Leilão de energia inclui projetos de geração com carvão mineral

0 1278
Compartilhe Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPrint this pageEmail this to someone
Petição online quer que projetos de termelétricas a carvão sejam excluídos da expansão da matriz energética no Brasil
O carvão mineral usado nas usinas termelétricas tem significativa participação no aquecimento global. (Imagem: CMR)
O carvão mineral usado nas usinas termelétricas tem significativa participação no aquecimento global. (Imagem: CMR)

Na contramão da sustentabilidade energética, o Ministério das Minas e Energia prepara para o final de abril o Leilão A-5/2016, que vai definir quais empresas poderão expandir o potencial energético do Brasil a partir de 2019. Detalhe: o leilão é aberto para qualquer tipo de matriz energética, inclusive o carvão mineral.

O carvão mineral é um combustível fóssil, uma fonte não renovável de energia. Seu processo de extração devasta grandes áreas, polui solo e corpos d’água e causa diversas mortes devido ao elevado risco ocupacional aos trabalhadores nas minas. Em seu transporte e queima, altos níveis de emissões são gerados, causando sérios problemas, como doenças respiratórias e danos ao sistema nervoso (principalmente em crianças, devido ao mercúrio); e contaminação de peixes. Além de todos esses reveses, após queimado, o carvão se transforma em cinza, resíduo que precisa ser estocado em imensos reservatórios.

O carvão mineral, que gera 40% da energia do mundo, é conhecido como o maior poluidor da atmosfera terrestre, a população chinesa que o diga. Responsável por 83% das emissões de dióxido de carbono desde 1990, ele já matou muita gente e segue essa tendência em razão de sua influência no desequilíbrio do efeito estufa. Em relatório recente do IPCC, o mais contundente até então, o painel do clima da ONU descreve em forma de alerta a urgência da necessidade de redução das emissões para manter as médias de aquecimento abaixo de 2°C após o início da era industrial.

Movimento

Segundo a plataforma Petições da Comunidade por Avaaz, um projeto avaliado em R$ 4 bilhões, batizado de Ouro Negro, fruto de uma parceria entre as empresas chinesas Power China Sepco e Hebi Company Energy e empresários gaúchos, prevê a construção de uma usina capaz de gerar 600 megawatts (MW) construída no Rio Grande do Sul, entre os municípios de Pedras Altas e Candiota, na fronteira com o Uruguai, participará do leilão do MME, com fortes chances de ganhar. Com essa capacidade, a usina chinesa no Brasil se tornaria a segunda maior usina a carvão do país, atrás apenas da térmica de Pecém, no Ceará, que possui 720 MW de capacidade.

“Não podemos ser irresponsáveis quanto aos custos sociais e ambientais implícitos no uso do carvão mineral”, diz o site. Contrário à contratação de usinas termelétricas a carvão, a comunidade criou uma petição online solicitando às autoridades a exclusão de propostas que incluem o uso do carvão mineral na matriz energética. O leilão está marcado para acontecer em 29 de abril de 2016.

Saiba mais no link https://secure.avaaz.org/po/petition/Exmo_Sr_Ministro_de_Minas_e_Energia_Carlos_Eduardo_de_Souza_Braga_Suspenda_a_contratacao_de_termicas_a_carvao_no_leilao_/?utm_source=eCycle&utm_campaign=74df11a8db-Email_MKT_Avaaz_diesel_01&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-74df11a8db-151141365

Compartilhe Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPrint this pageEmail this to someone

NO COMMENTS

Leave a Reply