mudanças climáticas

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Cientistas do Instituto Mamirauá em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) estão adotando uma nova estratégia para medir o impacto das mudanças climáticas na floresta de várzea da Amazônia: por meio da análise dos anéis de crescimento de três espécies de árvores.
Cientistas brasileiros analisam impactos das mudanças climáticas na Amazônia. (Imagem: Instituto Mamirauá)
Cientistas brasileiros analisam impactos das mudanças climáticas na Amazônia. (Imagem: Instituto Mamirauá)

O pesquisador Claudio Anholetto, do Instituto Mamirauá, explica que algumas árvores formam anéis de crescimento ano a ano. Os círculos, que podem ser observados em alguns troncos de árvores, carregam uma série de informações sobre as espécies. É possível decifrar a idade de uma árvore e até as condições climáticas do ambiente em cada ano de vida da espécie estudada. A partir da análise estatística realizada com a utilização de softwares, os pesquisadores conseguem interpretar parte do histórico da árvore e relacionar as informações encontradas com os eventos climáticos, já registrados por pesquisadores em várias regiões do mundo.

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As sugestões enviadas até 15 de março serão encaminhadas ao Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.
(Imagem: M.Scotti)
(Imagem: M.Scotti)

O compromisso de implantar ações e medidas que apoiem o cumprimento das metas estabelecidas no Acordo de Paris para frear em 2º o aquecimento do planeta no Brasil já está com o documento-base pronto e à disposição dos cidadãos para análise e sugestões.

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Diversificação das variedades plantadas, utilização do plantio direto, correção nutricional do solo e controle natural de pragas e doenças podem minimizar efeitos.
Plantio de soja no centro-oeste brasileiro. (Imagem: Embrapa).
Plantio de soja no centro-oeste brasileiro. (Imagem: Embrapa).

Pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Esalq, da USP, em Piracicaba, avaliou empiricamente, e sob um enfoque econômico, o impacto potencial das variáveis climáticas (em termos anuais) no valor da produção agrícola agregado dos principais estados produtores do País.

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“Há hoje em curso uma série de medidas que representam grande revés à estas agendas (ambientais). Caso efetivadas, significariam enorme perda de oportunidade ao país e prejuízos à população em geral”, diz carta entregue ao ministro do Meio Ambiente.
Mata Atlântica. (Foto: SOS Mata Atlântica)
Mata Atlântica. (Foto: SOS Mata Atlântica)

Licenciamento ambiental, mudanças climáticas, áreas protegidas e direitos indígenas, desmatamento e Lei de Acesso à Biodiversidade. Essas as preocupações de Organizações Não Governamentais e da agenda ambiental brasileira.

Ao Ministério do Meio Ambiente, as entidades SOS Mata Atlântica, Greenpeace, WWF, IPAM – Instituto de Pesquisas da Amazônia, ISA – Instituto Socioambiental e ICV – Instituto Centro de Vida, levaram, neste mês de junho/16, uma carta pedindo que não haja retrocessos nas decisões já tomadas nas esferas política e governamental.

As ONGs solicitaram que o MMA assuma a coordenação dos debates em torno das alterações propostas sobre o licenciamento e que fortaleça a área técnica do Ibama e demais órgãos de análise de licenciamento ambiental.

A respeito do desmatamento, foi pedida a elaboração, em conjunto com os Estados, de um pacote de medidas visando a redução e combate ao desmatamento, a retomada da publicação mensal dos dados de desmatamento e reabertura do acesso aos dados técnicos. As organizações também desejam maior diálogo com a sociedade civil e a reabertura das câmaras técnicas.

Leia a carta

O país passa por uma difícil situação econômica, ao mesmo tempo em que vivemos um importante momento para o enfrentamento da crise ambiental global.  A conferência do clima da ONU, realizada em Paris, demonstrou a proximidade entre estas pautas, ao evidenciar a relação entre clima, economia global e desigualdades sociais. No Brasil, estas agendas estão ainda mais conectadas.

Nossas florestas e demais ecossistemas são essenciais não apenas para a preservação da biodiversidade e para as populações que nelas vivem, mas também por desempenharem papel importante na nossa economia ao garantirem a manutenção da regulação climática do país, fator fundamental para a continuidade da atividade agropecuária e para o abastecimento hídrico da maioria da população. No setor de energia, as fontes verdadeiramente limpas e renováveis, como Eólica, Solar e Biomassa, devem ser promovidas não somente para garantir segurança na geração de energia, mas também pelas oportunidades de ganhos econômicos e pelo potencial de geração de empregos.

Porém, há hoje em curso uma série de medidas que representam grande revés à estas agendas. Caso efetivadas, significariam enorme perda de oportunidade ao país e prejuízos à população em geral. Em decorrência disto, as entidades que assinam esta nota apresentam alguns temas que consideram de grande relevância e urgência de atuação.

