são unânimes em dizer que o ciclo migratório da maioria dos peixes que existe no mundo é comprometido pela construção de hidrelétricas.

De acordo com a análise publicada pelo grupo na revista Science, um terço das espécies de peixes de água doce do planeta vive nas bacias dos rios da Amazônia, Congo (na África) e Mekong (no sudeste asiático), bacias onde o represamento das águas para a geração de energia dificulta o fluxo migratório dos peixes.

Ocorre que a maioria das espécies que vivem nesses rios são migratórias, ou seja, viajam centenas de quilômetros rio acima para desovarem. Com as barragens, a maioria fica pelo caminho, diz o estudo.

Belo Monte

Segundo os cientistas, nas bacias hidrográficas estudadas ainda devem ser construídas cerca de 450 barragens para abastecer usinas que deverão ser construídas. Somente no rio Mekong, onde já existem 370 usinas hidrelétricas, deverão ser construídas outras cem barragens.

No Brasil, a controversa obra da hidrelétrica de Belo Monte no coração da Amazônia, de acordo com o estudo científico, deverá estabelecer um recorde mundial de perda de biodiversidade, no que se refere à fauna aquática.

Segundo os cientistas, faltam protocolos para orientar a construção de hidrelétricas em regiões tropicais ricas em biodiversidade. No estudo, eles propõem uma melhor avaliação dos custos/benefícios de usinas hidrelétricas com bases científicas.

(Com informações da revista Science)

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