ecoturismo

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Os dados são do Centro de Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, em São Paulo, concentração de cavernas e infraestrutura para quem quer conhecer o mundo subterrâneo. (Imagem: divulgação).

As cavernas catalogadas pelo Centro de Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), passaram de 4,4 mil, em 2004, para 16,4 mil, em 2017.

Os estados com maior número são Minas Gerais (6,4 mil), Pará (2,6 mil), Bahia (1,3 mil) e Rio Grande do Norte (958).

Os dados são do Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (Canie), lançado em 2004 por meio da Resolução nº 347 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Insumos para gestão

O Canie, administrado pelo Cecav, armazena e disponibiliza dados essenciais para a gestão do patrimônio espeleológico brasileiro com informações sobre área protegida, atividade antrópica (do homem), hidrologia, microbiologia, paleoclima, vestígios arqueológicos, paleontológicos e histórico-culturais.

“O objetivo é facilitar cada vez mais o acesso à informação, tornando a interface mais amigável, e aumentar o nível e a quantidade dos dados inseridos”, afirma o coordenador do Cecav, Jocy Brandão.

Das 16,4 mil cavernas catalogadas no Canie, 5,4 mil (33%) estão dentro de unidades de conservação (UCs) municipais, estaduais e federais. Dessas, 60% são UCs federais, geridas pelo ICMBio. “É uma das principais preocupações do Instituto que as cavernas estejam protegidas nas unidades de conservação e que as medidas de proteção sejam praticadas”, enfatiza Brandão.

Sobre esses desafios, Brandão ressalta a importância de formular e implantar planos de manejo espeleológicos. “Por meio desses planos, o gestor da unidade pode planejar as formas de uso das cavernas e definir as estruturas necessárias”, destaca.

Um dos destaques de gestão espeleológica é o Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, com grutas consideradas entre as mais bonitas e importantes do mundo. Outra unidade de conservação que protege significativo patrimônio espeleológico é o Parque Nacional do Ubajara, no Ceará.

Mais recentemente, o ICMBio criou os parques nacionais da Furna Feia, no Rio Grande do Norte, e da Serra da Gandarela, em Minas Gerais, para também reforçar a conservação do patrimônio espeleológico brasileiro.

(Fonte: ICMBio)

Apresentado na Assembleia Legislativa, o projeto que defende a ampliação do agronegócio ameaça reduzir a Área de Preservação Ambiental em mais de dois terços.
Canion Guartelá, uma das áreas protegidas na Escarpa Devoniana. (Imagem: M.Scotti)
Canion Guartelá, uma das áreas protegidas na Escarpa Devoniana. (Imagem: M.Scotti)

Por Marcos Scotti – Enquanto cientistas, pesquisadores e cidadãos conscientes buscam a sustentabilidade, reciclam, plantam árvores, protegem nascentes, descaradamente políticos e governantes atropelam a qualidade de vida, depredam o meio ambiente e enterram nascentes.

No Paraná, a Assembleia Legislativa colocou em discussão o projeto de lei que pretende reduzir a já reduzida Área de Preservação Ambiental da Escarpa Devoniana, nos Campos Gerais, em mais de dois terços. “A medida vai beneficiar a produção paranaense em uma área que já está ocupada” é a desculpa para liberar ainda mais a destruição dos parcos remanescentes naturais do Estado. Sai o extrativismo sustentável, entra o agronegócio com seus agrotóxicos, mecanização e transgenia.

A Escarpa Devoniana corta o Paraná de norte a sul, abrangendo território de 12 municípios. É uma Área de Proteção Ambiental, criada em 1992, a maior do Estado, que protege nove Unidades de Conservação – cinco reservas naturais e quatro parques estaduais, entre eles Vila Velha e o Guartelá. A formação rochosa formada há 400 milhões de anos, no período devoniano, divide o primeiro e segundo planaltos paranaenses, abrigando furnas, inúmeras espécies da fauna e da flora. Entre elas o lobo-guará, ameaçado de extinção.

