ONU espera um acordo “universal e justo” sobre mudanças climáticas

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Um “acordo universal e significativo” só vai acontecer havendo compromisso público dos países desenvolvidos, diz Ban Ki-moon
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. (Foto: divulgação)
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. (Foto: divulgação)

“Mudança climática não tem passaporte e não conhece fronteiras nacionais”. A afirmação é do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante evento realizado esta semana na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Segundo ele, a expectativa para a COP 21, a ser realizada no final do mês na França, é de que um “acordo significativo” deva ser fechado entre os participantes e este acordo deve ser “universal e justo”.

155 países submeteram seus planos climáticos, conhecidos como Contribuições Voluntárias Nacionais, Indcs, que cobrem cerca de 90% das emissões globais.

Para Ban Ki-moon, estes planos fornecem um “ponto de partida” para o “destino final”, ou seja, um mundo com o aumento da temperatura global limitado a menos de 2º Celsius.

No entanto, para que a COP 21 avance em resultados, é preciso que o acordo a ser fechado seja durável e flexível, com uma boa dose de solidariedade para com os países mais pobres e vulneráveis.

Para o secretário-geral da ONU, o acordo deve “encontrar um equilíbrio entre o papel de liderança dos países desenvolvidos e a crescente responsabilidade dos países em desenvolvimento de agir de acordo com suas capacidades e respectivos níveis de desenvolvimento”.

O mais complicado e que até hoje vem adiando medidas contra o aquecimento global, é um item da pauta que traz divergências: o financiamento climático. Segundo o secretário-geral da ONU, os países desenvolvidos devem manter sua promessa de fornecer US$ 100 bilhões por ano até 2020.

Segundo ele, um “acordo universal e significativo” só vai acontecer havendo compromisso público dos países desenvolvidos.

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