água

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    Monitoramento divulgado pela SOS Mata Atlântica no Dia da Água revela a necessidade urgente da implantação de sistemas de saneamento nas cidades brasileiras para melhorar a qualidade da água dos rios, córregos e lagos
    Fundação SOS Mata Atlântica monitora a qualidade dos rios em 11 estados brasileiros. (Imagem: SOSMA).
    Fundação SOS Mata Atlântica monitora a qualidade dos rios em 11 estados brasileiros. (Imagem: SOSMA).

    No Dia Mundial da Água não há muito a comemorar. Apesar de todas as manifestações, projetos e boa vontade em tornar os rios, lagoas e lagos mais limpos, a qualidade da água encontrada deixa a desejar.

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      A data foi escolhida pela ONU e chama a atenção para a falta de cuidados com o bem mais precioso do planeta

      agua

      Hoje (22 de março), é o Dia Mundial da Água. A data foi sugerida na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1992, e passou a ser comemorada em 1993.

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        Durante esta semana, o Rio de Janeiro realiza ações de conscientização para lembrar a importância da água para a vida no planeta
        Lixo na Baia de Guanabara compromete a pesca. (Imagem: ABr)
        Lixo na Baia de Guanabara compromete a pesca. (Imagem: ABr)

        A semana da Água começou com ações de conscientização promovidas por movimentos sociais e governo do estado em dois pontos do Rio de Janeiro: a Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas.

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          Para lembrar a importância das áreas úmidas para o futuro do planeta, Comitê de Ramsar promove concurso fotográfico para jovens
          Mapa das áreas úmidas no Brasil. (Fonte: MMA)
          Mapa das áreas úmidas no Brasil. (Fonte: MMA)

          O Comitê Permanente da Convenção de Ramsar instituiu, em 1997, o Dia Mundial das Áreas Úmidas, a ser celebrado anualmente em 2 de fevereiro. O objetivo é estimular a realização de ações e atividades que chamem a atenção da sociedade para a importância das áreas úmidas e para a necessidade de sua preservação.

          A data foi escolhida em homenagem ao dia da adoção da Convenção, 2 de fevereiro de 1971, fato que aconteceu na cidade de Ramsar, no Irã.

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          Vários são os fatores que contribuem para que nascentes, rios e lagos sequem, e, em todos eles, a mão do homem está presente
          Imagens do lago boliviano capturadas pela ESA em 2014, 2015 e 22 de janeiro deste ano.
          Imagens do lago boliviano capturadas pela ESA em 2014, 2015 e 22 de janeiro deste ano.

          A quantidade de água que temos no planeta é sempre a mesma. Não existe fabricação de água. O que a natureza faz é reciclar a água no que chamamos de ciclo hidrológico, ou seja, o movimento contínuo da água presente nos oceanos, continentes (superfície, solo e rocha) e na atmosfera. Esse movimento é alimentado pela força da gravidade e pela energia do Sol, que provocam a evaporação das águas dos oceanos e dos continentes.

          A cada R$ 1 investido em saneamento básico, o sistema público de saúde economizaria R$ 4
          Rio urbano, fonte de proliferação de agentes transmissores de doenças. (Imagem: MS)
          Rio urbano, fonte de proliferação de agentes transmissores de doenças. (Imagem: MS)

          No Brasil, 35 milhões de pessoas não tem acesso a água tratada e 100 Milhões de brasileiros não tem acesso a coleta de esgoto. As informações são do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento.

          Ainda segundo o SNIS, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. Ou seja 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. O prejuízo chega a R$ 8 bilhões. O volume de água perdida por ano nos sistemas de distribuição das cidades daria para encher seis sistemas do porte da represa Cantareira, que abastece a cidade de São Paulo.

          Saneamento é um direito do cidadão e envolve quatro serviços básicos: coleta e tratamento da água, esgotos, resíduos e drenagem.

          No entanto, menos da metade da população brasileira tem acesso a tratamento de esgoto (48,6%). São mais de 100 milhões de brasileiros sem acesso a esse serviço. Outro dado alarmante: mais da metade das escolas brasileiras não tem acesso à coleta de esgotos e mais de 3,5 milhões de brasileiros, nas 100 maiores cidades do país, despejam esgoto irregularmente, mesmo tendo redes coletoras disponíveis. O resultado não poderia ser diferente: os rios urbanos estão mortos.

