aquecimento global

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O aquecimento do Planeta altera o metabolismo de plantas e animais comprometendo ecossistemas locais
No sul do Brasil, os ipês roxos floriram ainda no inverno. (Foto de arquivo)
No sul do Brasil, os ipês roxos floriram ainda no inverno. (Foto de arquivo)

As mudanças no clima estão mexendo com o relógio biológico dos seres vivos. De todos os seres vivos.

O inverno que se transformou em verão no sul do país, provocado pelo aquecimento das águas do Pacifico, fez florir ipês, cerejeiras e árvores frutíferas antes do tempo. O que normalmente acontece somente no auge da primavera, aconteceu ainda na estação mais fria do ano.

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Estudo divulgado pela agência meteorológica do Reino Unido prevê chuvas intensas nas Américas e seca na África e Ásia nos próximos anos. Culpa do El Niño e do efeito estufa

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O El Niño e a emissão de gases de efeito estufa já estão causando estragos no clima do Planeta. Em 2015, a temperatura média da superfície da Terra está 0,68 graus centigrados acima da média registrada entre 1961 e 1990. E para os próximos dois anos, vai ficar ainda mais quente.

É o que diz um estudo divulgado pela agência meteorológica do Reino Unido, a Met Office. “Sabemos que tendências naturais afetam as temperaturas globais, mas as temperaturas muito quentes deste ano indicam o impacto continuo dos gases de efeito estufa”, disse Stephen Belcher, diretor da agência.

Para Rowan Sutton, pesquisador da Universidade de Reading, até 2016 teremos os anos mais quentes da história da Terra e “Isso não é um acaso. Vemos os efeitos da energia acumulados de forma constante nos oceanos e na atmosfera e eles são causados pelos gases do efeito estufa”, disse ele.

As causas

Vem do Oceano Pacifico as maiores ameaças ao aquecimento acelerado do Planeta. A inversão da corrente do Pacifico, causada pelo aquecimento do oceano e que provoca o fenômeno conhecido como El Niño, leva chuvas onde normalmente há seca e seca onde normalmente há chuvas, empurrando as temperaturas para cima.

Esse fenômeno, segundo os cientistas, nos próximos anos vai provocar estragos a nível mundial, como secas na África do Sul, leste da Ásia e Filipinas e tempestades e chuvas torrenciais nas Américas.

(Com informações do UOL)

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Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria mostra preocupação das grandes empresas com os efeitos das mudanças climáticas sobre os negócios

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Levantamento divulgado no inicio de setembro pela Confederação Nacional da Indústria – CNI mostrou que 75% dos executivos das industrias brasileiras estão sim preocupados comj os efeitos das mudanças climáticas sobre os negócios.

O carro chefe das preocupações veio com as grandes empresas. 76% dessas empresas colocam os efeitos das mudanças climáticas como potencial perturbador dos negócios e 46,7% dos executivos dizem que a consciência de que isso esta acontecendo e fundamental para uma mudança de comportamento.

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Enquanto as populações do mundo sofrem com a falta d’água, a fome e a exclusão, empresas, empresários e economistas falam muito e pouco fazem pelo meio ambiente

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Por Marcos Scotti – Pouco importa se existe ou não efeito estufa ou se o aquecimento global é fruto do CO2 produzido pelas chaminés e pelas atividades humanas e compromete o clima. Pouco importa se a Planeta está passando por mais uma era de transformações que vai, primeiro, nos levar ao aumento dos oceanos e, depois, a uma nova era do gelo.

O fato é que o clima está mudando. E todos sentem.

A geração que nasceu nos anos 60 está vendo catástrofes naturais em lugares onde não se imaginava pudessem acontecer, com intensidade maior e em espaços de tempo cada vez menores.

É fato, não há como negar. O Planeta está passando por transformações profundas.

Natural ou não para o tempo de vida do Planeta, é fato que nós, habitantes da Terra, em número cada vez maior, estamos dando nossa contribuição para que tudo aconteça de forma mais acelerada e catastrófica.

Consumimos recursos que estavam à nossa disposição achando que não acabariam. Hoje vivemos a ameaça de ficar sem água para beber, produzir ou gerar energia; dizimamos ecossistemas essenciais ao equilíbrio da vida; reduzimos a terra a pó, imprestável para fazer germinar uma semente; eliminamos espécies essenciais à cadeia alimentar deixando a nós mesmos à mercê de novas pragas, pestes e doenças.

Enquanto buscamos justificativas e explicações para o que está acontecendo, perdemos tempo teorizando fórmulas mirabolantes que continuem satisfazendo a sede econômica de grupos dominadores que ainda querem se perpetuar no lucro.

Infelizmente, como disse o especialista em marketing Eloi Zanetti, “muito se fala e pouco se faz”.

Um texto publicado no Portal Educação diz que “o desenvolvimento da sociedade mudou a rotina de toda a humanidade em inúmeros aspectos, a revolução industrial significou uma grande reviravolta nos processos produtivos e de interação do ser humano com o ambiente… Aos poucos a consciência ambiental vai se incorporando ao pensamento coletivo da sociedade, porém esse processo ocorre de forma lenta e gradual, em especial pelo fato de concorrer diretamente com o consumismo propagado constantemente pelos meios de comunicação em massa”.

É verdade que empresas, organizações e governos ou instituições já compreenderam a necessidade de adotarem projetos que visem à sustentabilidade, não apenas para agregar valor à marca, mas principalmente para deixar um futuro melhor para as novas gerações.

No entanto, é muita teoria e pouca prática.