Perda da biodiversidade mundial pode chegar a 70% em 50 anos

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A exploração da terra para produção de alimentos de forma não sustentável vai reduzir a biodiversidade, diz relatório do WWF. No Brasil, o bioma do cerrado é o que mais preocupa.

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Desde o final da década de 1950, cerca da metade das savanas e das florestas naturais do Cerrado foi convertida em áreas agricultáveis para a agricultura e exploração pecuária. Como esses ecossistemas foram extintos, desapareceu a vida silvestre que eles sustentavam e os serviços ambientais essenciais por eles providos, como água limpa, sequestro de carbono e solos saudáveis.

Essa foi a conclusão a que chegou o Relatório Planeta Vivo 2016, divulgado pelo WWF, que traça um panorama da biodiversidade mundial, destacando o Cerrado como um epicentro da perda acelerada de biodiversidade no mundo.

Diz o relatório que as atividades não sustentáveis de agricultura, principalmente a produção de soja e a carne, assim como a queima da vegetação para a produção de carvão, permanecem como uma grande ameaça à biodiversidade do Cerrado, bioma brasileiro localizado entre a Amazônia, a Mata Atlântica e o Pantanal. O uso inadequado do solo coloca o Cerrado entre as regiões mais ameaçadas e explorada do mundo.

Espécies ameaçadas

As espécies ameaçadas de extinção incluem a onça, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira, além de muitas outras plantas e animais que só existem no Cerrado. Não são apenas os ecossistemas e as espécies frágeis que sentem o estresse.

A destruição de habitat ameaça, também, a forma de vida de muitas populações indígenas e outras comunidades que dependem das florestas, das pastagens naturais e das savanas para seu meio de vida.

Colcha de retalhos

Na colcha de retalhos planetária, o caso do Cerrado é mais um agravante ao acelerado declínio de espécies que pode levar a um colapso dos ecossistemas ao redor do mundo.

Em escala global, a produção de alimentos para atender às exigências de uma população crescente segue como o principal fator para a destruição de habitat e o desaparecimento de populações inteiras de animais selvagens.

Se não mudarmos a forma como produzimos alimentos e buscamos na natureza os recursos para sustentar nosso modo de vida no planeta, a vida selvagem global pode sofrer 67% de declínio, em intervalo de apenas 50 anos, como resultado destas e outras atividades humanas, alerta o relatório.

Acesse o relatório: http://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/lpr_2016_portugues_v4_otimizado.pdf

(Fonte: WWF Brasil)

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