Tais apontamentos não têm a ambição de representar o conjunto das demandas e necessidades existentes na área socioambiental, mas tentam agrupar agendas prioritárias que entendemos constituir foco de ação imediata deste Ministério.

1 – Licenciamento
  • Coordenação, pelo Ministério do Meio Ambiente, dos debates em torno das alterações propostas no tema licenciamento ambiental.
  • Reordenar a discussão transcorrida sobre o tema no CONAMA.
  • Considerar o conteúdo do parecer do Dep Tripoli, na comissão de meio ambiente da Câmara, como texto base para a discussão do tema.
  • Incluir, como ponto fundamental no debate de licenciamento, a reestruturação do aparato estatal de licenciamento em todas as esferas da administração pública.
  • Posicionamento contrário a aprovação dos PL’s 654, PEC 65 e das proposições de revisão das resoluções CONAMA 1/86 e 237/97.
  • Fortalecimento da área técnica do IBAMA e demais órgãos de análise de licenciamento ambiental.
  • Manutenção da suspensão do licenciamento da UHE do Tapajós.
2 – Mudanças Climáticas
  • Imediata ratificação da Conferência Paris.
  • Revisão da INDC apresentada pelo Brasil na Conferência de Paris, para uma meta absoluta de emissões menor do que 1Gton.
  • Revisão imediata da meta de desmatamento apontada no INDC, assumindo em seu lugar o conceito de desmatamento zero.
3 – Áreas protegidas e Direitos Indígenas
  • Manutenção dos decretos de reconhecimento de territórios indígenas e demais áreas protegidas recentemente publicados.
  • Contribuição para a formação de uma posição de governo contrária às ameaças aos direitos constitucionais dos índios e dos quilombolas, e que promova com maior agilidade a demarcação das terras indígenas e a titulação dos quilombos ainda pendentes, inclusive através de soluções mediadas para os conflitos existentes.
  • Apoio, de forma proativa, à formulação e execução dos planos de gestão ambiental das terras indígenas, inclusive no âmbito do Fundo Amazônia e de outras fontes de financiamento.
  • Reconhecimento e valorização da importância dos povos indígenas e dos ativos socioambientais de suas terras para as estratégias nacionais de conservação da biodiversidade e de adaptação às mudanças climáticas, considerando-as no contexto de políticas compensatórias pela prestação de serviços ambientais.
4 – Desmatamento
  • Imediata análise e divulgação dos dados do desmatamento até a presente data, e análise de tendências para o período 2015/2016.
  • Reabertura das câmaras técnicas e de diálogo com a sociedade civil, incluindo institutos de pesquisa como INPA, Museu Goeldi e outros, bem como as secretarias estaduais de meio ambiente e órgãos federais ligados ao tema (Ibama, Embrapa, etc.) que, em passado recente, auxiliavam o MMA e o Inpe na análise de dados e dos agentes do desmatamento antes mesmo da publicação dos números oficiais.
  • Elaboração, em conjunto com os Estados, de um pacote de medidas visando a redução e combate ao desmatamento.
  • Retomada da publicação mensal dos dados de desmatamento, e reabertura do acesso aos dados técnicos.
5 – Lei de acesso a Biodiversidade
  • Reorganizar o sistema nacional de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional e promover, no âmbito do Ministério, um ciclo de debates e entendimentos referente ao tema, visando fazer os ajustes necessários para seu bom funcionamento do sistema e priorizando a participação dos povos indígenas, comunidades tradicionais e pequenos agricultores, uma vez que a construção desse novo marco legal foi pautado pela falta de oportunidade de participação dos detentores de conhecimento tradicional e daqueles interessados na conservação da biodiversidade.

(Fonte: SOS Mata Atlântica)

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Segunda etapa do projeto Rios Urbanos no Colégio Santos Dumont ajuda a identificar a influência do clima sobre as plantas

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De que forma a mudança do clima se manifesta no dia a dia? E o que isso pode influenciar na vida de cada ser vivo?

Para responder a estas perguntas aos alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental, a segunda etapa do projeto Rios Urbanos, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Educação Ambiental – INEAM, levou ao Colégio Estadual Santos Dumont, no Guaíra, em Curitiba, os professores Dr. Germano Bruno Afonso, graduado em física pela UFPR, mestre em Ciências Geodésicas, doutor em Astronomia, orientador do Mestrado da Uninter e um apaixonado pela cultura indígena, e a professora Kátia Regina de Almeida Foggiatto, pedagoga pela UFPR, pós-graduada em Educação Infantil e mestranda em Educação e Novas Tecnologias com ênfase em educação ambiental.

