Romã, uma fruta com propriedades medicinais

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Frutos Urbanos: com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, a romã também cresce nas ruas das cidades
Romã, fruto da romãzeira, plantada na rua Baltazar Carrasco dos Reis, em Curitiba. (Imagem: Ineam)
Romã, fruto da romãzeira, plantada na rua Baltazar Carrasco dos Reis, em Curitiba. (Imagem: Ineam)

Uma fruta que acompanha a história da humanidade há pelo menos quatro mil anos. Historiadores registraram restos da fruta em túmulos egípcios.

A romã (“Punica granatum”) tem sua origem no oriente médio, Ásia Menor. A romãzeira encontrou em Israel um de seus maiores produtores. É uma planta que se adapta a climas tropicais e subtropicais.

Com propriedades antiinflamatórias a romã atravessou os tempos sendo utilizada  pelas civilizações para manutenção da saúde.
Com propriedades antiinflamatórias a romã atravessou os tempos sendo utilizada pelas civilizações para manutenção da saúde.

Para os gregos, a fruta era consagrada a Deusa do amor e da beleza, Afrodite. Na tradição israelita, é uma das plantas que por ela Deus abençoou a terra santa. Para os judeus, a fruta simbolizava a esperança de que o ano novo que se iniciava seria melhor do que o que se passara. Em Roma, era um símbolo de ordem e riqueza. Na cultura libanesa, não pode faltar na mesa do Natal, e tem a simbologia de união de todos os homens e mulheres do mundo por causa de suas sementes muito juntas.

Quem trouxe a romã para o Brasil foram os portugueses e aqui gerou a romã amarela, com maior quantidade de sementes do que a tradicional romã vermelha. O sabor é o mesmo, de gosto puxando para a acidez.

Possui substâncias antioxidantes e antiinflamatórias que ajudariam no tratamento de doenças. É abundante em água, tem baixa quantidade de gorduras e pouquíssimas calorias.

A romã é rica em potássio, cálcio, ferro e fósforo, minerais como magnésio e sódio. Também possui vitamina A, tanino e vitaminas do complexo B, como a B6, e ácido pantatênico, e ainda, vitamina C, E, e é composta de carboidratos, água e proteínas.

A romã é capaz de neutralizar radicais livres, o que a torna uma arma contra o envelhecimento.

Segundo Jaqueline Louize, nutricionista, em texto postado na internet, as propriedades da romã não param por aí. Ela é capaz de abaixar a pressão arterial e também tem propriedades  antibactericidas. É excelente como tratamento de acne e rejuvenescedor da pele. Já que combate rugas e “pneuzinhos”. E tem ação anti-inflamatória, o que significa menos celulite, visto que combate a inflamação das células e melhora a circulação.

A romã é consumida in natura, em suco extraído da polpa da fruta ou na forma de chás à base da casca. Embora mais raro, também são usadas as raízes e as flores da romãzeira.

No entanto, a nutricionista alerta: é preciso cautela com riscos de intoxicação por superdosagem da romã. Nas infusões, não deve ser consumida mais do que 1/4 da casca da fruta. Sua ação é potente para atacar bactérias causadoras das infecções, mas substâncias contidas na fruta, também podem agredir a mucosa intestinal, além de causar paralisia temporária. Basta o consumo de 50 ml de suco ou uma fruta ao dia.

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