IAP

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Espécie ameaçada de extinção, a araucária foi liberada para corte pelo Instituto Ambiental do Paraná
(Imagem: Sema PR)
(Imagem: Sema PR)

É no mínimo contraditório. A araucária, árvore símbolo do Paraná, que fazia parte da paisagem natural em todo o estado e foi reduzida a menos de 1% de todas as árvores que estavam em pé, quer pelo seu valor econômico ou para abrir caminho para o agronegócio, e foi alvo de campanhas pela sua preservação, volta à lista das espécies ameaçadas de extinção.

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Segundo o IAP, a medida garante mais autonomia às cidades, que passam a deliberar sobre os licenciamentos ambientais para empreendimentos de impacto local
(Imagem: Observatório Florestal)
(Imagem: Observatório Florestal)

No Paraná, municípios com plano diretor, legislação ambiental municipal, conselho e fundo municipal de meio ambiente, além de manterem uma equipe de profissionais que atuem na área ambiental para trabalhar de acordo com as demandas de cada município, podem gerenciar a expedição de licenças ambientais em seus limites. No Paraná, são 19 municípios que atendem as exigências.

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A portaria tem como objetivo específico regulamentar em âmbito estadual a criação amadora de passeriformes (pássaros) da fauna nativa
(Imagem: Ibama)
(Imagem: Ibama)

Apreciadores de aves das mais diversas cores e cantos podem regulamentar a criação de seus animais no Paraná. Com a portaria do IAP nº 174/2015, o estado é um dos primeiros do país a estabelecer normas, critérios e procedimentos próprios para a gestão da criação amadorista de pássaros da fauna nativa.

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O Salto São João, em Prudentópolis, no Paraná, vai ganhar trilha, mirante e centro de visitantes
Salto São João. (Foto Arnaldo Alves/ANPr)
Salto São João. (Foto Arnaldo Alves/ANPr)

Turismo sustentável. Um ótimo caminho para o desenvolvimento de municípios e empresas voltadas ao turismo na natureza.

É essa estrada que algumas cidades e empreendedores estão trilhando na busca do desenvolvimento sustentável.

No Paraná, por exemplo, a “Terra das Cachoeiras Gigantes”, Prudentópolis, vai investir em infraestrutura para que os moradores locais e turistas que buscam o convívio com a natureza possam conhecer e explorar as belezas naturais do lugar, sem comprometer o meio ambiente e com segurança.

O Governo do Estado vai licitar a infraestrutura de uso público para aproximar a população do Monumento Natural Salto São João, queda d’água de 84 metros em meio à mata. A área onde serão feitas as obras da Unidade de Conservação foi repassada ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

A Prefeitura de Prudentópolis desapropriou dez alqueires na região onde serão implantados centro de visitantes, estacionamento, mirante e trilha. O projeto do IAP está pronto e o investimento previsto é de cerca de R$ 2 milhões.

Atualmente, a única forma de acessar o Salto São João é pelas propriedades particulares do entorno. “Com o apoio do município, o Salto São João será um cartão-postal para o ecoturismo paranaense e irá ajudar a alavancar outros atrativos naturais e culturais, que são abundantes no município”, disse o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski, que esteve em Prudentópolis para visitar Unidades de Conservação e assinar o termo de recebimento da área.

O São João

O Salto São João fica a 12 quilômetros do Centro de Prudentópolis, em uma área de 15 alqueires que impressiona pela beleza cênica. No meio de uma floresta de araucárias bem preservada, surge uma cachoeira com grande volume de água, que cai de 84 metros de altura e segue pelo rio São João.

Prudentópolis é conhecida como terra das cachoeiras gigantes. No município há mais de cem quedas com alturas que variam de 80 a quase 200 metros.

(Com informações da ANPr)

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O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aplica novamente a técnica de manejo com fogo controlado no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa
Fogo controla espécies invasoras no Parque Estadual de Vila Velha, no Paraná. (Foto: IAP)
Fogo controla espécies invasoras no Parque Estadual de Vila Velha, no Paraná. (Foto: IAP)

A técnica de manejo com fogo controlado é utilizada há um ano no Parque Vila Velha e já apresenta grandes resultados para recuperação da biodiversidade local. “Da maneira como aplicamos a técnica, garantimos maior controle das áreas onde necessita desse trabalho, sem alterar outros pontos do parque que possuem a vegetação típica de campos”, explica o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

A área queimada, em dois dias, foi de pouco mais de 100 hectares, próximos a espaço de uso público do parque. O procedimento é acompanhado por bombeiros, estudiosos e policiais ambientais.

“Em locais onde já aplicamos o manejo com fogo controlado é possível perceber a presença de espécies de fauna e flora típicas de campos que não eram, ou nunca foram registradas anteriormente”, afirma Mossato. Essa técnica de manejo tem o objetivo de restaurar o ecossistema para que ele se aproxime o máximo possível das condições ambientais naturais da época de criação da Unidade de Conservação, há 60 anos. O Parque de Vila Velha é um dos primeiros do país a praticar o manejo com fogo controlado, sem ser de maneira experimental.

CHUVA E REPRODUÇÃO – O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos, explica que o instituto faz o manejo nessa época porque é um período de pouca chuva, em que o fogo se propaga com maior facilidade, e também porque que antecede o período de reprodução da fauna local. “Assim, o processo ocorre da maneira mais natural possível”, disse ele.