Segundo o professor Germano, a sabedoria indígena nos ensina a entender as fases da vida sobre a Terra e permite antever mudanças no comportamento da natureza.

Para o professor, essas mudanças não dizem respeito somente ao gelo que derrete nos polos e geleiras, mas a todos os ambientes do Planeta. “As mudanças no clima podem ser vistas aqui, perto de nós”, diz Germano.

Segundo Kátia, professora do ensino fundamental na prefeitura de Curitiba, somente com atitude é possível fazer frente às mudanças que estão acontecendo, ao menos para torna-las mais brandas. “Que atitudes nós podemos estar tomando para reverter a situação em nosso Planeta?”, pergunta Kátia.

A resposta vem dos estudantes:

Como identificar as mudanças no clima

Um trabalho de observação das plantas realizado junto ao Instituto Ambiental do Paraná pela professora para o seu trabalho de mestrado, serviu para ilustrar a maneira como as mudanças no clima agem sobre a natureza.

Citando algumas espécies de plantas encontradas no Brasil, Kátia registrou as alterações ocorridas quanto à época de floração e o nascimento de frutos, por exemplo com o jasmin, o ipê amarelo, copo de leite, petúnia, hortênsia,  entre outras.

De uma maneira geral, segundo a professora, a maioria das plantas está florescendo antes do tempo, abrindo suas flores no inverno, quando o normal seria na primavera. “Algumas, como o caso da hortênsia, chegaram a adiantar esse ciclo em pelo menos quatro meses”, observa Kátia.

O mesmo acontece com relação às frutas. “Se a florada é antecipada, automaticamente os frutos também vão nascer antes”, explica Kátia. Acontece com os pessegueiros, figueiras e muitas outras fruteiras que encontramos nas cidades. Teoricamente isso não seria tão ruim, afinal, fruta é fruta. No entanto, os efeitos dessa maturação antecipada é visível na qualidade dos frutos, diz a professora.

O efeito é o mesmo sobre as sementes das árvores. Com o clima desregulado, a tendência é que as sementes caiam antes do tempo, o que também significa que estas sementes podem não germinar, colocando em risco a sobrevivência de algumas espécies.

“Por estar tudo fora de época”, conta Kátia, “também os pássaros são afetados.

Educação ambiental

As próximas etapas do projeto Rios Urbanos no Colégio Estadual Santos Dumont preveem uma oficina de contação de história e a elaboração de um roteiro para o documentário que será produzido pelos alunos da escola com o apoio do INEAM. “Nas próximas três semanas ainda estaremos indo ao colégio e oferecendo subsídios teóricos e práticos para que eles, os alunos, possam contar a história de como entendem e encaram o meio ambiente urbano e ainda dar voz às suas propostas para o equilíbrio da vida”, completa Marcos Scotti, idealizador do projeto.

(Imagens: Sebastião Freitas e Marcos Scotti)

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Como potencializar a mobilização e buscar ações concretas para lutar contra as mudanças climáticas
Divulgação.
Divulgação.

Muito além do apagar das luzes, participar da Hora do Planeta – que em 2016 acontece no sábado 19 de março – pode gerar o engajamento de pessoas, cidades e empresas em ações que façam a diferença na conservação da natureza. Mas como potencializar a mobilização e buscar ações concretas para lutar contra as mudanças climáticas?

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Publicação da FAO analisa o impacto das mudanças no clima na produção de alimentos

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O aquecimento global terá implicações profundas para onde e como os alimentos são produzidos, e também levará a uma redução das propriedades nutricionais de determinadas culturas, o que terá consequências para políticas de combate à fome e à pobreza e para o comércio mundial de alimentos, dizem especialistas em um novo livro da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

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Realidade das mudanças climáticas não muda atitude de governos. Temperatura vai continuar subindo

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“As partes têm o objetivo de alcançar o pico das emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível”.

Resumidamente esse deve ser o resultado final da Conferência do Clima, numa tradução para todo mundo entender. Em que pese terem acontecido alguns avanços em relação a última conferência, esperava-se mais, dada a seriedade da questão.

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“As consequências poderão ter efeito cascata sobre várias gerações”, diz o Unicef
O El Niño é um fenômeno que provoca significativa alteração na temperatura das águas do Oceano Pacífico, com duração de 15 a 18 meses, com profundas alterações no clima do planeta.
O El Niño é um fenômeno que provoca significativa alteração na temperatura das águas do Oceano Pacífico, com duração de 15 a 18 meses, com profundas alterações no clima do planeta.

O El Niño, fenômeno climático que acontece pelo aquecimento das águas do Pacífico, não causa estragos somente por aqui.

Segundo o Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, cerca de 11 milhões de crianças na África Oriental e Austral estão expostas à fome, falta d’água e doenças em consequência do fenômeno.