Os rios brasileiros estão morrendo

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    Pesquisa da Fundação SOS Mata Atlântica em 111 rios não encontrou água limpa

    Águas poluídas do Rio Tietê em Pirapora do Bom Jesus, interior do Estado de São Paulo. Foto: Marcos Santos (USP Imagens).
    Águas poluídas do Rio Tietê em Pirapora do Bom Jesus, interior do Estado de São Paulo. Foto: Marcos Santos (USP Imagens).

    Não foi possível encontrar um único rio com água totalmente limpa. Essa foi a conclusão a que chegou uma análise realizada nas águas de 111 rios em cinco estados brasileiros e no Distrito Federal pela Fundação SOS Mata Atlântica.

    Em mais de 23% dos casos, a qualidade da água foi considerada ruim ou péssima. Em 21 rios, a água tem qualidade tão ruim que não pode ser usada para o consumo mesmo depois de passar por tratamento. É o caso, por exemplo do rio Tietê, em São Paulo.

    Pela legislação brasileira, as águas nessa situação não podem sequer receber tratamento para consumo humano ou serem usadas para irrigar lavouras.

    No Rio de Janeiro, um dos rios mais poluídos já foi a principal fonte de água potável do município. Quando nasce no Morro do Corcovado, o Rio Carioca ainda é limpo. Depois de atravessar sete quilômetros escondido debaixo da cidade, o rio está morto.

    Na comparação com o ano passado, as amostras de água com qualidade ruim ou péssima aumentaram de 40% para mais de 66%. Em São Paulo, a falta de chuvas  fez com que os índices caíssem de 75% para 44%.

    “Quando chove no Rio de Janeiro, rapidamente os rios drenam para o mar. Em São Paulo, eles vão parar nos rios. Mas a falta de chuva na cidade de São Paulo, fez com que toda essa carga de sujeira principalmente de fuligem, de ônibus, de caminhão, diesel, material particulado, tudo isso que ficou parado no solo, não caísse nos rios”, afirma Malu Ribeiro, pesquisadora S.O.S Mata Atlântica.

    (Com informações do G1)

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