Pinhão, o fruto da araucária, faz bem ao coração

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Encontrado nas ruas e praças das cidades e nas matas nativas do sul do país, o pinhão é benéfico à saúde

pinha

Alimento rico em nutrientes benéficos à saúde, o pinhão é o prato da vez no inverno da região Sul do país. Uma porção de 100 g é abundante em proteínas (3,94 g), cálcio (35 mg), ferro (70 mg), fósforo (136 mg) e vitaminas A, B1 e C. No total, serão consumidas 196 kcal e 1,34 g de gorduras.

A semente da araucária, que também é fruto, é benéfica para o sistema circulatório e contribui para um coração saudável. O pinhão é fonte de gorduras monoinsaturadas, associadas a níveis mais baixos de colesterol e um menor risco de ataque cardíaco. É rico em Vitamina E, e K, Cobre, Ferro e Manganês, nutrientes que ajudam o sistema cardiovascular a funcionar melhor.

Segundo especialistas os antioxidantes presentes na semente retarda o processo de envelhecimento. O antioxidantes, como se sabe, combatem os radicais livres presentes no organismo.

O pinhão contêm ainda luteína, um antioxidante que é crucial para a prevenção de doenças oculares, como a degeneração macular e catarata.

Fonte de energia, o fruto contribui para a redução do cansaço ou estresse do dia a dia, graças às proteínas e ao magnésio, que contribui para melhorar os sintomas de fadiga, alem de ser benéfico contra a tensão muscular e a cólica.

Consumo
Ensopado de carne seca com pinhão. (imagem: divulgação).
Ensopado de carne seca com pinhão. (imagem: divulgação).

Assado ou cozido. Na forma de doces, no frango ensopado, na sopa, no molho de cordeiro, na farofa ou em outras iguarias, o pinhão é motivo de festa no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande Sul. Sapecado na fogueira, ajuda a esquentar as roda de chimarrão. Na chapa do fogão a lenha, reúne a família nas noites frias do inverno.

No entanto, por ser um alimento com alto teor de gordura, o pinhão deve ser consumido moderadamente. Uma porção de 100 g de pinhão pode conter até 196 kcal. Ainda assim, seu consumo em quantidade adequada traz diversos benefícios à saúde, como o fortalecimento dos ossos, já que é uma semente extremamente rica em minerais como cálcio e fósforo. Por esse motivo a recomendação é que o consumo seja moderado: de seis a dez sementes por dia são suficientes.

Exploração racional

A araucária chegou a figurar na lista das árvores em extinção, o que levou o Paraná a proibir a colheita ou derrubada das pinhas antes da maturação. Entre maio e junho, as pinhas maturadas estouram com o calor do sol, ou são abertas pelos pássaros ainda nas árvores, espalhando as sementes num raio que chega a 50 metros a partir da planta mãe.

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