Semana da Água começa com expedição a Baia de Guanabara

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    Durante esta semana, o Rio de Janeiro realiza ações de conscientização para lembrar a importância da água para a vida no planeta
    Lixo na Baia de Guanabara compromete a pesca. (Imagem: ABr)
    Lixo na Baia de Guanabara compromete a pesca. (Imagem: ABr)

    A semana da Água começou com ações de conscientização promovidas por movimentos sociais e governo do estado em dois pontos do Rio de Janeiro: a Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas.

    A Associação de Pescadores Livres de Tubiacanga, o Movimento Baía Viva, pesquisadores e ambientalistas reuniram 140 pessoas em uma expedição com três barcos para a Ilha Seca, próxima à Ilha do Governador, onde a associação propõe a criação do Observatório Pesqueiro da Baía de Guanabara. Proposta que ainda está sob avaliação do governo federal.

    A “ocupação ecológica” contou com o plantio de mudas de plantas nativas, como pata de vaca, aroeira e ipê. Os ativistas também recolheram 30 sacos de lixo flutuante.

    “A função principal desse projeto é criar alevinos [peixes, camarões, caranguejos e mexilhões] e fazer a soltura dessas espécies para repovoar a Baía de Guanabara”, conta Alex Sandro, presidente da associação, para quem há poucos motivos para um pescador da Baía de Guanabara comemorar o Dia da Água . “Acho que comemorar o Dia da Água em uma baía totalmente poluída, [com] poucos recursos pesqueiros para que o pescador extrativista consiga viver dela, é meio hilário. Acho que a gente deveria fazer eventos como esse de conscientização e ver se o Poder Público faz alguma coisa”, argumentou.

    Membro-fundador do movimento Baía Viva, Sérgio Ricardo destaca que o projeto pretende aproximar a academia dos pescadores locais, criando uma escola de pesca e um laboratório para o monitoramento da qualidade da água e da vida marinha, além de reaproximar os pescadores da Ilha Seca, fazendo com que aproveitem o local também para o lazer. O ambientalista afirma que a baía ainda apresenta grande biodiversidade, prejudicada pela poluição.

    Segundo ele, “os peixes de maior valor nutritivo e econômico existem ainda, como dourado, robalo e outros, mas o estoque pesqueiro está reduzido por causa da poluição”. Por esse motivo, o observatório também pretende criar os alevinos. Outra demanda de Sérgio Eicardo é que o Poder Público faça um trabalho de limpeza na ilha, onde o capim alto ameaça a vegetação de Mata Atlântica, devido ao risco de incêndio.

    Na Lagoa Rodrigo de Freitas, a Secretaria Estadual do Ambiente e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveram ações de conscientização para estimular o uso consciente da água, inclusive com a distribuição de funis para incentivar a coleta de óleo de cozinha.

    A diretora de Segurança Hídrica e Qualidade Ambiental do Inea, Eliane Barbosa, disse que as ações continuarão ao longo do mês e acrescentou que a situação de abastecimento no estado melhorou em relação ao ano passado, quando o Rio viveu uma crise de escassez severa. “vamos atravessar 2016 com segurança de que teremos água. Os cálculos são favoráveis para nós”, salientou.

    (Fonte: Agência Brasil)

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