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Três quartos dos recifes de corais do mundo estão sob risco. Foto: pixabay/marcelokato (CC)

O braço da ONU para o meio ambiente identificou algumas ameaças que precisam da atenção dos governos do mundo e dos cidadãos preocupados com o equilíbrio ambiental. Entre elas, estão os danos provocados nos recifes de corais, a poluição por plástico dos mares e oceanos e a extinção dos grandes felinos. Confira :

  1. Recifes de coral

Com três quartos dos recifes de corais do mundo já sob risco — devido a ameaças que vão desde espécies invasivas à acidificação do oceano e poluição por protetores solares — a hora da ação é agora. A Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral escolheu 2018 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral. As ações já começaram em Fiji, com o anúncio governamental de importantes locais de preservação. A ONU Meio Ambiente já começou uma análise detalhada da situação dos recifes de coral no Pacífico. Aguarde mais notícias e ações sobre o tema durante o ano.

  1. Poluição por plástico

Com base no impulso gerado pela Assembleia Ambiental da ONU do ano passado, um grande foco será dado este ano no sentido de combater a poluição por plástico — eliminando as sacolas descartáveis, banindo os microbeads (micropartículas de plásticos) nos cosméticos e promovendo o uso de alternativas sustentáveis. A expectativa é de que haja mais notícias e importantes anúncios sobre este tema, incluindo de companhias multinacionais, em 2018.

  1. Meio ambiente e migração

Em dezembro, a comunidade internacional irá se reunir nos Marrocos para tentar fechar um novo pacto para migrantes e refugiados. As mudanças climáticas e a degradação ambiental já foram oficialmente reconhecidas como impulsionadores da migração — um fato que, corroborado pelos desastres relacionados ao clima, continuam a gerar manchetes na imprensa.

  1. Cidades e mudanças climáticas

Um importante tema de 2018 será como as cidades do mundo podem liderar a redução da emissão de gases do efeito estufa e desenvolver formas inovadoras de se adaptar às mudanças climáticas. Momentos importantes nessa frente será a Conferência de Cidades Resilientes que ocorre em abril em Bonn, na Alemanha, e a Cúpula de Ação Global para o Clima, que será realizada em setembro em São Francisco, nos Estados Unidos.

  1. Grandes felinos

No último século, o mundo perdeu 95% de sua população de tigres. Em apenas 20 anos, a população de leões na África caiu mais de 40%. Leopardos da neve, onças e espécies similares também estão em perigo devido à perda de seus habitats, à caça e outros tipos de ameaças. Em 2018, a expectativa é de que haja novas iniciativas para proteger os grandes felinos do mundo.

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Uma vida melhor e igualitária para todos são objetivos a serem perseguidos até 2030.

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Fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas, a nova agenda de ação global até 2030 que substitui os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (fixados até 2015), definida pela Organização das Nações Unidas, traz os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a serem alcançados pelos países membros.

Confira o documento no link http://ineam.com.br/conteudo/

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Agenda urbana, mobilidade, governança e participação social estão entre os temas a serem discutidos

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São Paulo reúne esta semana especialistas e interessados em desenvolvimento urbano sustentável para compartilhar informações e tratar dos temas sociais e urbanos que serão discutidos na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável – Habitat III, que deve acontecer em outubro.

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Todos os anos são jogados fora 1,3 bilhão de toneladas de alimentos. Enquanto isso, 800 milhões de pessoas passam fome

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Mais de um terço de todo o alimento produzido no mundo é jogado fora. “Lamentavelmente, o desperdício de alimentos continua sendo um problema do qual cientistas, pesquisadores, agricultores, empresas, políticos, financistas e investidores, assim como os consumidores, como você e eu, não sabem ou não se preocupam o suficiente”, disse Danielle Nierenberg, presidente da organização americana FoodTank, em Davos, durante a realização do Fórum Econômico Mundial, neste início de 2016.

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Acordo na COP21 quer substituir combustíveis fósseis por energia limpa e limitar o aquecimento em 1,5ºC

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A promessa de que o meio ambiente seria respeitado e qualidade de vida ao cidadão seria garantida deixou a todos com a sensação de “Ufa!!”, o futuro está garantido. Todos sabem que não foi bem assim.

O Protocolo de Kyoto, escrito em 1997, ratificado em 1998, oficialmente instalado em 2005, era um acordo entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento para reduzir as emissões de gases poluentes. As atitudes de lá para cá poderiam ter sido mais eficazes, se os maiores poluidores do planeta tivessem abraçado a causa.

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“As consequências poderão ter efeito cascata sobre várias gerações”, diz o Unicef
O El Niño é um fenômeno que provoca significativa alteração na temperatura das águas do Oceano Pacífico, com duração de 15 a 18 meses, com profundas alterações no clima do planeta.
O El Niño é um fenômeno que provoca significativa alteração na temperatura das águas do Oceano Pacífico, com duração de 15 a 18 meses, com profundas alterações no clima do planeta.

O El Niño, fenômeno climático que acontece pelo aquecimento das águas do Pacífico, não causa estragos somente por aqui.

Segundo o Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, cerca de 11 milhões de crianças na África Oriental e Austral estão expostas à fome, falta d’água e doenças em consequência do fenômeno.

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Um “acordo universal e significativo” só vai acontecer havendo compromisso público dos países desenvolvidos, diz Ban Ki-moon
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. (Foto: divulgação)
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. (Foto: divulgação)

“Mudança climática não tem passaporte e não conhece fronteiras nacionais”. A afirmação é do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante evento realizado esta semana na sede das Nações Unidas, em Nova York.

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Não basta uma produção de baixo carbono, mas mantendo a mesma atitude de exploração irresponsável dos bens e serviços da natureza

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Por Leonardo Boff – Estamos acostumados ao discurso ambientalista generalizado pela mídia e pela consciência coletiva. Mas importa reconhecer que restringir a ecologia ao ambientalismo é incidir em grave reducionismo. Não basta uma produção de baixo carbono, mas mantendo a mesma atitude de exploração irresponsável dos bens e serviços da natureza. Seria como limar os dentes de um lobo com a ilusão de tirar a ferocidade dele. Sua ferocidade reside em sua natureza e não nos dentes.

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Desenvolvido pelo Observatório de Energias Renováveis para a América Latina e Caribe, o curso online vai promover a formação de profissionais na área de energias sustentáveis

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A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial – ONUDI, por meio do Observatório de Energias Renováveis para América Latina e Caribe, oferece vagas no programa de capacitação técnica sobre Energias Renováveis. O curso é aberto, online e gratuito, e fornece certificado digital para os participantes aprovados. Mais de 40 mil usuários de 133 países já participaram do curso. As inscrições estão abertas.

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O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial para adotar em seus negócios valores nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção

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O compromisso do Brasil em relação aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), firmado durante a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015, em Nova Iorque, terá a participação da iniciativa privada.

A rede brasileira do Pacto Global, formada por empresas brasileiras, se comprometeu a atingir os objetivos, que, em linhas gerais, visam acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas por meio de 160 metas até 2030.