Pluma da Samarco chega a 60 quilômetros da costa

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Preocupação é com o aumento na vazão do rio Doce causada pelas chuvas
Foz do rio Doce. Até agora 9 km de praias afetadas. (Imagem: Ibama)
Foz do rio Doce. Até agora 9 km de praias afetadas. (Imagem: Ibama)

As consequências do rompimento das barragens da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, já chegaram a 60 quilômetros de Vitória, no Espírito Santo, mar adentro. Ao norte, a mancha de partículas suspensas na água, chamada de pluma, chegou a 20 quilômetros e, segundo análises dos especialistas, a tendência é que se aproxime das praias.

A preocupação agora é que chuvas mais intensas elevem a vazão do rio Doce, tornando a turbidez da água do mar ainda mais elevada.

O que influencia no deslocamento da mancha, explicam os meteorologistas, é a direção e velocidade dos ventos, as correntes marítimas e a vazão na foz do Rio Doce.

Segundo Natália Rudorff, pesquisadora do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTec, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe, a tendência é que a pluma siga em direção ao sul ou, com menos intensidade, a sudoeste. Frentes frias poderiam estimular um deslocamento no sentido norte, mas fenômenos desse tipo costumam ser menos frequentes nesta época do ano.

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