O projeto, elaborado pela Fundação ABC sem a participação dos técnicos do Instituto Ambiental do Paraná, vai passar por diversas comissões da AL e deve ir à consulta popular. Se passar, será mais um golpe na nossa já tão desgastada natureza. Reage Paraná.

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Atualmente, existem no mundo 120 geoparques distribuídos em 32 países. A China detém, sozinha, 33 deles. Já no Brasil, há apenas um: o Geoparque Araripe (Araripe Geopark), localizado no Ceará. Fernando de Noronha poderá ser o próximo.
Fernando de Noronha: desenvolvimento sustentado pode tornar o arquipélago em Geoparque. (Imagem: AB).
Fernando de Noronha: desenvolvimento sustentado pode tornar o arquipélago em Geoparque. (Imagem: AB).

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, unidade de conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Pernambuco, é conhecido mundialmente por abrigar belezas naturais singulares. A Baía do Sancho, por exemplo, já foi indicada em diversas publicações como a melhor praia do planeta para se visitar.

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Curso vai formar técnicos especializados na gestão de áreas protegidas para reduzir impactos do ecoturismo.
Pedalar pelo parque é vivenciar a história de uma região que já foi mar. (Imagem: divulgação/Terral)
Pedalar pelo parque é vivenciar a história de uma região que já foi mar. (Imagem: divulgação/Terral)

Ficam abertas até 15 de março as inscrições para o processo seletivo da segunda turma do curso de Mestrado em Ecoturismo com foco em áreas protegidas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. O mestrado, lançado no ano passado, é o primeiro do país com foco em Unidades de Conservação.

Segundo o edital, são 12 vagas e o processo seletivo exigirá dos candidatos a apresentação de um pré-projeto e a realização de provas de proficiência em línguas estrangeiras, de conhecimentos específicos (provas escrita e oral) e uma prova de currículo. Multidisciplinar, o curso está aberto para candidatos que tenham concluído a graduação em qualquer área.

Segundo a professora Laura Sinay, coordenadora do curso de Mestrado em Ecoturismo, do Departamento de Ciências do Ambiente da Universidade, o curso vem suprir uma carência que há muito vem acontecendo no setor, que é a formação de técnicos especializados que trabalham em áreas protegidas.

As inscrições podem ser feitas no site da Unirio. Acesse o edital no endereço http://www.unirio.br/ccbs/ecoturismo/edital-processo-seletivo-2017.

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“Muita gente estava inscrevendo parentes para guardar vagas para os turistas. Isso estava acontecendo de forma muito ostensiva e estava contribuindo para a falta de vagas para quem queria fazer a visitação”, diz analista do ICMBio.
Parque Nacional de Fernando de Noronha. (Imagem: divulgação).
Parque Nacional de Fernando de Noronha. (Imagem: divulgação).

A visitação ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) tem novas regras. Os interessados em agendar visita à Praia da Atalaia, Abreus, Pontinha/Caieira e a Ilha São José só podem marcar o passeio com um prazo de antecedência máximo de cinco dias.

Tese de doutorado mostra que o turismo em unidades de conservação contribui com o PIB e traz benefícios para a natureza e comunidades.

 

Pico Paraná, o ponto mais alto do estado, com 1.877,39 metros. (Imagem: Fazenda Pico Paraná).
Pico Paraná, o ponto mais alto do estado, com 1.877,39 metros. (Imagem: Fazenda Pico Paraná).

O turismo em unidades de conservação (UCs) movimenta aproximadamente R$ 4 bilhões por ano, gera 43 mil empregos e agrega R$ 1,5 bilhão ao Produto Interno Bruto (PIB). As informações são da tese

de doutorado em Ecologia de Thiago Beraldo, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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A ideia é tornar os parques rentáveis e sustentáveis, transformando-os instrumentos para tornar a conservação ambiental uma prioridade nacional.
Canionismo no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Ion David/ICMBio/divulgação).
Canionismo no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Ion David/ICMBio/divulgação).

