incêndio florestal

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Profissionais serão distribuídos em 52 brigadas, localizadas em 17 estados e no Distrito Federal, onde protegerão áreas federais, unidades de conservação, terras indígenas, projetos de assentamento e áreas quilombolas em todo o País

Em 2014, as queimadas, acidentais ou criminosas, destruíram 8.500 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. (Imagem: divulgação/ICMBio).O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) prevê contratar, temporariamente, até setembro, 886 brigadistas florestais – 666 atuarão no combate a incêndios florestais, 138 serão chefes de esquadrão, 56 assumirão a chefia de brigadas, 23 terão a função de gerentes do fogo estaduais e três serão gerentes federais.

As contratações ocorrem nos estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, de Goiás, do Maranhão, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, do Pará, do Piauí, do Rio de Janeiro, de Rondônia, de Tocantins e do Distrito Federal.

Além desses temporários, o órgão conta com servidores do corpo técnico do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e os bombeiros para controle dos incêndios.

Contratação

Para a contratação dos temporários, o Ministério do Meio Ambiente precisa decretar situação de emergência no início do ano para determinados períodos e regiões. “Há um estudo com histórico de focos de calor com dados cruzados com a área de vegetação nativa para determinar quantidade de brigadistas e de áreas”, explica o chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Gabriel Zacarias.

Para tornar a ação mais eficiente, os brigadistas são contratados da própria cidade, local onde vivem. “São pessoas que conhecem a região, os motivos dos incêndios florestais, os caminhos e a própria população. Com isso, as atividades de educação são facilitadas. Isso traz uma empatia maior de ajuda às brigadas”, conta.

 Zacarias alerta ainda que combater as queimadas gera gasto de dinheiro público que deveria ser investido em outras áreas, como em educação e em saúde. “Pedimos aos proprietários de terra e produtores que façam uso consciente do fogo, que diminuam o uso quando não tiver segurança e evitem os horários críticos, entre 10h e 16h. É preciso que a comunidade faça a sua parte.”

(Fonte: Ibama)

Em 2016, 834 profissionais foram selecionados pela pasta e atuaram no combate a 1.350 incêndios em todo o País.
Em 2014, as queimadas, acidentais ou criminosas, destruíram 8.500 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. (Imagem: divulgação/ICMBio).
Em 2014, as queimadas, acidentais ou criminosas, destruíram 8.500 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. (Imagem: divulgação/ICMBio).

Os profissionais escalados para essa função precisam ter bom condicionamento físico, já que o trabalho de controle das chamas envolve riscos. “O brigadista geralmente é uma pessoa habituada ao trabalho no campo, porque o combate é feito com enxada, com pá, foice, facão, abafador, pessoas que já estão acostumadas com a lida do campo”, explicou o chefe do PrevFogo, Gabriel Zacharias.

Para selecionar os candidatos e treinar os mais aptos à função, o PrevFogo realiza concursos em 18 Estados. O cargo de brigadista exige apenas alfabetização e o salário é de R$ 880.

(Fonte: Agência Brasil)

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A estatística é do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – Prevfogo. A maioria dos incêndios é criminosa.
Fogo na mata
Fogo na mata

Em 2016, segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe, houve um aumento de 65% nos focos de queimadas e incêndios florestais em relação ao mesmo período do ano passado. Até o dia 5 de agosto, foram registrados mais de 53 mil focos.

“Mais de 90% dos incêndios têm ação humana”, avalia o chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – Prevfogo, Gabriel Zacharias.

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Estudo desenvolvido por pesquisadores americanos diz que incêndios serão mais frequentes e devastadores caso as temperaturas continuem a subir
Incêndio florestal nos EUA: cada vez mais frequente e intenso.
Incêndio florestal nos EUA: cada vez mais frequente e intenso.

A história dos incêndios nas Montanhas Rochosas dos Estados Unidos, um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS, na sigla em inglês), levanta uma preocupação real com relação aos incêndios florestais no Planeta: o aquecimento global vai fazer com que estes incêndios aconteçam cada vez mais em maior numero. .

Os investigadores examinaram os depósitos de carvão em 12 lagos no norte do Colorado e encontraram evidências de que “incêndios florestais queimaram grandes porções daquela área durante um pico de temperaturas na América do Norte a partir de cerca de 1.000 anos atrás”, mostrou o estudo.

O aquecimento que durou cerca de 300 anos é conhecido como Período Quente Medieval (MWP, na sigla em inglês). As temperaturas aumentaram até 0,5 graus Celsius.

Nos lagos do Colorado, “a frequência de incêndios foi 260% maior do que durante os últimos 420 anos”, disse o estudo.

Atualmente, o aumento médio da temperatura na região das Montanhas Rochosas desde o ano 2000 tem sido cerca de 0,625 graus Celsius mais alto do que durante o século XX, segundo a pesquisa.

Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo sugerem uma ligação entre o aquecimento do clima e o aumento da frequência de incêndios violentos. Quanto aos incêndios florestais, é possível que se tornem mais frequentes e devastadores caso as temperaturas continuem a subir.

“O que a nossa pesquisa mostra é que mesmo as tendências de aquecimento regionais, como as que estamos vivendo, podem fazer com que áreas enormes nas Montanhas sejam afetadas por incêndios florestais”, disse o autor do estudo, John Calder, doutorando da University of Washington.

A maioria dos cientistas concorda que o atual aquecimento global é desencadeado pela industrialização moderna e a queima de combustíveis fósseis que prende o calor na atmosfera.