rios urbanos

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Comunidade escolar se une para transformar o meio ambiente em Curitiba.

 

O cuidado com o meio ambiente ajuda no aprendizado. (Imagem: Marcos Scotti).
O cuidado com o meio ambiente ajuda no aprendizado. (Imagem: Marcos Scotti).

Professores, funcionários e alunos do Colégio Santos Dumont, no bairro Guaíra, em Curitiba, onde o Instituto Nacional de Educação Ambiental – INEAM vem desenvolvendo o projeto Rios Urbanos, se uniram na última semana em um mutirão para “dar um trato” no ambiente da escola.

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Terceira etapa do projeto desenvolvido juntos aos alunos do Colégio Santos Dumont discute realidade dos rios da região e vai buscar propostas para melhorar as questões ambientais no ambiente urbano.

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“Os principais rios das maiores cidades do mundo, que já estiveram totalmente poluídos, estão limpos. E isso aconteceu por que as pessoas que vivem nessas cidades entenderam que era preciso tratar o meio ambiente onde moram com respeito”.

A terceira etapa do projeto Rios Urbanos, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Educação Ambiental, levou para os alunos dos 8º e 9º anos do Colégio Estadual Santos Dumont, no bairro Guaíra, em Curitiba, a pergunta: “O que nós podemos fazer para melhorar o meio ambiente na nossa comunidade?”.

A proposta do projeto é discutir em sala de aula a realidade do meio ambiente na comunidade e, com base nas observações e depoimentos, identificar e propor alternativas que possam contribuir para elevar a qualidade de vida na região.

“Todas as mudanças que aconteceram para deixar os rios dessas cidades do mundo limpos, só aconteceram em função da mudança de comportamento das pessoas, da conscientização em relação ao lugar onde vivem”, disse Marcos Scotti, jornalista, idealizador do projeto Rios Urbanos.

As próximas etapas do projeto prevêem o levantamento de informações e depoimentos de moradores do Guaíra com relação à história ambiental do bairro, identificando os problemas que levaram à poluição dos córregos e rios que formam a microbacia do rio Belém. “Feito esse levantamento, vamos planejar e propor ações que possam contribuir para a conscientização das pessoas com relação ao ambiente urbano na comunidade e, consequentemente, à melhoria das condições ambientais do Córrego do Cortume, afluente do rio Guaíra”, explica o jornalista.

As escolas interessadas em mais informações sobre o projeto Rios Urbanos podem buscar informações no portal do INEAM – ineam.com.br/riosurbanos/ – ou entrar em contato através do e-mail ineam@ineam.com.br.

O Projeto Rios Urbanos tem o apoio da CTR Informática, empresa de assistência técnica autorizada Epson, e da HF Capital Humano.

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Segunda etapa do projeto Rios Urbanos no Colégio Santos Dumont ajuda a identificar a influência do clima sobre as plantas

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De que forma a mudança do clima se manifesta no dia a dia? E o que isso pode influenciar na vida de cada ser vivo?

Para responder a estas perguntas aos alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental, a segunda etapa do projeto Rios Urbanos, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Educação Ambiental – INEAM, levou ao Colégio Estadual Santos Dumont, no Guaíra, em Curitiba, os professores Dr. Germano Bruno Afonso, graduado em física pela UFPR, mestre em Ciências Geodésicas, doutor em Astronomia, orientador do Mestrado da Uninter e um apaixonado pela cultura indígena, e a professora Kátia Regina de Almeida Foggiatto, pedagoga pela UFPR, pós-graduada em Educação Infantil e mestranda em Educação e Novas Tecnologias com ênfase em educação ambiental.

Segundo o professor Germano, a sabedoria indígena nos ensina a entender as fases da vida sobre a Terra e permite antever mudanças no comportamento da natureza.

Para o professor, essas mudanças não dizem respeito somente ao gelo que derrete nos polos e geleiras, mas a todos os ambientes do Planeta. “As mudanças no clima podem ser vistas aqui, perto de nós”, diz Germano.

Segundo Kátia, professora do ensino fundamental na prefeitura de Curitiba, somente com atitude é possível fazer frente às mudanças que estão acontecendo, ao menos para torna-las mais brandas. “Que atitudes nós podemos estar tomando para reverter a situação em nosso Planeta?”, pergunta Kátia.

A resposta vem dos estudantes:

Como identificar as mudanças no clima

Um trabalho de observação das plantas realizado junto ao Instituto Ambiental do Paraná pela professora para o seu trabalho de mestrado, serviu para ilustrar a maneira como as mudanças no clima agem sobre a natureza.

