Projeto de lei ameaça Escarpa Devoniana no Paraná

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Apresentado na Assembleia Legislativa, o projeto que defende a ampliação do agronegócio ameaça reduzir a Área de Preservação Ambiental em mais de dois terços.
Canion Guartelá, uma das áreas protegidas na Escarpa Devoniana. (Imagem: M.Scotti)
Canion Guartelá, uma das áreas protegidas na Escarpa Devoniana. (Imagem: M.Scotti)

Por Marcos Scotti – Enquanto cientistas, pesquisadores e cidadãos conscientes buscam a sustentabilidade, reciclam, plantam árvores, protegem nascentes, descaradamente políticos e governantes atropelam a qualidade de vida, depredam o meio ambiente e enterram nascentes.

No Paraná, a Assembleia Legislativa colocou em discussão o projeto de lei que pretende reduzir a já reduzida Área de Preservação Ambiental da Escarpa Devoniana, nos Campos Gerais, em mais de dois terços. “A medida vai beneficiar a produção paranaense em uma área que já está ocupada” é a desculpa para liberar ainda mais a destruição dos parcos remanescentes naturais do Estado. Sai o extrativismo sustentável, entra o agronegócio com seus agrotóxicos, mecanização e transgenia.

A Escarpa Devoniana corta o Paraná de norte a sul, abrangendo território de 12 municípios. É uma Área de Proteção Ambiental, criada em 1992, a maior do Estado, que protege nove Unidades de Conservação – cinco reservas naturais e quatro parques estaduais, entre eles Vila Velha e o Guartelá. A formação rochosa formada há 400 milhões de anos, no período devoniano, divide o primeiro e segundo planaltos paranaenses, abrigando furnas, inúmeras espécies da fauna e da flora. Entre elas o lobo-guará, ameaçado de extinção.

O projeto, elaborado pela Fundação ABC sem a participação dos técnicos do Instituto Ambiental do Paraná, vai passar por diversas comissões da AL e deve ir à consulta popular. Se passar, será mais um golpe na nossa já tão desgastada natureza. Reage Paraná.

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