reciclagem

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Pesquisa desenvolvida nos EUA descobre bactéria em larva que transforma plástico em dióxido de carbono
O bicho-da-farinha é capaz de transformar plástico em CO2. (Imagem: divulgação)
O bicho-da-farinha é capaz de transformar plástico em CO2. (Imagem: divulgação)

Uma pequena larva de besouro conhecida como bicho-da-farinha (Tenebrio molitor) é o mais novo aliado da reciclagem do plástico.

Cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, descobriram que a larva consegue se alimentar de isopor, ou poliestireno expandido, um plástico não biodegradável.

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Embora ainda não faça parte dos costumes da maioria das famílias brasileiras, é possível dar um destino nobre ao óleo de cozinha depois de usado

oleo

A água é um solvente universal.

Apesar de uma grande quantidade de substâncias serem dissolvidas na água, existem outras que não se misturam. É o caso do óleo. Por ser menos denso, o óleo fica na parte de cima. Por isso, o óleo é chamado de hidrofóbico (hidro = “água”, e fóbico = “fobia” ou “aversão”).

Por esse motivo, jamais o óleo deve ser descartado em ralos ou bueiros. O óleo causa entupimento das tubulações e faz com que seja necessária a aplicação de diversos produtos químicos para a sua remoção.

Descartado assim, o óleo pode acabar indo parar nos rios e represas, contaminando a água e matando espécies. Na terra, o óleo causa impermeabilização, impedindo a água de penetrar no solo. Em processo de decomposição, libera gás metano, contribuindo para o efeito estufa.

Lembre-se: um litro de óleo contamina um milhão de litros de água.

O que fazer com o óleo de cozinha

Embora ainda não faça parte dos costumes da maioria das famílias brasileiras, é possível dar um destino nobre ao óleo de cozinha depois de usado.

Nas cidades maiores já existem empresas especializadas, ou mesmo um sistema público, no recolhimento e reciclagem desse óleo. As possibilidades são inúmeras: produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até mesmo biodiesel.

Em Curitiba, PR, o Departamento de Limpeza Pública da Prefeitura de Curitiba mantem postos de coleta  em 78 pontos do Câmbio Verde e em 21 terminais de ônibus da cidade. O telefone do departamento é (41) 3338-8399.

Queremos saber quem mais se ocupa da reciclagem de óleo de cozinha. Escreva para o Ineam: contato@ineam.com.br.

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A cada semana um novo produto eletrônico ou uma nova versão de determinado produto chega ao mercado. Computadores, impressoras, aparelhos celulares, aparelhos de TV e por aí vai.
Foto: Instituto Pró-Cidadania /Camila Machado/IPCC
Foto: Instituto Pró-Cidadania /Camila Machado/IPCC

Ótimo, estamos evoluindo. Olhamos o futuro e o avanço tecnológico como o caminho para a solução de tudo.

Olhando para trás, com as evoluções dos equipamentos, vemos uma montanha de placas, monitores, chips, baterias e carcaças causando problemas ao meio ambiente e até mesmo ao cidadão.

Mas o que fazer?

Embora as fabricantes de produtos eletrônicos se digam comprometidas com a questão ecológica e com a logística reversa, pouco fazem. As ações ficam por conta de entidades e prefeituras comprometidas com o problema ambiental causado pelo e-lixo.

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Todo material arrecadado na ação será encaminhado à Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR), administrada pelo Pró-Cidadania

 

Em parceria com o Instituto Pró-Cidadania e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, neste sábado (30) o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado do Paraná (Sescap-PR) promove mais uma atividade de recolhimento de lixo eletrônico em Curitiba.

Todo material arrecadado na ação será encaminhado à Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR), administrada pelo Pró-Cidadania, e responsável por receber parte do material reciclado produzido pelos moradores de Curitiba. Segundo o gerente do setor ambiental do Pró-Cidadania, Paulo Figura, na usina será feita a triagem e a destinação dos equipamentos para empresas especializadas. “Somos constantemente cobrados pela população a realizarmos mais ações como essas, já que facilitam a vida das pessoas que, interessadas pela destinação correta do lixo eletrônico, evitam que ele seja encaminhado para aterros sanitários”, diz.

O lixo eletrônico é todo resíduo sólido proveniente de materiais eletroeletrônicos. Se descartado de maneira incorreta, torna-se um grave problema ambiental e à saúde humana, especialmente pelos metais que o compõem, como chumbo, cádmio e mercúrio, além de outras substâncias tóxicas.