Citando algumas espécies de plantas encontradas no Brasil, Kátia registrou as alterações ocorridas quanto à época de floração e o nascimento de frutos, por exemplo com o jasmin, o ipê amarelo, copo de leite, petúnia, hortênsia,  entre outras.

De uma maneira geral, segundo a professora, a maioria das plantas está florescendo antes do tempo, abrindo suas flores no inverno, quando o normal seria na primavera. “Algumas, como o caso da hortênsia, chegaram a adiantar esse ciclo em pelo menos quatro meses”, observa Kátia.

O mesmo acontece com relação às frutas. “Se a florada é antecipada, automaticamente os frutos também vão nascer antes”, explica Kátia. Acontece com os pessegueiros, figueiras e muitas outras fruteiras que encontramos nas cidades. Teoricamente isso não seria tão ruim, afinal, fruta é fruta. No entanto, os efeitos dessa maturação antecipada é visível na qualidade dos frutos, diz a professora.

O efeito é o mesmo sobre as sementes das árvores. Com o clima desregulado, a tendência é que as sementes caiam antes do tempo, o que também significa que estas sementes podem não germinar, colocando em risco a sobrevivência de algumas espécies.

“Por estar tudo fora de época”, conta Kátia, “também os pássaros são afetados.

Educação ambiental

As próximas etapas do projeto Rios Urbanos no Colégio Estadual Santos Dumont preveem uma oficina de contação de história e a elaboração de um roteiro para o documentário que será produzido pelos alunos da escola com o apoio do INEAM. “Nas próximas três semanas ainda estaremos indo ao colégio e oferecendo subsídios teóricos e práticos para que eles, os alunos, possam contar a história de como entendem e encaram o meio ambiente urbano e ainda dar voz às suas propostas para o equilíbrio da vida”, completa Marcos Scotti, idealizador do projeto.

(Imagens: Sebastião Freitas e Marcos Scotti)

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Alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental do colégio estadual são os primeiros a receber o projeto que propõe a discussão ambiental em sala de aula

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Com o objetivo de levar a temática ambiental para ser discutida em sala de aula alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental do Colégio Estadual Santos Dumont, no bairro Guaíra, em Curitiba, estão participando do projeto Rios Urbanos, uma iniciativa do Instituto Nacional de Educação Ambiental – INEAM que veio para contribuir com a implantação da Agenda 21 na escola.

“O Rios Urbanos quer mostrar a realidade dos rios de Curitiba, todos poluídos, o comportamento das pessoas com relação a esses rios e o que cada um pode fazer para mudar essa realidade através de argumentos dos próprios estudantes”, explica Marcos Scotti, jornalista, idealizador do projeto.

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Já está no canal do Instituto Nacional de Educação Ambiental no Youtube o programa de apresentação do Projeto Rios Urbanos, uma nova proposta para levar a discussão socioambiental para a sala de aula

O programa de apresentação do Projeto Rios Urbanos, uma série de documentários em vídeo HD, produzidos com a participação de alunos e professores de escolas públicas, traz os depoimentos dos professores Fabiana de Nadai Andreoli, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da PUC-PR, e Carlos Mello Garcias, professor da Pós-graduação em Gestão Urbana da PUC-PR, a respeito dos problemas que os rios e córregos trazem para a cidade e para a saúde dos habitantes dessa cidade.

Idealizado por Marcos Scotti, jornalista profissional, sob a responsabilidade, coordenação e direção do Instituto Nacional de Educação Ambiental – INEAM, o Projeto Rios Urbanos, leva para a sala de aula a discussão socioambiental e cultural se utilizando da realidade dos rios que nascem e correm pelas cidades.

Sob a ótica educacional e participação da comunidade escolar na elaboração dos documentários (alunos e professores), o produto final, em cada escola onde é desenvolvido o projeto, é a edição de um programa em vídeo HD, com roteiro elaborado pelos alunos.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre o projeto no link http://ineam.com.br/rios-urbanos/.

A escola interessada em participar do Projeto deve entrar em contato através do e-mail ineam@ineam.com.br.

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O sistema também pode ser utilizado para avaliar a possibilidade de reuso da água para outros fins
O poluído rio Guaíra, em Curitiba.. (Imagem: M. Scotti)
O poluído rio Guaíra, em Curitiba.. (Imagem: M. Scotti)

Analisar a qualidade das águas de rios urbanos medindo seus níveis de poluição é a proposta da pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. No trabalho, foi criado o protótipo de um sensor capaz de medir o quão suja está a água e enviar as informações para as autoridades interessadas.