Educação Ambiental

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A educação para o desenvolvimento sustentável permite a todo ser humano adquirir conhecimento, habilidades, atitudes e valores necessários para formar um futuro sustentável.

 

Imagem: UNESCO/Nelson Muchagata
Imagem: UNESCO/Nelson Muchagata

A Assembléia Geral das Nações Unidas a proclamou a Década Internacional da Educação para o Desenvolvimento Sustentável para o período 2005-2014. A proposta foi aprovada em dezembro de 2002, durante sua 57ª Sessão. A UNESCO estabeleceu padrões de qualidade para a educação voltada para o desenvolvimento sustentável. Seu principal objetivo é o de integrar os princípios, os valores e as práticas do desenvolvimento sustentável a todos os aspectos da educação e da aprendizagem. Mas, o que mudou na última década?

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Hoje não é mais possível uma pessoa saber de tudo um pouco. No máximo sabemos um pouco de quase nada, mas uma aprendizagem torna-se fundamental, a aprendizagem do sentido da vida.

 sustentabilidade

Por Berenice Gehlen Adams – Eu aprendo, tu aprendes, nós aprendemos e mudamos o mundo. É assim, aprendendo cada vez mais, que nós, humanos, mudamos o ambiente em que vivemos.Transformamos pedra, madeira, areia, em objetos; plantas e animais em alimentos, graças ao fogo e aos processos tecnológicos; e é assim que transformamos o mato em terra árida, os rios em esgotos, o céu azul em cinza, e seguimos modificando o mundo. Alguns cientistas equiparam essa transformação aos efeitos devastadores de meteoritos que atingiram a Terra, antigamente.

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É fundamental envolver a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com um desenvolvimento mais sustentável. E isso passa pela educação.
Governantes das nações do mundo reunidos na conferência da ONU.
Governantes das nações do mundo reunidos na conferência da ONU.

A Rio+20, a Conferências das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, em 2012, reuniu representantes do mundo todo, no Brasil, para discutir soluções para problemas como a emissão de gases poluentes, o desmatamento, a carência de água potável e o descarte de lixo.

Ambientalistas militantes alertaram que seria fundamental envolver a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com um desenvolvimento mais sustentável. Indicaram também como fundamental, a inclusão no sistema de ensino dos temas discutidos, para que a cultura adquirisse base para, no futuro, encontrar qualidade de vida.

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Não seria mais racional, em vez de se pensar unicamente em como tratar o lixo, pensar-se em como reduzir a sua produção?

 

Por Deise Keller Cavalcante – A solução para o destino do lixo ainda consiste em conduzi-lo para longe, preferencialmente para locais afastados das áreas habitadas. São os vazadouros a céu aberto, mais conhecidos como lixões, situados na periferia dos grandes centros ou nas vias de acesso aos municípios das zonas rurais. Tal alternativa indica a pouca importância, até então dada, do ponto de vista sanitário e ambiental, à questão do lixo das cidades. Reflete o conceito de que ao lixo não é atribuído valor algum. Expressão disso seria o fato dele nunca ter recebido outra conotação além daquela de inutilidade. Nesse sentido, concebê-lo como algo que encerrasse a promessa de recriação e renascimento consistiria em mera abstração.

Diante dessas dificuldades, é o momento de se pensar em novas formas de gestão dos resíduos sólidos, dessa vez direcionadas para processos de recuperação e reciclagem dos materiais. Solução, sem dúvida, inteligente, por considerar, em primeiro lugar, a finitude das matérias-primas existentes em nosso planeta e, em segundo, o fato de ser “muito mais econômico fabricar uma garrafa nova com os cacos de uma garrafa quebrada, ou uma lata de refrigerante através da refundição do alumínio já beneficiado”.

No entanto, a esse respeito, é importante destacar a imagem de que se revestiu a reciclagem do lixo em diferentes meios. Vista como panacéia para todos os problemas relacionados à preservação ambiental e transmitindo uma sensação de atualidade, a reciclagem passa a ser a opção preferida daqueles que buscam aparentar uma forma “politicamente correta” de agir. Decorre daí que, até bem pouco tempo, qualquer programa de reorganização do sistema de limpeza de uma cidade, ou proposta de educação ambiental que não levasse em conta o incentivo à reciclagem – ou como se convencionou chamar, à “coleta seletiva” – estaria condenado a fracassar.

Mas experiências acumuladas em diferentes partes do mundo não levaram muito tempo para sugerir que as vantagens da reciclagem do lixo fossem relativizadas, uma vez que sua adoção estava necessariamente condicionada por um conjunto de aspectos, tais como o incentivo ao consumo, dentre outros.

Talvez fosse o caso de se perguntar se não seria mais racional, em vez de se pensar unicamente em como tratar o lixo, pensar-se em como reduzir a sua produção. Por conseguinte, a partir desse raciocínio, delineia-se hoje um novo discurso sobre o lixo que privilegia menos o elo final da cadeia – o destino dado ao lixo – e mais a redução do volume de resíduos no início do processo produtivo. Assim, seja por demagogia, seja pelo gradativo aumento das preocupações com o ambiente, não há quem, hoje, não expresse uma preocupação crescente com os lixões e seus efeitos indesejáveis sobre o ambiente – os riscos de contaminação do solo, do ar e da água e o impacto sobre a saúde pública.

