aquecimento global

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Cientistas do Instituto Mamirauá em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) estão adotando uma nova estratégia para medir o impacto das mudanças climáticas na floresta de várzea da Amazônia: por meio da análise dos anéis de crescimento de três espécies de árvores.
Cientistas brasileiros analisam impactos das mudanças climáticas na Amazônia. (Imagem: Instituto Mamirauá)
Cientistas brasileiros analisam impactos das mudanças climáticas na Amazônia. (Imagem: Instituto Mamirauá)

O pesquisador Claudio Anholetto, do Instituto Mamirauá, explica que algumas árvores formam anéis de crescimento ano a ano. Os círculos, que podem ser observados em alguns troncos de árvores, carregam uma série de informações sobre as espécies. É possível decifrar a idade de uma árvore e até as condições climáticas do ambiente em cada ano de vida da espécie estudada. A partir da análise estatística realizada com a utilização de softwares, os pesquisadores conseguem interpretar parte do histórico da árvore e relacionar as informações encontradas com os eventos climáticos, já registrados por pesquisadores em várias regiões do mundo.

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A rachadura que se abriu na plataforma tem 80 quilômetros de extensão e quase 500 metros de largura. Apenas 20 quilômetros ainda prendem o iceberg à plataforma de gelo.
Evolução da fenda na plataforma de gelo. (Imagem: OC).
Evolução da fenda na plataforma de gelo. (Imagem: OC).

Um iceberg de 5.000 quilômetros quadrados, um dos maiores já registrados no globo terrestre, está para ganhar os mares na região da Península Antártica, a porção do continente gelado mais próxima da América do Sul. O iceberg é três vezes maior do que a cidade de São Paulo.

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82% dos processos ecológicos fundamentais à manutenção da vida, como a diversidade genética, já foram afetados pelo aquecimento da Terra.

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O aquecimento do planeta anda mais rápido do que os países modificam sua forma de gerar energia para suprir o consumismo que se enraizou no mundo como sinônimo de qualidade de vida.

A constatação é do Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas de 2017, apresentado na COP 22 – a conferência da ONU sobre o clima, em Marrakech. “A revolução energética necessária ainda está acontecendo muito lentamente”, diz o relatório, insuficiente para manter o aquecimento do planeta abaixo dos 2 graus Celsius, como pretendiam as nações. Dos 58 países responsáveis por 90% das emissões de CO2 cuja origem está relacionada aos combustíveis fósseis, nenhuma obteve um avanço significativo para reduzir essas emissões.

Vida comprometida

Enquanto isso, um estudo realizado por pesquisadores americanos publicado na revista Science mostra que a maioria dos seres vivos da Terra já foi afetada pelo aquecimento global. Segundo esse estudo, 82% dos processos ecológicos fundamentais à manutenção da vida, como a diversidade genética e os modelos migratórios de algumas espécies, já sofreram alterações em suas características físicas e fisiológicas.

O estudo não para por aí. Segundo os pesquisadores, essas alterações irão afetar a espécie humana, causando surtos de doenças, modificando o crescimento de alimentos e reduzindo a produtividade da pesca e, dessa forma, colocando em risco a segurança alimentar.

O estudo analisou 94 processos ecológicos e alertou que, quanto maiores as mudanças nos ecossistemas, menos provável será sua capacidade de defesa contra efeitos severos das mudanças climáticas.

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A previsão, até o final do ano, é de que sejam aplicados R$ 7,5 milhões, previstos no Orçamento Geral da União
Área congelada do Ártico. (Imagem: Nasa)
Área congelada do Ártico. (Imagem: Nasa)

A carteira de investimentos para novos projetos não reembolsáveis do Fundo Clima poderá ser reaberta em 2017. A decisão foi tomada na 19ª Reunião Ordinária do Comitê Gestor, em Brasília.

A modalidade está fechada desde 2014 devido a restrições orçamentárias. A previsão, até o final do ano, é de que sejam aplicados R$ 7,5 milhões, previstos no Orçamento Geral da União, em projetos em andamento, abrindo possibilidade de destinação do mesmo valor para o ano que vem.

