mobilidade urbana

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Uma cidade que constrói rodovias e ruas terá mais carros circulando. Se forem ciclovias, serão mais bicicletas.
Margens do rio Sena, em Paris, foram transformadas em local de lazer para a população.
Margens do rio Sena, em Paris, foram transformadas em local de lazer para a população.

Em 15 anos, a capital francesa reduziu em 28% o número de carros que circulam pelas ruas e cerca de um milhão de pessoas utilizam diariamente o transporte público. Paris mudou graças às políticas públicas adotadas pela administração municipal e a campanhas de conscientização e incentivo ao uso de meios alternativos de transporte, entre eles a bicicleta.

Com isso, o ar de Paris também mudou.

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A ideia é desafogar o trânsito e melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos que moram na capital paulista.
Ciclovia em São Paulo. (Imagem: Agência Brasil).
Ciclovia em São Paulo. (Imagem: Agência Brasil).

A partir do dia 1º de janeiro de 2017, quem usar a bicicleta como meio de transporte na cidade de São Paulo poderá trocar suas pedaladas por créditos.

O programa Bike SP nasce do Projeto de Lei 147/2016, aprovado recentemente pelo Executivo municipal. O crédito será pago através do Bilhete Modalidade (uma expansão do Bilhete Único), utilizado na cidade no transporte público.

O foco é desafogar o sistema de transporte público, hoje totalmente saturado, e diminuir o número de carros nas ruas, melhorando a mobilidade urbana. A estimativa é de que pelo menos 20% dos moradores da cidade abracem essa ideia.

O projeto funcionará de maneira objetiva: cada viagem de bicicleta valerá R$ 1,91 – valor que a prefeitura deixará de pagar às empresas de São Paulo por usuário – e o crédito poderá ser usado no Bilhete Único mensal, em serviços, para o pagamento de serviços públicos ou até para a compra de uma bicicleta nova. As maiores informações sobre como o monitoramento será realizado serão apresentadas em até 90 dias.

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Para fugir dos congestionamentos, contribuir com a redução da emissão de CO2 e ter melhor qualidade de vida, ande de bicicleta

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O Paraná termina o ano de 2015 com a criação do Conselho Paranaense de Ciclomobilidade – Conciclo, criado para discutir e encaminhar políticas que contribuam para o uso cada vez maior da bicicleta como meio de locomoção nas cidades do estado.

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Dos planos que chegaram ao Ministério das Cidades, a maioria deixa a desejar

congestionamento

Priorizar modos de transporte não motorizados e coletivos sobre o transporte individual motorizado, buscar a integração dos modos e serviços de transporte urbano e reduzir impactos ambientais e socioeconômicos nos deslocamentos. Já os municípios de regiões metropolitanas devem desenvolver os sistemas de forma integrada entre si.

Isso é o que diz a lei que criou a Política Nacional de Mobilidade Urbana, lei 12.587, aprovada em 2012. A lei também diz que até abril de 2015 todos os municípios brasileiros deveriam estar com seus planos de mobilidade prontos e em ritmo de implantação.

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    Em exposição itinerante no país biarticulado da BYD antecipa o futuro da mobilidade urbana
    O K11 BYD, 100% elétrico, em Curitiba. (Imagem: M. Scotti)
    O K11 BYD, 100% elétrico, em Curitiba. (Imagem: M. Scotti)

    Um ônibus 100% elétrico é a alternativa ambientalmente correta para o transporte nas cidades. O veiculo, em exposição hoje em Curitiba, promete revolucionar o transporte coletivo reduzindo a zero as emissões de gases de efeito estufa.

    Batizado de K11 BYD (Beyond Your Dreams), o ônibus elétrico já é produzido em série. A tecnologia é chinesa. A montagem dos componentes é feita na China e nos EUA. O que está na capital paranaense veio dos Estados Unidos.

    As baterias que equipam o veiculo são feitas de fosfato de ferro, que possuem maior capacidade de armazenar energia elétrica e podem ser recarregadas mais rapidamente que as baterias de lítio (utilizadas em celulares, por exemplo). A vantagem para o meio ambiente, segundo Douglas Wittmann, pesquisador do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo – USP, está na menor emissão de poluentes, menor consumo de energia, maior conforto a bordo e menor prejuízo à saúde humana. “Em termos de poluentes, tem-se a redução de emissão de poluição química, com os gases tóxicos oriundos do processo de combustão dos motores diesel, um verdadeiro ‘coquetel’ causador de problemas respiratórios, e a emissão de dióxidos de carbono e outros gases considerados causadores do aumento do efeito estufa”. A vida útil das baterias de fosfato de ferro é de 30 anos.

    Os ônibus articulados (18,6 metros) tem autonomia de 250 km e carregamentos total das baterias feito em duas horas.

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    Segundo o Tribunal de Contas, é preciso retirar a taxa de risco da adoção do ônibus híbrido para uma tarifa menor. Eficiência dos veículos foi comprovada
    O hibribus, em Curitiba. (Imagem divulgaçao)
    O hibribus, em Curitiba. (Imagem divulgaçao)

    Se depender do Tribunal de Contas do Estado do Parana a tarifa do transporte publico na capital so pode ser reduzida se a experiência com os veículos de combustível hibrido que vem sendo realizada em Curitiba desde 2012 seja interrompida e os 30 ônibus sejam retirados de circulação.

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    Cadê o Plano de Mobilidade Urbana? O seu município já tem?
    Estacionamento para bicicletas em Amsterdam, cidade considerada exemplo em mobilidade. (Banco de imagens)
    Estacionamento para bicicletas em Amsterdam, cidade considerada exemplo em mobilidade. (Banco de imagens)

    O setor de transportes é o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do Brasil. Grande parte dessas emissões (49%) decorre do uso diário e em larga escala do carro e de outros meios individuais motorizados. Esses gases causam o aumento da temperatura global, levando a eventos climáticos extremos e à intensificação dos desastres naturais.

    Uma mobilidade baseada no uso de meios de deslocamento não motorizados e coletivos é essencial para reduzir a utilização diária do automóvel e, consequentemente, as emissões do setor.