Ibama quer mais ação para conter os rejeitos da Samarco

0 603
Relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente diz que o que está sendo feito está muito aquém das necessidades
Relatório do Ibama diz que prazos dados à Samarco dificilmente serão cumpridos. (Imagem: Ibama)
Relatório do Ibama diz que prazos dados à Samarco dificilmente serão cumpridos. (Imagem: Ibama)

Seis meses depois de a lama da Samarco substituir a água no leito do rio Doce, o relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, finalmente concluído, diz que a mineradora, controlada pelas empresas Vale e BHP, deve adotar medidas mais efetivas para conter os rejeitos remanescentes, reverter os impactos socioambientais e evitar novas tragédias. Detalhe: a lama nunca parou de vazar da represa de Fundão.

“O que está sendo colocado de esforço, de gente trabalhando e de equipamentos está muito aquém da necessidade real para reverter o quadro de destruição que se estabeleceu com o rompimento da barragem”, considerou Marilene Ramos, presidente do Ibama.

Apesar das preocupações, o acordo assinado em dois de março pelos governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo com a Samarco, a Vale e a BHP, homologado pela Justiça Federal na semana passada, determina que o prazo para construção e operação de estruturas emergenciais de contenção de sedimentos e sistemas de tratamento da área contida entre a barragem de Fundão e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga) é 31 de dezembro.

No ritmo que vai, fatalmente o prazo também não será cumprido.

“A empresa precisa evitar que os sedimentos depositados nas margens dos rios sejam levados para as calhas pelas próximas chuvas ou pela movimentação do ar, mas o ritmo está lento”, disse o coordenador da equipe responsável pelo relatório, André Sócrates.

O dique S3, construído pela Samarco após a tragédia, não é capaz de reter todos os rejeitos remanescentes na barragem de Fundão (12,9 milhões de metros cúbicos). Por isso, a empresa deve construir novas estruturas de contenção, além de apresentar propostas alternativas à instalação do dique S4, que foi embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

(Fonte: Ibama)

NO COMMENTS

Leave a Reply