reciclagem

Em um passeio pela praia de Pontal do Paraná, onde está construindo, Carlos Felber e sua esposa Thania, em pouco tempo juntaram três sacos de 60 quilos de lixo.

Acesso à praia de Pontal do Paraná, passando pela restinga, área de proteção ambiental. (Imagem: C.A. Felber)

Sacos plásticos, chinelos, sapatos, garrafas e tampas plásticas, a maioria retirada da restinga, área de proteção na orla marítima.

O problema não é exclusivo das praias paranaenses. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), uma associação que reúne entidades e empresas do setor, analisou material coletado em 12 praias brasileiras e encontrou itens como garrafas, copos descartáveis e até TV.

Estima-se que 80% de todo o lixo encontrado nas praias tem origem terrestre. Entre as causas disso estão a gestão inadequada do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria, comércio e serviços), portuárias e de turismo. A população também tem parte da responsabilidade pelo problema, devido principalmente à destinação incorreta de seus resíduos que, muitas vezes, são lançados deliberadamente na rua e nos rios, gerando a chamada poluição difusa.

Os 20% restantes têm origem nos próprios oceanos, gerados pelas atividades pesqueiras, mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como os cruzeiros, por exemplo.

O lixo recolhido na restinga em Pontal do Paraná. (Imagem: C. A. Felber).

No ranking dos países mais poluidores dos mares, o Brasil ocupa a 16ª posição, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos e divulgado em 2015.

Eles estimaram a quantidade de resíduos sólidos de origem terrestre que entram nos oceanos em países costeiros de todo o mundo. Aqui, todos os anos são lançados nas praias entre 70 mil e 190 mil toneladas de materiais plásticos descartados.

O lixo que chega aos mares e praias é um perigo para a vida marinha e aves. Não raro, são encontradas tartarugas estranguladas por toda sorte de sacolas plásticas, tubarões com latas e garrafas plásticas no estômago e aves recheadas de tampas plásticas.

As lixeiras no acesso à praia de Pontal estão vazias, enquanto o lixo se espalha pela restinga e pela areia. (Imagem: C. A. Felber).

É preciso consciência para mudar esse cenário. Lugar de lixo é no lixo. Se for reciclável, é preciso dar destino correto. Segundo Felber, se cada um fizer o seu papel, é possível pelo menos reduzir a quantidade de lixo nas praias. “Se cada cidadão que estiver passeando pela praia recolher um pouco do que encontrar pelo caminho, já é uma contribuição para com o meio ambiente”.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado dia 5 de junho, tem como tema este ano  “#AcabeComAPoluiçãoPlástica”. O objetivo da ONU Meio Ambiente é chamar a atenção da sociedade para reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis.

Em 2018, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a data soma esforços à campanha #MaresLimpos (http://cleanseas.org/), para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema, que se não for solucionado poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.

Um funcionário que trabalha em um escritório qualquer utiliza uma média de 10 mil folhas de papel por ano e quase todo esse papel vai parar no lixo. A informação é de uma pesquisa realizada pela IBM, nos EUA.

Para o meio ambiente é um problemão. Para a empresa, um gasto que pode ser reduzido.

Embora este seja um problema muito grave, ele pode ser facilmente amenizado com a adoção de algumas medidas por parte das empresas e seus colaboradores. É claro que os gastos com papel dificilmente serão zerados, mas é totalmente possível reduzir drasticamente o consumo e desperdício deste material.

Tomando medidas mais conscientes e sustentáveis, as empresas podem economizar cerca 40% com papéis e outros itens de escritório. Além disso, estas ações colaboram diretamente para a redução dos custos e do desperdício, ajudando também na preservação do meio ambiente. Confira algumas dicas que podem ajudar nesse processo:

Como reduzir o consumo de papel
  • Digitalize os processos e documentos da empresa;
  • Faça palestras e projetos conscientizando os colaboradores a respeito da importância de reduzir o consumo e desperdício de papel;
  • Invista em comunicação digital;
  • Em vez de usar papel, prefira utilizar o bloco de notas do notebook ou do smartphone durante as reuniões;
  • Configure as impressoras da empresa para economizar papel, fazendo impressões em frente e verso;
  • Reutilize impressos antigos como rascunho.
  • Recicle

Além de seguir todas essas dicas, é imprescindível não se esquecer de incentivar e colaborar com a reciclagem do papel. Para evitar o descarte incorreto do lixo, é preciso realizar a separação dos materiais, identificando os tipos de papel que são passíveis do processo de reciclagem: Sulfite; Papelão; Caixas de embalagens de produtos; Papel de presente; Jornal e revista; Folhas de caderno. (Com informações do Pensamento Verde).