A consequência principal de todo esse processo é a necessidade de incidir sobre aqueles que produzem, sejam as pessoas em suas residências, as instituições públicas, as empresas, as fábricas, os hospitais, estimulando a criação de uma nova cultura do lixo.

A educação se constitui uma importante ferramenta nesse sentido. Por meio dela, torna-se possível reconstruir uma ideia do lixo mais compatível com a nova tendência mundial, pelo menos em discurso, de atuar sobre a produção do lixo. Para tanto, torna-se necessário que cada um comece com uma reflexão sobre a produção de lixo em sua casa; fique atento ao desperdício tão comum em nossa cultura e desenvolva a capacidade de julgar as razões pelas quais determinados métodos de tratamento do lixo são escolhidos em detrimento de outro. Ou seja, a Educação é essencial nesta evolução.

Deise Keller Cavalcante é coordenadora de Educação Ambiental
da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

 

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O repasse de informações gera um sistema dinâmico e abrangente, levando ao desenvolvimento sustentável

No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos.

A população está cada vez mais envolvida com as novas tecnologias e com cenários urbanos perdendo desta maneira, a relação natural que tinham com a terra e suas culturas. Os cenários, tipo shopping center, passam a ser normais na vida dos jovens e os valores relacionados com a natureza não tem mais pontos de referência na atual sociedade moderna.

A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.

O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais.

Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.

Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.

Prática da Educação Ambiental

Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta.

A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.

(Fonte: Unesco/Ambiente Brasil) 

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    Projeto inclui peça de teatro e oficinas de educação ambiental
    O encontro das águas dos rios Amazonas e Negro. (Foto: divulgação)
    O encontro das águas dos rios Amazonas e Negro. (Foto: divulgação)

    Um projeto para ensinar crianças e adolescentes a economizarem água.

    Alunos das escolas públicas de Manaus, no Amazonas, estão aprendendo, através do projeto “Circuito Viva Rio Negro”, atitudes sustentáveis sobre o uso consciente da água.

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    O fundamental, segundo os especialistas, é dar ao aluno condições que lhe permitam ter atitudes voltadas à preservação dos recursos naturais

    escolasustentavel

    Buscar o desenvolvimento sustentável é praticar ações que não desrespeitem o planeta em que vivemos e ao mesmo tempo permitam satisfazer as necessidades humanas.

    O físico Fritjof Capra já dizia que a vida é uma teia, uma grande rede onde tudo se entrelaça. A permacultura, termo criado em 1970, diz que o homem deve se integrar permanentemente à dinâmica da natureza, retirando dela o que precisa e devolvendo a ela o que é necessário para que continue viva.

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    EA na Escola vai contribuir com a formação de uma nova cultura socioambiental no país

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    Está no ar um novo canal que vai contribuir com a formação da consciência ambiental no país. Trata-se do EA na Escola, um programa para gerar conteúdo e transmitir informação ao cidadão, professores e acadêmicos que buscam qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

    Criado pelo Instituto Nacional de Educação Ambiental, o EA na Escola está disponível no portal ineam.com.br. A ideia é fomentar discussões, orientar e transmitir conhecimento e práticas que possam contribuir com a formação de uma consciência socioambiental capaz de mudar atitudes e contribuir com a evolução da cultura do cidadão brasileiro. O portal serve ainda de plataforma para projetos, programas e idéias que envolvam teorias e práticas relacionadas à questão ambiental.

    O programa de estréia traz uma aula sobre a Araucária angustifolia, uma entrevista esclarecedora com o professor Flavio Zanette, pesquisador da UFPR que há 30 anos estuda o pinheiro do Paraná.

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    Iniciativa de secretarias de turismo estimula o aprendizado de crianças  por meio da visita a pontos turísticos da cidade
    Praia Mole, Florianópolis. (Imagem Secretaria de Turismo SC)
    Praia Mole, Florianópolis. (Imagem Secretaria de Turismo SC)

    Conhecer para preservar.

    Não faz sentido teorizar o conhecimento sem o acesso à prática. Isso serve para qualquer atividade, qualquer “fórmula” para mudar o mundo, a vida pessoal ou preservar o planeta.

    “É preciso conhecer para preservar”, escrevi há muito tempo em artigo no jornal Gazeta do Povo, em Curitiba, onde mantinha uma página semanal, “Trilha na Mata” – hoje um blog -, no caderno de Turismo.

    Sem conhecimento, sem vivência, a teoria se perde.

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    recicleSegundo a Lei nº 9795/1999, Art 1º, que trata da Política Nacional de Educação Ambiental, “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.

    Em outras palavras, educação ambiental é todo o processo empregado para preservar o patrimônio ambiental e criar modelos de desenvolvimento, com soluções limpas e sustentáveis.