Qualidade da água do Rio Doce ainda é péssima

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Quase um ano e meio depois do rompimento das barragens da Samarco, análise da água ao longo da bacia do rio é considerada péssima.
Água do rio Doce ainda apresenta elevados índices de concentração de minérios. (Imagem: ABr).
Água do rio Doce ainda apresenta elevados índices de concentração de minérios. (Imagem: ABr).

Dezesseis meses se passaram desde que a lama da Samarco inundou o rio Doce e destruiu tudo a sua volta, de Minas Gerais ao Oceano Atlântico, e a qualidade da água é péssima, totalmente imprópria para consumo e está carregada de magnésio, cobre, alumínio e manganês, muito acima do permitido pela legislação.

A conclusão é de um relatório da Fundação SOS Mata Atlântica, que percorreu, no final de 2016, 650 quilômetros do rio coletando amostras da água. O resultado das análises fazem parte da publicação “Rio Doce: o retrato da qualidade da água”.

“O mais grave desse retorno à bacia do Rio Doce foi constatar que, em primeiro lugar, a contaminação não cessou. Ainda há arrasto de sedimentos por toda a bacia”, explica Malu Ribeiro, coordenadora de Águas da ONG. Por outro lado, a presença de vegetação nativa que não foi destruída ou arrastada pela lama, tem contribuído para proteger a água. Nos trechos onde existe remanescente de Mata Atlântica, houve recuperação da qualidade da água. E são apenas três esses pontos.

O estudo aponta como essencial medidas de restauração florestal com espécies nativas para a recuperação da qualidade da água. Além disso, destaca a necessidade de serviços de saneamento básico e ambiental nos municípios da bacia para a diminuição das demais fontes de poluição registradas e que foram agravadas com a degradação provocada pelo rompimento da barragem.

O relatório alerta ainda que a população das regiões afetadas deve ficar atenta e não consumir a água diretamente do rio, não nadar e não fornecer dessa água aos animais, ainda que seja fervida antes.

(Com informações do SOS Mata Atlântica)

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