ecoturismo

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade. O objetivo é reconhecer as práticas ecologicamente corretas na atividade turística. O prazo vai até 1º de setembro.

 

Pedra Furada, esculpida pela natureza na Serra da Capivara. (Imagem: divulgação Terral)

Quem quiser se inscrever vai precisar apresentar propostas que tornem a atividade turística mais responsável, preocupada com os aspectos sociais, econômicos e ambientais. Desde 2012, o prêmio, que mobiliza instituições em todo o País, já reuniu mais de 200 iniciativas, sendo 56 delas premiadas.

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O parque, que já dispõe de trilha suspensa no Mirante dos Golfinhos e cadeira flutuante na praia do Sueste, pretende ampliar a visitação de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

 

Pessoas com dificuldade de locomoção terão uma nova opção de passeio em Noronha. (Imagem: ICMBio)

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, localizado no litoral de Pernambuco, inaugura nesta quinta-feira (6) obra de conclusão da trilha suspensa que dá acesso ao Mirante Dois Irmãos. A inauguração ocorre no dia em que o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) completa dois anos.

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Os dados são do Centro de Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, em São Paulo, concentração de cavernas e infraestrutura para quem quer conhecer o mundo subterrâneo. (Imagem: divulgação).

As cavernas catalogadas pelo Centro de Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), passaram de 4,4 mil, em 2004, para 16,4 mil, em 2017.

Os estados com maior número são Minas Gerais (6,4 mil), Pará (2,6 mil), Bahia (1,3 mil) e Rio Grande do Norte (958).

Os dados são do Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (Canie), lançado em 2004 por meio da Resolução nº 347 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Insumos para gestão

O Canie, administrado pelo Cecav, armazena e disponibiliza dados essenciais para a gestão do patrimônio espeleológico brasileiro com informações sobre área protegida, atividade antrópica (do homem), hidrologia, microbiologia, paleoclima, vestígios arqueológicos, paleontológicos e histórico-culturais.

“O objetivo é facilitar cada vez mais o acesso à informação, tornando a interface mais amigável, e aumentar o nível e a quantidade dos dados inseridos”, afirma o coordenador do Cecav, Jocy Brandão.

Das 16,4 mil cavernas catalogadas no Canie, 5,4 mil (33%) estão dentro de unidades de conservação (UCs) municipais, estaduais e federais. Dessas, 60% são UCs federais, geridas pelo ICMBio. “É uma das principais preocupações do Instituto que as cavernas estejam protegidas nas unidades de conservação e que as medidas de proteção sejam praticadas”, enfatiza Brandão.

Sobre esses desafios, Brandão ressalta a importância de formular e implantar planos de manejo espeleológicos. “Por meio desses planos, o gestor da unidade pode planejar as formas de uso das cavernas e definir as estruturas necessárias”, destaca.

Um dos destaques de gestão espeleológica é o Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, com grutas consideradas entre as mais bonitas e importantes do mundo. Outra unidade de conservação que protege significativo patrimônio espeleológico é o Parque Nacional do Ubajara, no Ceará.

Mais recentemente, o ICMBio criou os parques nacionais da Furna Feia, no Rio Grande do Norte, e da Serra da Gandarela, em Minas Gerais, para também reforçar a conservação do patrimônio espeleológico brasileiro.

(Fonte: ICMBio)

Apresentado na Assembleia Legislativa, o projeto que defende a ampliação do agronegócio ameaça reduzir a Área de Preservação Ambiental em mais de dois terços.
Canion Guartelá, uma das áreas protegidas na Escarpa Devoniana. (Imagem: M.Scotti)
Canion Guartelá, uma das áreas protegidas na Escarpa Devoniana. (Imagem: M.Scotti)

Por Marcos Scotti – Enquanto cientistas, pesquisadores e cidadãos conscientes buscam a sustentabilidade, reciclam, plantam árvores, protegem nascentes, descaradamente políticos e governantes atropelam a qualidade de vida, depredam o meio ambiente e enterram nascentes.

No Paraná, a Assembleia Legislativa colocou em discussão o projeto de lei que pretende reduzir a já reduzida Área de Preservação Ambiental da Escarpa Devoniana, nos Campos Gerais, em mais de dois terços. “A medida vai beneficiar a produção paranaense em uma área que já está ocupada” é a desculpa para liberar ainda mais a destruição dos parcos remanescentes naturais do Estado. Sai o extrativismo sustentável, entra o agronegócio com seus agrotóxicos, mecanização e transgenia.

A Escarpa Devoniana corta o Paraná de norte a sul, abrangendo território de 12 municípios. É uma Área de Proteção Ambiental, criada em 1992, a maior do Estado, que protege nove Unidades de Conservação – cinco reservas naturais e quatro parques estaduais, entre eles Vila Velha e o Guartelá. A formação rochosa formada há 400 milhões de anos, no período devoniano, divide o primeiro e segundo planaltos paranaenses, abrigando furnas, inúmeras espécies da fauna e da flora. Entre elas o lobo-guará, ameaçado de extinção.

