Nascente que abastece ilhas do litoral do Paraná pode estar comprometida

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Projeto solidário desenvolvido pela Pastoral Solidária do Tecpuc encontra muito lixo e descaso nas ilhas
Puruquara: manancial que abastece as ilhas do litoral do Paraná, e os alunos do Projeto Ilhas, desenvolvido pelo Tecpuc Solidariedade, (Imagem: Eloy Cidreira).
Puruquara: manancial que abastece as ilhas do litoral do Paraná, e os alunos do Projeto Ilhas, desenvolvido pelo Tecpuc Solidariedade, (Imagem: Eloy Cidreira).

Uma nova edição do projeto Tecpuc Solidariedade, desenvolvido pela Pastoral Solidariedade com a participação de alunos voluntários e professores da instituição, realizado na Ilha de Puruquara, no litoral do Paraná, trouxe às claras uma triste realidade: a nascente que abastece de água as comunidades que vivem nas ilhas pode estar comprometida.

“Entre as atividades realizadas pela Pastoral está a avaliação do manancial que abastece os moradores de Puruquara e das ilhas vizinhas, através de dutos”, conta Eloy Cidreira, professor de Segurança do Trabalho. “Encontramos lá uma quantidade enorme de lixo, despejado inclusive sobre áreas de mangue”, diz o professor.

Puruquara está sob a jurisdição da prefeitura de Guaraqueçaba, cidade histórica do litoral e área de proteção ambiental. A responsabilidade pela coleta do lixo nas ilhas é do município. Apesar de inúmeras reuniões realizadas entre moradores das comunidades que vivem nas ilhas e a administração, a coleta do lixo raramente acontece.

Decibéis a mais

Nas ilhas de Puruquara e Tibicanga vivem cerca de 300 pessoas, a maioria sobrevivendo da pesca. Em função disso, outra atividade do projeto na ilha levou os integrantes da Oficina de Segurança do Trabalho a realizar um estudo e análise quantitativa do índice de ruído dos motores das embarcações utilizadas pelos pescadores e sua influência sobre a audição.

No Decibelímetro, o ruído chegou a 106 decibéis, quando o limite recomendado pelo Ministério do Trabalho é de 85 db. “Ao longo do tempo esse fato pode se tornar em um problema grave para a saúde auditiva. Seguramente estas pessoas devem ter perdas auditivas decorrente do longo tempo de exposição ao barulho”, preocupa-se Eloy.

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