desenvolvimento sustentável

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O que cada um pode fazer para que o desenvolvimento e a qualidade de vida sejam sustentáveis

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Por Marcos Scotti – A quem cabe preservar a vida?

2015 mostrou o preço que será cobrado pelas atitudes “antinaturais” da raça humana. China e Itália sentiram no ar o excesso do CO2 lançado no ar pelo desenvolvimento a qualquer preço. No Ocidente, os efeitos de apenas 0,7ºC a mais na temperatura do planeta fortaleceram o El Niño e, na forma de chuvas e tempestades, deixaram milhares fora de casa. No hemisfério norte, o “Natal da neve” registrou temperaturas acima dos 10ºC, em média.

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Experiências e ações nas áreas como água, uso da terra e agricultura, energia, resíduos sólidos, urbanismo e mobilidade urbana, segurança e mudanças climáticas foram apresentadas no Rio de Janeiro

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Um mês antes da COP de Paris, em que líderes do mundo todo vão se reunir para discutir um novo acordo na área do clima, a União Europeia, o Planetário do Rio de Janeiro e o WWF-Brasil mostram que é possível viver de uma forma diferente, trazendo experiências e ações nas áreas como água, uso da terra e agricultura, energia, resíduos sólidos, urbanismo e mobilidade urbana, segurança e mudanças Climáticas.

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Vancouver quer se tornar a cidade mais verde do mundo até 2020
Pavimentação com o "asfalto de plástico" em bairro de Vancouver. Apesar de mais caro, durabilidade é maior. (Imagem: divulgação)
Pavimentação com o “asfalto de plástico” em bairro de Vancouver. Apesar de mais caro, durabilidade é maior. (Imagem: divulgação)

Sem muito alarde, sem oba-oba, mas pensando, sim, em qualidade de vida, os canadenses vão construindo cidades sustentáveis com medidas surpreendentes de tão lógicas. Vancouver é um exemplo.

Vancouver quer tornar-se a cidade mais verde do mundo até 2020.

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Projeto realizado em Reserva Extrativista vai dar sustentabilidade à exploração de caranguejos com a eliminação da figura do atravessador
Catador de caranguejo no sul da Bahia. (Imagem: ICMBio)
Catador de caranguejo no sul da Bahia. (Imagem: ICMBio)

O Projeto Cassuruçá, realizado pela Reserva Extrativista (Resex) de Cassurubá, no litoral sul da Bahia, está inovando. O projeto, que tem como base os princípios do comércio justo e solidário, que será lançado em dezembro, vai eliminar o atravessador na comercialização de caranguejo-uça e levar renda e sustentabilidade às comunidades que vivem da atividade.

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Enquanto as populações do mundo sofrem com a falta d’água, a fome e a exclusão, empresas, empresários e economistas falam muito e pouco fazem pelo meio ambiente

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Por Marcos Scotti – Pouco importa se existe ou não efeito estufa ou se o aquecimento global é fruto do CO2 produzido pelas chaminés e pelas atividades humanas e compromete o clima. Pouco importa se a Planeta está passando por mais uma era de transformações que vai, primeiro, nos levar ao aumento dos oceanos e, depois, a uma nova era do gelo.

O fato é que o clima está mudando. E todos sentem.

A geração que nasceu nos anos 60 está vendo catástrofes naturais em lugares onde não se imaginava pudessem acontecer, com intensidade maior e em espaços de tempo cada vez menores.

É fato, não há como negar. O Planeta está passando por transformações profundas.

Natural ou não para o tempo de vida do Planeta, é fato que nós, habitantes da Terra, em número cada vez maior, estamos dando nossa contribuição para que tudo aconteça de forma mais acelerada e catastrófica.

Consumimos recursos que estavam à nossa disposição achando que não acabariam. Hoje vivemos a ameaça de ficar sem água para beber, produzir ou gerar energia; dizimamos ecossistemas essenciais ao equilíbrio da vida; reduzimos a terra a pó, imprestável para fazer germinar uma semente; eliminamos espécies essenciais à cadeia alimentar deixando a nós mesmos à mercê de novas pragas, pestes e doenças.

Enquanto buscamos justificativas e explicações para o que está acontecendo, perdemos tempo teorizando fórmulas mirabolantes que continuem satisfazendo a sede econômica de grupos dominadores que ainda querem se perpetuar no lucro.

Infelizmente, como disse o especialista em marketing Eloi Zanetti, “muito se fala e pouco se faz”.

Um texto publicado no Portal Educação diz que “o desenvolvimento da sociedade mudou a rotina de toda a humanidade em inúmeros aspectos, a revolução industrial significou uma grande reviravolta nos processos produtivos e de interação do ser humano com o ambiente… Aos poucos a consciência ambiental vai se incorporando ao pensamento coletivo da sociedade, porém esse processo ocorre de forma lenta e gradual, em especial pelo fato de concorrer diretamente com o consumismo propagado constantemente pelos meios de comunicação em massa”.