A E-Lixo ocorrerá no Parque Barigui, próximo à entrada da Rodovia BR-277, das 9h às 17h. A atividade faz parte das comemorações pelo Dia do Meio Ambiente.

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Agentes de mobilização utilizam sacolas feitas de lonas de banners antigos para reforçar a ideia de reciclagem

 

Após a divulgação entre os amantes da bike, a Campanha de Coleta Seletiva do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) começa a chegar às residências da cidade.

Cerca de 170 mil imóveis serão visitados pelos agentes de mobilização, que entregarão o material da campanha além de um ímã de geladeira, em que o morador poderá anotar os dias da coleta de resíduos úmidos e secos.

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Não seria mais racional, em vez de se pensar unicamente em como tratar o lixo, pensar-se em como reduzir a sua produção?

 

Por Deise Keller Cavalcante – A solução para o destino do lixo ainda consiste em conduzi-lo para longe, preferencialmente para locais afastados das áreas habitadas. São os vazadouros a céu aberto, mais conhecidos como lixões, situados na periferia dos grandes centros ou nas vias de acesso aos municípios das zonas rurais. Tal alternativa indica a pouca importância, até então dada, do ponto de vista sanitário e ambiental, à questão do lixo das cidades. Reflete o conceito de que ao lixo não é atribuído valor algum. Expressão disso seria o fato dele nunca ter recebido outra conotação além daquela de inutilidade. Nesse sentido, concebê-lo como algo que encerrasse a promessa de recriação e renascimento consistiria em mera abstração.

Diante dessas dificuldades, é o momento de se pensar em novas formas de gestão dos resíduos sólidos, dessa vez direcionadas para processos de recuperação e reciclagem dos materiais. Solução, sem dúvida, inteligente, por considerar, em primeiro lugar, a finitude das matérias-primas existentes em nosso planeta e, em segundo, o fato de ser “muito mais econômico fabricar uma garrafa nova com os cacos de uma garrafa quebrada, ou uma lata de refrigerante através da refundição do alumínio já beneficiado”.

No entanto, a esse respeito, é importante destacar a imagem de que se revestiu a reciclagem do lixo em diferentes meios. Vista como panacéia para todos os problemas relacionados à preservação ambiental e transmitindo uma sensação de atualidade, a reciclagem passa a ser a opção preferida daqueles que buscam aparentar uma forma “politicamente correta” de agir. Decorre daí que, até bem pouco tempo, qualquer programa de reorganização do sistema de limpeza de uma cidade, ou proposta de educação ambiental que não levasse em conta o incentivo à reciclagem – ou como se convencionou chamar, à “coleta seletiva” – estaria condenado a fracassar.

Mas experiências acumuladas em diferentes partes do mundo não levaram muito tempo para sugerir que as vantagens da reciclagem do lixo fossem relativizadas, uma vez que sua adoção estava necessariamente condicionada por um conjunto de aspectos, tais como o incentivo ao consumo, dentre outros.

Talvez fosse o caso de se perguntar se não seria mais racional, em vez de se pensar unicamente em como tratar o lixo, pensar-se em como reduzir a sua produção. Por conseguinte, a partir desse raciocínio, delineia-se hoje um novo discurso sobre o lixo que privilegia menos o elo final da cadeia – o destino dado ao lixo – e mais a redução do volume de resíduos no início do processo produtivo. Assim, seja por demagogia, seja pelo gradativo aumento das preocupações com o ambiente, não há quem, hoje, não expresse uma preocupação crescente com os lixões e seus efeitos indesejáveis sobre o ambiente – os riscos de contaminação do solo, do ar e da água e o impacto sobre a saúde pública.

A consequência principal de todo esse processo é a necessidade de incidir sobre aqueles que produzem, sejam as pessoas em suas residências, as instituições públicas, as empresas, as fábricas, os hospitais, estimulando a criação de uma nova cultura do lixo.

A educação se constitui uma importante ferramenta nesse sentido. Por meio dela, torna-se possível reconstruir uma ideia do lixo mais compatível com a nova tendência mundial, pelo menos em discurso, de atuar sobre a produção do lixo. Para tanto, torna-se necessário que cada um comece com uma reflexão sobre a produção de lixo em sua casa; fique atento ao desperdício tão comum em nossa cultura e desenvolva a capacidade de julgar as razões pelas quais determinados métodos de tratamento do lixo são escolhidos em detrimento de outro. Ou seja, a Educação é essencial nesta evolução.

Deise Keller Cavalcante é coordenadora de Educação Ambiental
da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.