Logística reversa: programa paulista vai recolher eletrodomésticos para a reciclagem

Compartilhe Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPrint this pageEmail this to someone
Os produtos recolhidos serão encaminhados para uma cooperativa especializada em resíduos eletrônicos

logisticareversa

Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (estabelecida pela lei 12.305 de 2/08/2010), a logística reversa pode ser definida como “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

Apesar da lei, no entanto, são poucas as empresas e indústrias no país que realmente praticam a logística reversa, bem como são poucos os cidadãos que descartam corretamente o que está sobrando em casa, seja uma caixa de papelão ou um eletrodoméstico.

Para facilitar a vida das pessoas, no que diz respeito ao descarte adequado do lixo que não é lixo, a cidade de São Paulo oferece a partir desse mês à população um programa piloto de logística reversa de eletrodomésticos, com a instalação de pontos de coleta.

O programa é uma parceria entre a prefeitura de São Paulo e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica, na sigla em inglês). Também participam grandes redes varejistas, que instalaram os pontos para receber liquidificadores, espremedores, laptops e celulares.

“Vai existir uma espécie de lixeira apropriada para isso”, informou o presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), Ricardo Brandão. Nesses locais, serão recebidos itens com dimensões de até 60 centímetros de largura, 50 centímetros de comprimento e 75 centímetros de altura.

Ao comprar em uma das lojas participantes um produto de grande porte, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, os consumidores receberão um cupom. Esse documento poderá ser usado, mediante pagamento de uma pequena taxa, para agendar a retirada do item substituído. Ainda não foi definida a data em que o serviço entrará em vigor.

Reciclagem

Os produtos recolhidos serão encaminhados para uma cooperativa especializada em resíduos eletrônicos. “A reciclagem que estamos estudando prevê o reaproveitamento máximo do material”, adiantou Brandão. Os produtos deverão ser desmontados, de modo a separar os invólucros de plástico ou metal dos componentes eletrônicos. “Temos até setembro [de 2017] para estudar o grau de reciclagem que vamos alcançar”, acrescentou o presidente da Amlurb.

(Com informações da Agência Brasil)

Compartilhe Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPrint this pageEmail this to someone

NO COMMENTS

Leave a Reply