É verdade que empresas, organizações e governos ou instituições já compreenderam a necessidade de adotarem projetos que visem à sustentabilidade, não apenas para agregar valor à marca, mas principalmente para deixar um futuro melhor para as novas gerações.

No entanto, é muita teoria e pouca prática.

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A cidade sustentável nasceu na Província de Kanagawa, depois que o Japão foi duramente atingido pelo terremoto e tsunami de 2011
Na Província de Kanagawa, a cidade foi construída com tecnologia limpa.
Na Província de Kanagawa, a cidade foi construída com tecnologia limpa.

Em dezembro de 2014, uma das áreas devastadas pelo terremoto e tsunami no Japão ganhou uma nova paisagem. Na Província de Kanagawa, em uma área de 180 mil metros quadrados, foi construída uma cidade sustentável, fruto do projeto da Fujisawa Sustainable Smart Town. Antes do desastre, o local era uma fábrica de televisores, ventiladores e geladeiras da Panasonic.

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UrbanTec Brasil é um evento internacional sobre as melhores estratégias de planejamento, gerenciamento e modelos de financiamento para um desenvolvimento urbano sustentável e inteligente
O exemplo que vem do Japão. Uma cidade sustentável construída depois do tsunami.
O exemplo que vem do Japão. Uma cidade sustentável construída depois do tsunami.

Globalmente, mais pessoas habitam áreas urbanas do que áreas rurais. Até 2050, a previsão é que 66% da população mundial viva em cidades. Hoje, as regiões mais urbanizadas incluem América do Norte, Europa, América Latina e Caribe. No entanto, espera-se que todas as regiões tornem-se cada vez mais urbanizadas ao longo das próximas décadas. As cidades e as regiões metropolitanas em todo o mundo estão enfrentando grandes e similares desafios nas áreas de mobilidade, infraestrutura, águas residuais, gestão de lixo, habitação e energia.

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Da filtragem de gás carbônico (CO2) da atmosfera à produção de matérias-primas para a alimentação. O que o Planeta leva um ano para produzir, nós consumimos em cada vez menos tempo
Floresta Ombrófila, espécies da Mata Atlântica. (Imagem: Ibama)
Floresta Ombrófila, espécies da Mata Atlântica. (Imagem: Ibama)

Pesquisa realizada pelo Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa que mede a pegada ecológica do homem no Planeta, mostrou que a população da Terra esgotou, no início desse mês de agosto, todos os recursos produzidos pela natureza no período de um ano – portanto de forma sustentável. Até o fim 2015, teremos consumido 1,6 planeta Terra.

A diferença entre a capacidade de regeneração do planeta e o consumo humano gera um saldo ecológico negativo que vem se acumulando desde a década de 80, também estimulado pelo crescimento populacional – já somos 7 bilhões de habitantes no mundo e até o final do século, seremos 11 bilhões.

Vinte anos atrás, o “Dia da Sobrecarga da Terra” acontecia em 10 de Outubro. Mas em 1975, era 28 de Novembro. Hoje, é 13 de agosto.

Até 2030, segundo a organização, estaremos antecipando o “Dia da Sobrecarga” para junho.

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O desenvolvimento sustentável compreende três aspectos básicos: ecológico, econômico e social.

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Para ser sustentável é preciso que haja equilíbrio entre esses três aspectos. Do ponto de vista ecológico, é preciso se pensar na manutenção dos ecossistemas. Sob o aspecto econômico, é preciso se pensar na obtenção de renda e gerar desenvolvimento sem comprometer os ecossistemas. Por fim, é preciso se pensar na evolução dos valores culturais e sociais.

Confira algumas dicas que podem leva-lo ao desenvolvimento sustentável:

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“Anualmente, desaparecem milhares de espécies vegetais e animais, que já não poderemos conhecer, que os nossos filhos não poderão ver, perdidas para sempre”, diz a carta “Louvado Sejas”, escrita pelo Papa.

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A encíclica divulgada pelo Vaticano expõe o modelo de desenvolvimento praticado no mundo como insustentável e chama a humanidade à uma mobilização por um mundo socialmente justo e ambientalmente equilibrado.

“Tudo está conectado”, diz a primeira encíclica escrita por Francisco. O ser humano não está dissociado da Terra ou da natureza, eles são partes de um mesmo todo. Portanto, destruir a natureza equivale a destruir o homem. E destruir o homem, para os católicos, é pecado. Da mesma forma, não é possível falar em proteção ambiental sem que esta envolva também a proteção ao ser humano, em especial os mais pobres e vulneráveis. Segundo o Papa, isso é “ecologia integral”.