Lixo no litoral terá plano de monitoramento, ainda que tarde

Plano pretende a criação de um programa de monitoramento da linha de costa e avanços no zoneamento ecológico-econômico costeiro no Brasil
Muito do lixo encontrado na praia tem origem nas atitudes humanas nas cidades.

Apesar de há décadas fazer parte do dia a dia do cidadão que vive ou passa parte do ano no litoral, só agora as pessoas voltam os olhos para o lixo que se acumula nos mares e praias. O consumismo e o desperdício que se aliaram à falta de consciência têm causado estragos à vida no planeta, não só no mar, e obrigado governos e população a tomarem atitudes.

No Brasil se elaborou uma nova versão do Plano Federal de Gerenciamento Costeiro (PAF), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, que  vai incluir ações para combater o acúmulo de lixo na costa brasileira.

Na verdade o novo plano ainda está em fase de elaboração e prevê a criação de um programa de monitoramento da linha de costa e avanços no zoneamento ecológico-econômico costeiro (ZEEC) e no Projeto Orla. Os dois instrumentos são fundamentais para reduzir a degradação do litoral. Outra ação do novo PAF será o resgate dos encontros nacionais de gerenciamento costeiro, que, depois de nove anos, terá nova edição em junho de 2017.
O plano bienal faz parte da estratégia de implementação do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, principal política pública para a conservação do litoral do País.

Será necessário ainda um diagnóstico para avaliar o impacto das milhões de toneladas de resíduos sobre o meio ambiente marinho nos 8,5 mil quilômetros de litoral brasileiro. A partir daí, serão propostas ações para reduzir os danos ambientais.

O problema é que tudo anda muito devagar.

(Com informações da Abr)

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