Serviços de cobrança de ingressos, transporte de turistas, restaurantes, lojas de souvenirs e atividades esportivas na natureza dentro dos parques nacionais serão terceirizados. A intenção é que essa terceirização, realizada através do Ministério do Meio Ambiente, comece a funcionar ainda em 2016 nos parques nacionais de Brasília (DF), Chapada dos Veadeiros (GO) e Pau-Brasil (BA).

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A caminho das águas quentes de Abrolhos, na Bahia, as baleias chegam ao litoral até o final de novembro deste ano,  período de reprodução da espécie.
As jubartes. (Imagem: ICMBio/divulgação).
As jubartes. (Imagem: ICMBio/divulgação).

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a chegada das baleias é um espetáculo único, que exige muitos cuidados por parte dos seus observadores. Os emalhes em equipamentos de pesca e o aumento atípico do número de encalhes preocupa os pesquisadores.

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As águas de São Lourenço, em Minas Gerais, são procuradas por milhares de turistas que buscam uma vida saudável.
Pilares de São Lourenço Processo de desobstrução e energização através  de três processos em granito: 1 – Captar a energia do cosmo e direcioná-la para o interior da terra (Parque II) 2 – Captar a energia do interior da terra e direcioná-la para o cosmo (Fonte Oriente) 3 – Canalizar as duas energias para manter o equilíbrio da região (Monjolo) (Imagem: M.Scotti).
Pilares de São Lourenço
Processo de desobstrução e energização através de três processos em granito:
1 – Captar a energia do cosmo e direcioná-la para o interior da terra (Parque II)
2 – Captar a energia do interior da terra e direcioná-la para o cosmo (Fonte Oriente)
3 – Canalizar as duas energias para manter o equilíbrio da região (Monjolo)
(Imagem: M.Scotti).

 

Por Marcos Scotti – Há lugares no Brasil onde vida saudável é sinônimo de gente feliz. São Lourenço, a 393 quilômetros de Belo Horizonte, em Minas Gerais, é um destes lugares.

É difícil resumir o que é esta cidade mineira que faz parte do Circuito das Águas, mas, ao abrir a varanda de uma pousada no alto da colina ou a janela de casa no entardecer e ver uma paisagem de montes, montanhas, matas ainda preservadas e uma cidade esparramada entre o que sobrou da mata atlântica mineira, se começa a entender um pouco mais do que é viver com paz e tranquilidade, do jeito mineiro de ser.

Sossegado, quieto, hospitaleiro, de bem com a vida e com a natureza. É contagiante. Em pouco tempo você acaba se sentindo mineiro também.

Quem vai a São Lourenço encontra uma cidade que cresceu em torno de fontes hidrominerais, que deram sustentabilidade econômica ao município e o fizeram destino do turismo saudável.

A cidade das águas é particularmente procurada pela terceira idade, às centenas, em função das propriedades terapêuticas das fontes que brotam na região. E não são poucas. O Parque das Águas – cartão de visitas da cidade -, projetado, construído e administrado por uma empresa do ramo alimentício, por força de um compromisso assumido entre a empresa e a população e administração pública, quando a companhia comprou a marca de água envasada “São Lourenço” e se instalou na cidade, recebe diariamente centenas de pessoas em busca de saúde.

Águas sulfurosas, alcalinas, ferruginosas, cada qual indicada para um determinado fim (veja lista das indicações), além dos banhos e massagens terapêuticos que, ali mesmo no parque podem ser desfrutados, fazem de São Lourenço um paraíso.

Principal pólo comercial do circuito (são dez as cidades mineiras que fazem parte do Circuito das Águas, onde está a maior concentração de águas minerais do Planeta), São Lourenço tem o segundo maior parque hoteleiro do estado.

