Nações do mundo precisam fazer mais para que a temperatura global não suba mais do que 2ºC

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O mundo deve emitir cerca de 19% a mais de CO2 em 2025 e 36% a mais em 3030 em relação à meta fixada na COP-21

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Se quisermos manter o aumento da temperatura global a no máximo 2º C acima dos níveis pré-industriais, o mundo precisa fazer muito mais.

Esse o alerta feito pelo alto secretariado das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, que atualizou as informações do relatório de síntese sobre o impacto global das Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (iNDCs – na sigla inglesa).

Desde o documento publicado em outubro passado, antes da Conferência sobre Mudança Climática de Paris, 42 novos países apresentaram suas iNDCs. Com as inclusões, o relatório agora reúne o impacto global de 161 compromissos climáticos nacionais abrangendo 189 países e cobrindo 95,7% do total das emissões globais (a União Europeia e os seus 28 Estados-Membros enviaram uma INDC conjunta).

 “Com os compromissos comunicados até agora, o mundo deve emitir cerca de 55,0 Gt equivalentes de CO2 em 2025 e 56,2 Gt equivalentes de CO2 em 2030. Isso significa emissões em média 19% superiores em 2025 e 36% em 3030 em relação ao que deveríamos para se manter um aumento máximo de 2º C na temperatura”, comentou o coordenador do Programa de Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, André Nahur.

Entre as ações das INDCs, a área de destaque é a energia, principal vetor de emissões no mundo; quase todos os dos países (99%) incluíram ações relacionadas ao tema. Em seguida, vêm as áreas de resíduos (75% dos países) e agricultura (74%). O relatório ainda ressalta que, apesar do grande número de países submetendo suas iNDCs e com esforços mais ambiciosos dos que as metas para até 2020, os compromissos anunciados têm problemas relacionados às lacunas de emissões e à qualidade de informação submetida.

Adaptação

Outro ponto importante citado no relatório é a adaptação às mudanças climáticas. Das 161 iNDCs, 137 (85%) incluem este componente em seus compromissos, refletindo uma determinação comum de governos para fortalecer os esforços nacionais para combater os efeitos já em andamento das alterações do clima.

Custos e perdas relacionados com impactos passados ou previstos pelas mudanças climáticas foram reportados por vários países, alguns com projeções como perdas anuais de PIB e porcentagem de terra ou perda agrícola perdida como resultado de algum ano ou problema específico, como aumento do nível do mar.

Nahur relembra que os esforços de adaptação são necessários para resolver os desafios que já fazem parte do dia a dia, como eventos extremos e problemas relacionados, dos quais os países mais pobres são as principais vítimas.

O relatório ressalta ainda que os 95% de emissões a que correspondem as iNDCs representam 99% das emissões dos países. A grande porcentagem do que ficou de fora tem como origem emissões de transporte internacional, como marítimo e aviação, que carecem de regras para a contabilização e têm sido tema de reuniões internacionais recentes.

(Fonte: WWF-Brasil)

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