Restauração florestal traz de volta a vida em Itu

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Mais de 200 espécies de aves e até mesmo uma onça parda voltaram a habitar a Mata Atlântica no interior de São Paulo
Cabeça-seca (Mycteria americana), um tipo de cegonha que não era mais vista na região reapareceu no centro florestal da SOS Mata Atlântica. (Imagem: Marco Silva/Divulgação UFSCar).
Cabeça-seca (Mycteria americana), um tipo de cegonha que não era mais vista na região reapareceu no centro florestal da SOS Mata Atlântica. (Imagem: Marco Silva/Divulgação UFSCar).

Restaurar florestas é restaurar a vida. O Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, localizado em uma antiga fazenda de café de Itu, é prova disso.

Em cerca de oito anos de atividades de recuperação da vegetação na área, mais de 200 espécies de aves – incluindo espécies ameaçadas como a curica (Amazona amazonica) e a cabeça-seca (Mycteria americana) – reapareceram. Até mesmo uma onça parda andou explorando o local.

Além disso, a oferta de água aumentou, na área de 386 hectares onde ocorre o reflorestamento, evidenciando que a proteção e recuperação da floresta traz benefícios para as espécies e para os serviços ambientais.

A fazenda tem hoje um viveiro apto a produzir, anualmente, 750 mil mudas de 110 espécies diferentes da Mata Atlântica. O Centro, que também abriga atividades acadêmicas em parceria com universidades e ações de educação ambiental, já recebeu 32 mil visitantes e apoiou 26 projetos de pesquisa.

(Fonte: SOS Mata Atlântica)

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