          Saneamento x saúde pública

          A falta de saneamento afeta diretamente a saúde pública. Rios poluídos fazem proliferar agentes transmissores de doenças, como mosquitos e ratos. Entre as doenças, os maiores índices registrados dizem respeito às infecções gastrintestinais, leptospirose e amebíase.

          Em 2013, segundo informações do Ministério da Saúde, foram notificadas 340 mil internações hospitalares por infecções ao custo de R$ 355,71 por paciente, na média nacional. Dessas internações, 2.135 pessoas faleceram. Segundo o Instituto Trata Brasil, uma Oscip que trabalha pela universalização do saneamento no país, a cada R$ 1 investido em saneamento básico, o sistema público de saúde economizaria R$ 4.

          Campanha da Fraternidade

          “Como estão estruturadas as nossas cidades? Quem realmente tem acesso ao saneamento básico? No ano de 2014, o sudeste do Brasil viveu uma das maiores crises hídricas já registradas na história recente do país. Quem foi responsabilizado por isso? Por que os serviços de saneamento básico, considerados como direito humano básico pela Organização das Nações Unidas, estão em disputa?”.

          As questões fazem parte da Campanha da Fraternidade 2016, instituída pela Igreja católica com o objetivo de assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e conscientizar em busca de políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro do planeta e das pessoas.

          Com o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24), o texto de apresentação da Campanha diz que “o atual modelo de desenvolvimento está ameaçando a vida e o sustento de muitas pessoas, em especial as mais pobres. É um modelo que destrói a biodiversidade”.

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          “A educação para uma nova cultura da água deve permear todas as instâncias de formação de pessoas, passando pela educação básica, nível técnico, superior e pós-graduação”

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          Cerca de 1500 professores do ensino fundamental e médio, multiplicadores atuantes em organizações civis e empresas usuárias de água, além de jovens envolvidos com o tema, vão participar do curso de capacitação Água em Curso – Multiplicadores. Ao término do curso, os alunos que concluírem as atividades receberão certificado. Para o restante do ano, estão previstas mais 4500 vagas para a capacitação.

          Mais de dois meses depois da tragédia ambiental em Mariana, empresa mostra plano de recuperação, enquanto a lama ainda escorre das barragens rompidas
          Enquanto isso, a lama continua vazando. (Imagem: Ibama)
          Enquanto isso, a lama continua vazando. (Imagem: Ibama)

          Mais de dois meses depois do pior desastre ambiental acontecido no Brasil, a mineradora Samarco apresentou ao Ibama o plano de recuperação das áreas devastadas pelo rompimento das barragens em Mariana, Minas Gerais.

          As primeiras ações da empresa, que ainda estão sendo analisadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e não convenceram. 

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          O sistema também pode ser utilizado para avaliar a possibilidade de reuso da água para outros fins
          O poluído rio Guaíra, em Curitiba.. (Imagem: M. Scotti)
          O poluído rio Guaíra, em Curitiba.. (Imagem: M. Scotti)

          Analisar a qualidade das águas de rios urbanos medindo seus níveis de poluição é a proposta da pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. No trabalho, foi criado o protótipo de um sensor capaz de medir o quão suja está a água e enviar as informações para as autoridades interessadas.

          Um projeto futurista e inusitado: arquiteto belga propõe a construção de ecovilas marinhas a partir do plástico descartado
          Maquete da Ecovila tendo como cenário o Rio de Janeiro. (Imagem: Vincent Callebaut Architectures)
          Maquete da Ecovila tendo como cenário o Rio de Janeiro. (Imagem: Vincent Callebaut Architectures)

          O que fazer com o lixo plástico que se acumula nos oceanos?

          Segundo especialistas, todos os anos são jogados no mar cerca de oito milhões de toneladas de plásticos de todas as formas que se acumulam em regiões específicas dos oceanos – a principal delas está entre o continente americano e as ilhas do Havaí, no Oceano Pacífico. O que fazer com esse lixo ainda é uma questão sem resposta para pesquisadores e ambientalistas.