Paris 2015 lembra Kyoto 1997

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Acordo na COP21 quer substituir combustíveis fósseis por energia limpa e limitar o aquecimento em 1,5ºC

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A promessa de que o meio ambiente seria respeitado e qualidade de vida ao cidadão seria garantida deixou a todos com a sensação de “Ufa!!”, o futuro está garantido. Todos sabem que não foi bem assim.

O Protocolo de Kyoto, escrito em 1997, ratificado em 1998, oficialmente instalado em 2005, era um acordo entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento para reduzir as emissões de gases poluentes. As atitudes de lá para cá poderiam ter sido mais eficazes, se os maiores poluidores do planeta tivessem abraçado a causa.

Na Conferência do Clima em Paris, em 2015, a questão era a mesma: reduzir as emissões de carbono. O acordo de Paris trouxe compromissos, mas nada concreto. Foi possível graças ao alerta vermelho sobre a qualidade do ar em Pequim, que, em dezembro, simplesmente despencou como uma nuvem negra sobre a cidade.

A China, o maior emissor de gases de efeito estufa da Terra, finalmente reconheceu a necessidade de agir. A má qualidade do ar, causada pela queima de carvão, a maior fatia da matriz energética chinesa e também a maior causa da poluição, obrigou os chineses a repensarem sua economia, mas não é garantia de que os objetivos sejam alcançados.

De outro lado, os EUA prometeram limitar as emissões das usinas elétricas por meio de uma ação executiva, determinada pelo presidente Barack Obama, já que a legislação americana precisaria ser modificada para que se efetivasse medidas contra a emissão de gases, o que esbarra no conservadorismo do partido Republicano.

Ainda assim, a carta final de Paris foi comemorada como um avanço. Espera-se agora que a teoria se junte à prática.

As principais decisões da COP21
  • Os 195 países membros da Convenção do Clima das Nações Unidas concordaram em agir para manter o aquecimento do planeta “muito abaixo de 2oC” e a fazer esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5o C. A ambição coletiva será revisada a cada cinco anos.
  • Ficou decidido que os US$ 100 bilhões por ano que os países desenvolvidos prometeram aportar para ações de combate à mudança do clima e de adaptação nos países em desenvolvimento serão um piso. Uma nova cifra, que vá além disso, só será definida em 2025.
  • Deverá haver um esforço dos países membros, principalmente dos grandes emissores de gases, em reduzir a utilização de combustíveis fósseis em suas matrizes energéticas, substituindo-os pela energia limpa e renovável.

É esperar e cobrar para que cada um cumpra sua parte.

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