Do jeito mineiro
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Os saguis andam soltos no Parque das Águas, em São Lourenço. (Imagem: M.Scotti).

Mas a cidade não tem só água e excelentes pousadas e hotéis para se hospedar. A incomparável comida mineira, passeios a cavalo nas fazendas, a boa prosa, trilhas ecológicas e até vôo de balão, fazem dessa cidade um lugar para se voltar sempre.

No trem, puxado por uma locomotiva de 1928, um passeio que leva o visitante a uma viagem que serpenteia entre a Mata Atlântica e o Rio Verde, o principal curso d’água da região.

São Lourenço, entre os montes de Minas. (Imagem: M.Scotti)
São Lourenço, entre os montes de Minas. (Imagem: M.Scotti)

É bem verdade que turista aqui, quando próximo aos pontos mais visitados da cidade, esbarra com um prestativo “charreteiro”, o que, aliás, é um dos charmes de São Lourenço. É de lei: passear de charrete pela cidade é como relembrar os tempos passados. De charrete se é conduzido aos principais pontos turísticos da cidade – a antiga estação de trem, o teleférico, a cidade dos doces, onde foram gravadas locações da novela “Chocolate com Pimenta” e as principais ruas, ainda calçadas com nostálgicos paralelepípedos.

Para que finalidade é usada a água
  • Águas Carbonatadas: Indicadas na dispepsia, gastrites, úlceras gastroduodenais, hepatites, diabetes e moléstias da nutrição.
  • Águas Cabogasosas: Apropriadas no combate a moléstias dos rins, do fígado, cálculo renal e vesicular além de serem diuréticas.
  • Águas Bicarbonatadas Mistas: Podem tratar moléstias gastrointestinais,
    hepatite, dispepsia e mólestias renais.
  • Águas Iodadas: Indicadas nas arteriosclerose, reumatismo, insuficiência tireoidiana, bócio e mólestias do fígado e do rins.
  • Águas Sulfurosas: Apropriadas para as moléstias alérgicas, eczemas, artrites e reumatismo
  • Águas Ferruginosas: Podem tratar anemias ferroprivas e estimular o metabolismo.
  • Águas Cloretadas: Indicadas nas moléstias gastrointestinais, gastrites, pancreatites, hepatites e moléstias renais.
  • Águas Bicarbonatadas Cloretadas: Apropriada para tratar moléstias gastrointestinais, gastrites, pancreatites, hepatites e moléstias renais.
  • Àguas Bicarbonatadas Cloro-sulfatadas: Podem tratar moléstias do aparelho digestivo, de nutrição, artritismo e eczemas por conterem bicarbonato, cloretos e sulfatos alcalinos.
  • Águas Sufurosas Bicarbonatadas: Indicadas para moléstias de pele, nas afecções reumáticas de fundo alérgico e atua como estimulante das funções gastrointestinais.
  • Águas Sulfurosas-bicarbonatadas e Sulfatadas: Indicadas no combate ao artritismo, gastrite e moléstias de pele, por serem bastante alcalinas.
  • Águas Sulfurosas-bicarbonatadas e Cloro-sulfatadas: Podem tratar pacientes com reumatismo crônico, dispepsias, afecções hepáticas e atuar como estimulante do metabolismo.
  • Águas Ferruginosas-bicarbonatadas: Indicadas no tratamento de anemias ferroprivas.

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A observação das baleias de maneira embarcada foi suspensa em virtude do excesso de embarcações e operadoras não regulamentadas que ofereciam o serviço. No entanto, o ICMBio está cadastrando barcos para esse fim.
Observação de baleias em Santa Catarina. (Imagem: ICMBio).
Observação de baleias em Santa Catarina. (Imagem: ICMBio).

Começou a temporada das baleias na região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no litoral de Santa Catarina. Vários animais já foram vistos na unidade de conservação. A observação de baleias pode ser feita por terra.