Suécia testa a primeira estrada elétrica do mundo

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    Com a missão de buscar soluções para que o transporte de carga pare de usar combustíveis fósseis, os suecos construíram uma rodovia para caminhões elétricos.
    Caminhão conectado a eHighway. (Imagem: divulgação Scania).
    Caminhão conectado a eHighway. (Imagem: divulgação Scania).

    O desafio é reduzir a contaminação produzida por caminhões de carga que, no país nórdico, representam 15% das emissões de dióxido de carbono.

    A solução é inovadora: autoestradas elétricas – as primeiras dos mundo. Nelas, os veículos pesados podem ser alimentados por uma rede elétrica graças a um sistema de distribuição de energia parecido com o utilizado nas linhas de trem da Europa, ou o utilizado pelos ônibus elétricos em São Paulo.

    O projeto, conhecido como eHighway , acaba de ser inaugurado em um trajeto de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo e utiliza veículos híbridos que contam com um mecanismo instalado no topo da boleia do caminhão, chamado de “pantógrafo inteligente”, que é acionado automaticamente quando entra neste trecho da via, se conectando às linhas de eletricidade instaladas sobre a pista.

    Diferenciais

    Diferentemente dos ônibus elétricos tipo tróleibus, os caminhões podem se desconectar da rede quando precisam trocar de pista – para ultrapassar outro veículo, por exemplo. Quando isso acontece, os caminhões voltam a utilizar o diesel.

    A velocidade máxima que o veículo faz quando conectado à rede elétrica é de 90 km/h.

    “O eHighway é duas vezes mais eficiente que os motores convencionais de combustão interna”, explica Roland Edel, engenheiro chefe do departamento de mobilidade da Siemens, a empresa alemã responsável pelo projeto. “(Nossa) inovação consiste em alimentar os caminhões com a energia que vem das linhas (elétricas).”

    Durante o tempo em que estes veículos estão se movendo com eletricidade, eles não emitem dióxido de carbono e tem uma eficiência de 80%.

    Outro diferencial está na geração de energia com as frenagens dos veículos, que acabam alimentando a rede elétrica com a energia cinética que é liberada.

    (Fonte: portal Terra)

     

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