Estudo realizado pela Universidade das Nações Unidas em conjunto com a União Internacional das Telecomunicações, somente em 2017 foram gerados 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico e a previsão é de que até 2021 esse número deve crescer 17%.

Um problemão para empresas, governos e sociedade.

Mas, quais danos esse tipo de lixo causa ao meio ambiente?

De maneira geral, os principais danos causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente podem ser divididos em três grandes grupos:

– Redução do tempo de vida útil dos aterros sanitários: equipamentos eletrônicos como computadores e celulares têm em sua composição grandes quantidades de materiais que demoram muito tempo para se decompor naturalmente, como o vidro e o plástico. Quando descartados em aterros sanitários, esses materiais aumentam o volume do lixo no local e reduzem seu tempo de vida útil, causando ainda mais impacto ambiental.

Os números se baseiam em informações repassadas pelas indústrias e compiladas em relatório do IAP.

 Pouco mais de 90% dos resíduos gerados pelas indústrias instaladas no Paraná são reutilizados, reciclados ou recuperados. A informação é do Relatório da situação de inventário de resíduos sólidos industriais no estado do Paraná entre 2014 e 2015 realizado pelo Instituto Ambiental do Paraná.

Plano pretende a criação de um programa de monitoramento da linha de costa e avanços no zoneamento ecológico-econômico costeiro no Brasil
Muito do lixo encontrado na praia tem origem nas atitudes humanas nas cidades.

Apesar de há décadas fazer parte do dia a dia do cidadão que vive ou passa parte do ano no litoral, só agora as pessoas voltam os olhos para o lixo que se acumula nos mares e praias. O consumismo e o desperdício que se aliaram à falta de consciência têm causado estragos à vida no planeta, não só no mar, e obrigado governos e população a tomarem atitudes.

No Brasil se elaborou uma nova versão do Plano Federal de Gerenciamento Costeiro (PAF), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, que  vai incluir ações para combater o acúmulo de lixo na costa brasileira.

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No copo, as mudas podem ser cultivadas até ficarem prontas para o plantio direto no solo. Aí basta cavar um buraco na terra e plantar com o copo de papel e tudo.
Papel que para o lixo foi reciclado e transformado em copos para mudas. (Imagem: divulgação)
Papel que para o lixo foi reciclado e transformado em copos para mudas. (Imagem: divulgação)

Saem os copinhos, saquinhos de plástico e tubinhos e entra o papel para envolver mudas produzidas em viveiros para serem plantadas. A ideia surgiu no Rio Grande do Sul, entre os estudantes da Escola Estadual Técnica Agrícola Desidério Finamor, em Lagoa Vermelha. Em meio a uma “guerra de bolinhas de papel molhado”, os estudantes do 2º ano do ensino médio resolveram dar destino ao papel usado e jogado fora na escola e ao mesmo tempo facilitar o plantio de mudas de maneira ecológica.

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Instituto lança competição que auxilia professores a desenvolver os conceitos da reciclagem.
O cuidado com o meio ambiente ajuda no aprendizado. (Imagem: Marcos Scotti).
O cuidado com o meio ambiente ajuda no aprendizado dos alunos do Colégio Estadual Santos Dumont, em Curitiba. (Imagem: Marcos Scotti).

“Turma que Recicla” é o desafio que incentiva as escolas a trabalharem o conceito de Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar – os 4Rs, tudo o que consumimos, desenvolvendo projetos que abordem a geração e o descarte de resíduos. O desafio é mais uma ideia do Instituto Akatu e também vai premiar professores e suas escolas com viagens e material didático.

Responsabilizar todos os agentes dos produtos no processo de destinação ajuda a reduzir a quantidade de resíduos

logistica

Já parou para pensar na quantidade de lixo que você produz ao longo do dia e para onde ele é destinado? Pois é. No Brasil, a resposta para esta pergunta pode ser assustadora. De acordo com o último senso realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2015, cada brasileiro produz, em média, 1,07 quilo de resíduos sólidos, ou seja, 390,5 quilos por ano. Mas o problema é ainda mais grave e preocupante: 41,3% do lixo no Brasil tem destino inadequado.