O projeto, elaborado pela Fundação ABC sem a participação dos técnicos do Instituto Ambiental do Paraná, vai passar por diversas comissões da AL e deve ir à consulta popular. Se passar, será mais um golpe na nossa já tão desgastada natureza. Reage Paraná.

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Atualmente, existem no mundo 120 geoparques distribuídos em 32 países. A China detém, sozinha, 33 deles. Já no Brasil, há apenas um: o Geoparque Araripe (Araripe Geopark), localizado no Ceará. Fernando de Noronha poderá ser o próximo.
Fernando de Noronha: desenvolvimento sustentado pode tornar o arquipélago em Geoparque. (Imagem: AB).
Fernando de Noronha: desenvolvimento sustentado pode tornar o arquipélago em Geoparque. (Imagem: AB).

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, unidade de conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Pernambuco, é conhecido mundialmente por abrigar belezas naturais singulares. A Baía do Sancho, por exemplo, já foi indicada em diversas publicações como a melhor praia do planeta para se visitar.

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Curso vai formar técnicos especializados na gestão de áreas protegidas para reduzir impactos do ecoturismo.
Pedalar pelo parque é vivenciar a história de uma região que já foi mar. (Imagem: divulgação/Terral)
Pedalar pelo parque é vivenciar a história de uma região que já foi mar. (Imagem: divulgação/Terral)

Ficam abertas até 15 de março as inscrições para o processo seletivo da segunda turma do curso de Mestrado em Ecoturismo com foco em áreas protegidas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. O mestrado, lançado no ano passado, é o primeiro do país com foco em Unidades de Conservação.

Segundo o edital, são 12 vagas e o processo seletivo exigirá dos candidatos a apresentação de um pré-projeto e a realização de provas de proficiência em línguas estrangeiras, de conhecimentos específicos (provas escrita e oral) e uma prova de currículo. Multidisciplinar, o curso está aberto para candidatos que tenham concluído a graduação em qualquer área.

Segundo a professora Laura Sinay, coordenadora do curso de Mestrado em Ecoturismo, do Departamento de Ciências do Ambiente da Universidade, o curso vem suprir uma carência que há muito vem acontecendo no setor, que é a formação de técnicos especializados que trabalham em áreas protegidas.

As inscrições podem ser feitas no site da Unirio. Acesse o edital no endereço http://www.unirio.br/ccbs/ecoturismo/edital-processo-seletivo-2017.

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“Muita gente estava inscrevendo parentes para guardar vagas para os turistas. Isso estava acontecendo de forma muito ostensiva e estava contribuindo para a falta de vagas para quem queria fazer a visitação”, diz analista do ICMBio.
Parque Nacional de Fernando de Noronha. (Imagem: divulgação).
Parque Nacional de Fernando de Noronha. (Imagem: divulgação).

A visitação ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) tem novas regras. Os interessados em agendar visita à Praia da Atalaia, Abreus, Pontinha/Caieira e a Ilha São José só podem marcar o passeio com um prazo de antecedência máximo de cinco dias.

Tese de doutorado mostra que o turismo em unidades de conservação contribui com o PIB e traz benefícios para a natureza e comunidades.

 

Pico Paraná, o ponto mais alto do estado, com 1.877,39 metros. (Imagem: Fazenda Pico Paraná).
Pico Paraná, o ponto mais alto do estado, com 1.877,39 metros. (Imagem: Fazenda Pico Paraná).

O turismo em unidades de conservação (UCs) movimenta aproximadamente R$ 4 bilhões por ano, gera 43 mil empregos e agrega R$ 1,5 bilhão ao Produto Interno Bruto (PIB). As informações são da tese

de doutorado em Ecologia de Thiago Beraldo, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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A ideia é tornar os parques rentáveis e sustentáveis, transformando-os instrumentos para tornar a conservação ambiental uma prioridade nacional.
Canionismo no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Ion David/ICMBio/divulgação).
Canionismo no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Ion David/ICMBio/divulgação).

Serviços de cobrança de ingressos, transporte de turistas, restaurantes, lojas de souvenirs e atividades esportivas na natureza dentro dos parques nacionais serão terceirizados. A intenção é que essa terceirização, realizada através do Ministério do Meio Ambiente, comece a funcionar ainda em 2016 nos parques nacionais de Brasília (DF), Chapada dos Veadeiros (GO) e Pau-Brasil (BA).

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A caminho das águas quentes de Abrolhos, na Bahia, as baleias chegam ao litoral até o final de novembro deste ano,  período de reprodução da espécie.
As jubartes. (Imagem: ICMBio/divulgação).
As jubartes. (Imagem: ICMBio/divulgação).

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a chegada das baleias é um espetáculo único, que exige muitos cuidados por parte dos seus observadores. Os emalhes em equipamentos de pesca e o aumento atípico do número de encalhes preocupa os pesquisadores.