O fogo atua na sucessão ecológica, promovendo alterações na composição florística e dos nutrientes do solo. “Observamos que após a aplicação do fogo o ambiente se restabelece, dando oportunidade de sobrevivência e reprodução dos animais típicos dos campos”, informou a gerente do Parque Estadual de Vila Velha, Ângela Dalcomune. “O uso do fogo controlado favorece o aumento da riqueza e da diversidade de espécies, faz com que algumas espécies vegetais dominantes sejam eliminadas e abre espaço para espécies típicas dos campos naturais.”

RESULTADOS – Na primeira área onde foi aplicado o manejo com fogo controlado existiam árvores de grande porte que dificultavam o desenvolvimento de espécies herbáceas nativas e, consequentemente, a descaracterizavam o ecossistema. Também era afetada a circulação de animais. Agora é possível observar a presença de alguns animais que não eram vistos no local.

“Conseguimos observar que a partir do momento em que a flora se regenera algumas espécies de animais que frequentam a vegetação de campos são percebidas, principalmente de avifauna, como a perdiz e alguns veados”, explicou a professora da Universidade Positivo, Leila Terezinha Maranho. A professora conduz pesquisas sobre manejo com fogo controlado no Parque de Vila Velha desde 2009, com apoio do Museu Botânico Municipal de Curitiba e com o apoio e acompanhamento do IAP.

(Fonte: IAP)

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Os visitantes do Parque Estadual Pico Paraná, entre os municípios de Antonina e Campina Grande do Sul, no Litoral do Estado, ganharam acesso livre às trilhas
Pico Paraná. (Imagem IAP)
Pico Paraná. (Imagem IAP)

O Parque, que fica no topo das montanhas da Serra do Mar paranaense, o pico mais alto do estado, ganhou uma área de passagem que foi desapropriada pela Prefeitura de Campina Grande do Sul e que deve ser repassada em regime de comodato ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), órgão responsável pela Unidade de Conservação.

Antes da desapropriação, visitantes e montanhistas tinham que caminhar por áreas particulares e o acesso era cobrado por fazendeiros da região. Com a desapropriação, criou-se um novo caminho para chegar ao parque onde não há porteiras.

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Nos últimos quatro anos os viveiros do Instituto Ambiental do Paraná produziram 11 milhões de mudas
Viveiro do IAP em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. (Foto: IAP)
Viveiro do IAP em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. (Foto: IAP)

Recompor as matas e florestas nativas, depois de décadas de destruição, não é tarefa tão simples na maioria dos estados brasileiros. O maior problema está justamente na coleta de sementes e na produção das mudas nativas.
No Paraná, essa questão vem sendo resolvida pelo Instituto Ambiental do Paraná através de 20 viveiros florestais e dois laboratórios de produção de sementes.
Nos últimos quatro anos o IAP produziu 11 milhões de mudas nativas, incluindo aí cerca de 100 espécies ameaçadas de extinção, que reflorestaram uma área de 10 mil hectares em todo o estado.

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Instituto Ambiental do Paraná colhe pinhão para produzir muda e repovoar a araucária no Estado
araucária em extinção
Espécie está próxima da extinção. Ação tenta reverter este quadro.

É tempo de coletar sementes da araucária e de preparar as mudas que ajudarão a garantir o futuro da espécie

O Instituto Ambiental do Paraná vai transformar mais de uma tonelada de pinhão em 110 mil mudas de araucárias que serão posteriormente distribuídas gratuitamente à população.

 Parte dos pinhões que viram mudas nas mãos dos viveiristas do IAP vem da coleta própria, e o restante é adquirido de produtores. São colhidos apenas pinhões de pinhas com características de maturação, quando começa a ocorrer naturalmente a liberação da semente.

As sementes estão sendo colhidas em Curitiba, Francisco Beltrão, Irati, Guarapuava, Pitanga, Ponta Grossa, Pato Branco, Cascavel e União da Vitória. Nestes lugares, o IAP mantém 10 dos 20 viveiros onde são produzidas e entregues as mudas de araucária para os interessados.

 Para virar muda de qualidade, após coleta do pinhão, as sementes são enviadas para o laboratório para serem beneficiadas, analisadas a pureza e germinação. Só depois são distribuídas para produção nos viveiros.

Como adquirir mudas nativas dos viveiros do iap

 Qualquer pessoa interessada no plantio de árvores nativas ou produtores rurais que queiram recuperar as áreas degradadas e alteradas de suas propriedades ou áreas de preservação permanente, reserva legal, unidades de conservação e outras, podem solicitar mudas junto aos viveiros do IAP.

 Basta entrar no site do IAP (www.iap.pr.gov.br) e clicar no ícone “Requerimento de Mudas Nativas”, ou diretamente no site www.sga.pr.gov.br e fazer o cadastramento.

 Após preencher e enviar os dados, os requerimentos passam pela analise do IAP, e após aprovado o pedido o requerente receberá um e-mail informando o viveiro que irá atendê-lo.

 O solicitante deve imprimir duas guias do requerimento e levar até o viveiro para retirar as mudas e, claro, plantar.