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Há 11 meses consecutivos a temperatura média da Terra vem batendo recordes
Gráfico com a temperatura do planeta em setembro. (Imagem: Nasa).
Gráfico com a temperatura do planeta em setembro. (Imagem: Nasa).

Um novo recorde na temperatura do planeta. Setembro de 2016 foi o mais quente em 136 anos, segundo registros do Instituto Goddard da Nasa para Estudos Espaciais (GISS, em inglês), em Nova York (EUA), a temperatura média em setembro de 2016 foi 0,004ºC maior do que a registrada no mesmo mês em 2014, o mais quente até então. O período foi 0,91ºC mais quente que a temperatura média dos setembros entre os anos de 1951 e 1980.

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Dados divulgados pela Nasa constatam o que todos já sabiam: a temperatura em julho foi mais alta do que o normal.

verao

Aconteceu de novo. A temperatura do Planeta subiu, em média, 0,84 graus centígrados em julho. Segundo a Agência Espacial Americana, foi o julho mais quente desde o início das medições globais com termômetros, em 1880, e o mês mais quente de todos os tempos.

É relativamente pouco se comparado ao mês de maior desvio até agora, fevereiro, quando a anomalia foi de 1,32oC, mais do que o dobro dos 0,87oC vistos em fevereiro de 2015 (até então o fevereiro mais quente da série).

Acontece que os meses de julho e agosto são o auge do verão no Hemisfério Norte, onde está a maior parte das terras emersas do globo. Isso puxa para cima a temperatura média de todo o planeta nesse período, tornando julho e agosto naturalmente os meses mais quentes do ano.

Julho é o décimo mês consecutivo a bater recorde de temperatura global. Desde outubro do ano passado, cada mês tem sido o mais quente desde o início dos registros.

Segundo a Nasa, a temperatura global em 2016 vai ser recorde, de novo.

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É necessário que pelo menos 55 países, responsáveis por pelo menos 55% das emissões globais, concluam a ratificação para que o tratado entre em vigor.

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Mais de seis meses se passaram para o Brasil homologar o Acordo de Paris na Câmara dos Deputados. O texto valida, em território nacional, o pacto mundial firmado pelo Brasil e mais de 190 países no fim do ano passado, na capital francesa. O objetivo da medida é conter a mudança do clima ao estabelecer metas para limitar o aumento da temperatura.

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O mundo deve emitir cerca de 19% a mais de CO2 em 2025 e 36% a mais em 3030 em relação à meta fixada na COP-21

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Se quisermos manter o aumento da temperatura global a no máximo 2º C acima dos níveis pré-industriais, o mundo precisa fazer muito mais.

Esse o alerta feito pelo alto secretariado das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, que atualizou as informações do relatório de síntese sobre o impacto global das Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (iNDCs – na sigla inglesa).

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Segundo cientistas do Centro Nacional de Dados Sobre Neve e Gelo, apoiado pela Nasa, a calota polar do oceano Ártico atingiu sua menor extensão na história dos invernos na região
Área congelada do Ártico. (Imagem: Nasa)
Área congelada do Ártico. (Imagem: Nasa)

No dia 24 de março de 2016, a área do gelo atingiu 14,52 milhões de quilômetros quadrados, a menor extensão para o inverno desde quando os satélites passaram a monitorar as geleiras do norte do globo, em 1979. O último recorde tinha acontecido no ano passado, quando a extensão máxima do gelo ficou em 14,54 milhões de quilômetros quadrados.

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Realidade das mudanças climáticas não muda atitude de governos. Temperatura vai continuar subindo

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“As partes têm o objetivo de alcançar o pico das emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível”.

Resumidamente esse deve ser o resultado final da Conferência do Clima, numa tradução para todo mundo entender. Em que pese terem acontecido alguns avanços em relação a última conferência, esperava-se mais, dada a seriedade da questão.